Pessoal, bom dia !!!
 
Encaminhado por um petroleiro, que está em outro fórum nosso e  que pegou hoje em torno da zero hora  no JB on-line (são três artigos relacionados).
 
Assim eu desisto de ser petista
   

SUBEDITOR DE BRASIL

O engenheiro Artur Obino Neto, coordenador da equipe técnica do PT que auditou as urnas eletrônicas que serão usadas nas eleições gerais deste ano, faz sobre elas uma avaliação bastante positiva. ''Embora ainda possa ser aperfeiçoado em alguns aspectos, em geral o sistema é bastante avançado e seguro. Eu lhe daria nota 9''.

A opinião de Obino, que é analista de sistemas da Coppe/UFRJ, tem o endosso de três outros especialistas petista no relatório apresentado pelo grupo há duas semanas à direção nacional do partido.

Para eles, qualquer tentativa de fraudar as eleições adulterando os resultados da votação nas urnas seria imediatamente descoberta porque há mecanismos que permitem o controle por parte dos partidos. Obino vai mais longe. Para ele, a tecnologia desenvolvida para o voto eletrônico no país deve ser motivo de orgulho para a engenharia brasileira.

O engenheiro lembra que uma equipe de especialistas da Unicamp chegou à mesma conclusão que os técnicos do PT sobre a confiabilidade das urnas e do sistema de voto eletrônico. A universidade fez uma auditoria no istema, a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), depois de uma sugestão dos partidos nesse sentido, encampada pelos presidentes da Câmara, Aécio Neves, e do Senado, Ramez Tebet.

Os especialistas da Unicamp fazem sugestões para o aperfeiçoamento do sistema, mas, ainda assim, nas conclusões do relatório o classificam como ''robusto, seguro e confiável, atendendo a todos os requisitos''. O trabalho é assinado pelos oito integrantes da equipe, dirigida pelo professor Clésio Luís Tozzi.

Obino afirma, também, que houve uma relação de diálogo entre os especialistas do partidos e os técnicos da área de informática do TSE. Segundo ele, muitas sugestões apresentadas para aumentar a segurança e a confiabilidade do sistema foram acolhidas. ''Só surgiram dificuldades quando as propostas tinham como conseqüência alguma limitação no poder de juízes eleitorais''. ''Aí, a resistência do TSE era imediata'', diz ele. ''Tudo o que cheirasse a controle externo encontrava dificuldades''.

Obino lembra, por exemplo, que o TSE não aceitou a sugestão do PT para que os juízes deixassem de ter consigo um disquete que permite alterar a data e a hora do relógio interno da urna, após a carga do sistema de votação. Isso, em tese, permite nova carga na urna, inserindo distorções. Mas, ainda assim, tal procedimento seria percebido. O tribunal alegou que esse poder em mãos dos juízes se justifica pelos diferentes fusos horários no país.

De qualquer forma, segundo o especialista do PT, todos os passos do processo do voto eletrônico serão acompanhados por fiscais dos partidos: a preparação das urnas, com a inseminação dos programas, a votação, o envio dos resultados parciais e sua totalização. Obino assegura que qualquer interferência externa inevitavelmente deixará rastros.

[14/JUL/2002]

Equipe da Abin não preocupa petista

Para o coordenador do grupo de técnicos do PT, Artur Obino Neto, um dos argumentos mais usados pelos opositores das urnas eletrônicas - a participação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na criptografia dos resultados da votação de cada urna, antes de eles serem enviados para a totalização - não procede. Esse trabalho é necessário para que os dados sejam transmitidos em segurança, sem a possibilidade de alteração por um hacker.

Segundo Obino, apenas cinco grupos têm condições técnicas no Brasil para executar esse tipo de trabalho.

''Os quatro primeiros são empresas privadas - três estrangeiras, que não abrem o código-fonte do programa, e outra de militares que, no passado, tiveram ligações com o Cenimar (Centro de Informações da Marinha). O quinto é um grupo de técnicos hoje na Abin.''

''Mas este'' - diz - ''é uma equipe antes vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, que, quando o governo passou para a Abin o trabalho de segurança na área de informática, foi transferido para lá em bloco''.

Ainda assim, segundo Obino há um argumento que anula a crítica relacionada com a participação da Abin : os partidos terão os dados, documentados, antes que sejam enviados. ''Assim, se eles partirem de um jeito e chegarem ao destino de outro, facilmente se poderá provar a fraude. Até por isso não procede essa crítica''. (C.B.)

 
 
Para Obino, críticas não se sustentam

O engenheiro petista Artur Obino Neto rebateu as principais objeções ao sistema de votação eletrônica implantado pelo TSE. Elas são:

1. As urnas não permitiriam recontagem.

Segundo Obino, 50 mil urnas (1/6 do total) terão um mecanismo de impressão do voto, que poderá ser conferido visualmente pelo eleitor e ficará depositado numa urna fechada, permitindo a contagem manual posteriormente em caso de dúvida.

2. O resultado da votação nas urnas eletrônicas poderia ser fraudado por meio da programação.

Obino diz que técnicos dos partidos tiveram acesso aos programas e poderão acompanhar sua implantação nas urnas, que na ocasião deverão estar zeradas.

3. O TSE estaria mantendo secreta a maior parte dos programas utilizados.

Obino diz que isso não é verdade e só ocorre no caso do programa de criptografia para a transmissão dos dados de cada urna, antes da totalização - o que seria justificável. Mas lembra que, mesmo aí, os partidos terão documentados os resultados antes da transmissão e poderão conferir se eles chegam ao destino intactos.

4. A digitação do número do título eleitoral na urna permitiria identificar como votou cada eleitor.

Obino nega a possibilidade e diz que a Unicamp chegou à mesma conclusão. (C.B.)

 

Sérgio Salgado

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