Prezado
Walter,
Certamente
a orienta��o quanto uma iniciativa na �rea
jur�dica teria que ser orientada e
liderada por algu�m da �rea. Para isto s�o
necess�rios , de quem da �rea nos apoiar , compet�ncia
e determina��o . Uma a��o mal elaborada , mesmo se
feita com aparente boa inten��o, � pior
que uma n�o-a��o. Necessitamos de apoios ,
significando muito mais que assinaturas , na
�rea jur�dica , entre associa��es de classe ,
grupos na internet etc.
Tenho
deixado me controlar por um ceticismo na quest�o
, ceticismo que se origina na natureza verdadeiramente
sat�nica do atual governo, que me parece refletir a
sat�nica determina��o do sistema-mundo, ou parte dele,
composta por dirigentes como Blair, Bush, Berlusconi ,
que parecem apostar tudo em um mundo
pol�tico enlouquecido , mas que brevenente ser� fatal
para os ide�logos e executores do esquema internacionalista.
Como
citou Immanuel Wallerstein, o
sistema mundo vai bifurcar - termo que vem da
linguagem dos sistemas din�micos n�o lineares -
o que significa que haver� uma mudan�a , uma
"escolha� do processo hist�rico entre novas solu��es
, significando por�m , que a coisa pode tanto
melhorar quanto piorar .
Piorar ,
oiu seja , uma solu��o que acentue o atual
estado de coisas, eu quero crer que seja imposs�vel
. Parece muito pouco prov�vel que exista
uma solu��o que mantenha o atula processo de
criminaliza��o do Estado , como uma nova solu��o
para a descontinuidade hist�rica que se avizinha
. N�o se vislumbra condi��o para
manuten��o do atual estado de coisas
, tanto do ponto de vista pol�tico , militar , quanto
financeiro .
O
eixo do mal mostra-se um paup�rrimo
insustent�vel substituto para o fort�ssimo e mais recente
inimigo de ret�rica dos EEUU, ou seja, a
ex Uni�o Sovi�tica.. Gore Vidal analisa o
autodesmanche da Uni�o Sovi�tica, como
(ironia? ) "uma facada nas costas dos EEUU" ,
tendo tirado dos EEUU a raz�o de sua
estrutura��o militar e administra��o dos territ�rios e povos
sob seu dom�nio, o que inclui o seu gigantesco
curral latino .
Sem
grandes inimigos - reais ou de ret�rica - n�o h�
como justificar os enormes or�amentos militares
- os d�ficits e d�vidas de todas as
naturezas s�o imposs�veis de se finanaciar e
impag�veis . .
As
elei��es americanas dever�o produzir, no planeo pessoal pelo
menos, uma ant�tese econ�mica e militar do
Bush : em vez de um covarde que se escondeu de forma
indigna na guarda nacional , fugindo da guerra , hoje
cercado de acad�micos com tend�ncias genocidas,
que nunca sequer participaram de uma briga de rua,
aparece um combatente que viu a��o
no Vietn�, onde foi ferido . Esperemos que o
horror da guerra genocida suprima as agress�es
�s popula��es civis.
De passagem:
John Kerry � casado com uma mulher que nasceu em
Mo�ambique e que segundo consta , fala portugu�s.
Os
EEUU est�o esgotados financeiramente por anos de
irresponsabilidade neoliberal . Seu brev�ssimo imp�rio
ruir� como ruiu o imp�rio Brit�nico. A
vileza da atual situa��o pol�tica liderado pela
ideologia pol�tica e financeira anglo-americana ,
esta bem representada na decis�o de Lord
Hutton na quest�o Blair-BBC. A justi�a � servi�o
do crime.
Quanto �
quest�o de apoios � causas nobres de
dentro da Universidade , eu tenho que
desculpar-me por deixar-me levar pela fort�ssima
repulsa que sinto, estando no meio, pela natureza
pol�tica da Universidade no passado recente e no
presente. A covardia e a omiss�o do meio acad�mico no
Brasil , comentado por Andr� Ara�jo no seu livro
" A Escola do Rio� , me afetou de
v�rias formas , inclusive pessoais. Posi��o
contr�ria , viril, teve o meio acad�mico Argentino, que na
�rea econ�mica foi DIZIMADO - a Universidade Argentina
foi reduzida � pen�ria.
A
Universidade transformou-se num envergonhado vazio :
o que a� est� saiu ou foi parido no seu
meio . Dela sairam os traidores da p�tria e vendedores do
Brasil. O endosso ao voto eletr�nico
tamb�m, saiu dela!
A
grande submiss�o , no Brasil , do povo , trabalhadores
, intelectuais , neste processo que se iniciou em 89 ,
permanece ainda como um fen�meno a ser estudado .
Talvez contribua para a quest�o a
explica��o de que foram vendidas primeiro esperan�as ,
imagens, miragens , que colocavam todos � espera de
algo novo, quando se escondia nestas imagens uma
realidade pessoal degradante e asquerosa : est�
a� a s�ntese da relativa passividade dos
costumeiros opositores nos per�odos Collor e
FHC.
Os
ensaios de oposi��o �s privatiza��es foram enfrentados com
massacrante determina��o pelas quadrilhas
organizadas para pilhar o patrim�nio p�blico - o esgoto da esquerda que
antes tomava a bandeira do anti-militarismo liderou
o assalto .
Se os
militares conheciam realmente a verdadeira natureza
desta corja tiveram muita piedade e
est�mago para n�o elimin�-los de forma definitiva
, considerando os sofrimentos que viriam a causar ao
povo Brasileiro : para os que se apiedam com
mortes violentas e "desaparecimentos" , morrem
ou "desaparecem� hoje cerca de
400000 brasileiros a cada 10 anos , n�o h�
empregos para os jovens , e nossa inst�vel
estabilidade, nos d� certeza apenas de que de um dia
para o outro decretaremos fal�ncia . O mais leve
boato provoica umterremoto nos indicadores de "confian�a"
.
Est�
tudo , como diz a m�sica , dominado.
Sendo
assim , embora tenha grande respeito pelos vossos
esfor�os , pelos esfor�os de outros colegas
do voto-e , medindo a vileza, a devassid�o, a
falta de princ�pios , do "inimigo" , conclui que n�o
existe a m�nima condi��o de vencermos tal
quest�o - introdu��o do voto impresso - por
num Estado criminalizado , s� encontraremos os
pr�prios criminosos e os omissos julgando
a quest�o .
Ou
seja , a
estrutura do Estado foi posta a servi�o da
marginalidade . O Estado � o marginal. O Estado
� o assaltante , o trombadinha. � o Estado
brasileiro de hoje que renega e entrega sem luta
a nossa soberania . E quando isto acontece , ser� somente
por efeito de suas contradi��es que tal
sistema ruir� . � um belo espet�culo quando es for�as de
destrui��o nascem do pr�rio interior do
organismo como um c�ncer devorador ; � por
isto mesmo uma doen�a implac�vel - o organismo contra o
organismo!
Novos tempos
se anunciam nos EEUU ... salvo a produ��o
de um outro "9/11" , para tentar justificar um Bush, um
Blair, um Berlusconi, um Lula , temposmais dignos a parecem
no horizonte.
Fora
isto , uma fen�meno inusitado, induzido pelo desespero,
estes nomes ser�o jogados no lixo da
hist�ria de onde nunca deveriam ter sa�do para ocupar
posi��es em que sua fraqueza de car�ter , ou
vileza, ou ignor�ncia , jamais os deveria ter levado.
Daqui algum
tempo olharemos para estes anos de viol�ncia ,
vergonha, e covardia ,e nos perguntaremos �como pode
tudo isto acontecer" ? � o tipo de pergunta que
se fez sobre o Nazismo , o Stalinismo, e o
Fascismo.
Uma nova onda de �fervor patri�tico� , semelhante � das �diretas j� certamente surjir� . Mas antes ser� preciso que se saiba com certeza
que o atual sistema est� acabado ; que a turma resolveu sair , que resolveu pedir as contas , certamente com o futuro garantido nos para�sos fiscais .
A� ent�o surgir�o nossos novos her�is e libertadores, uma
nova turma de galantes
e audazes intelectuais
, prontos a assumir corajosamente o nosso futuro , passando assumir a responsabilidade pela
nossa felicidade.
Ms antes � preciso que os novos salvadores , para
sair dos bares da Vila madalena e do
Leblon, tenham certeza que as salas do poder estar�o
vazias i , nada mais
existe al�m da porta podre , que chutar�o com
alarde, de forma que nenhuma bala cruzar� a entrada na defesa de alguma honra ou princ�pio ferido.
Ah
sim.. Roberto Romano...
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19
37881574
Edison
Bittencourt