Pessoal


Deixem-me dar uns palpites tamb�m nessa conversa, �s vezes instrutiva, �s vezes agressiva, �s vezes surrealista.

Detesto quando se deprecia o contendor com tom professoral e/ou rebaixamento de n�vel; este foi o ponto baixo do bate-papo, felizmente superado.

Discordo que o Mozart (como m�sico, gostei do nome), seja apenas um mal intencionado/infiltrado/provocador, atuando com pseud�nimo. Aparenta querer participar opinando, e o faz, embora cometa deslizes na argumenta��o, principalmente repetindo certas afirma��es que contrariam fatos e n�o apenas opini�es. Outras vezes, parece-me que afirma��es dele, contr�rias �s nossas conclus�es (obtidas em amargas experi�ncias em campo, especialmente pelo Amilcar), merecem detalhamento e n�o simples rejei��o.

Em lugar de carimb�-lo como um ing�nuo que tem f� cega em algo para n�s nada confi�vel, prefiro pens�-lo como uma pessoa preparada e idealista, no sentido de quem constr�i um modelo ideal e toda uma teoria baseada nele. No modelo dele, o TSE � composto (s�?) por pessoas bem intencionadas, de boa �ndole, cooperativas, prontas a estudar os pr�prios erros e as sugest�es de seus clientes, os eleitores brasileiros. Os partidos t�m recursos suficientes para cobrir as elei��es em todo o territ�rio nacional, para comprar o equipamento necess�rio e o tempo que precisar para uma fiscaliza��o segura, al�m de m�o de obra especializada e abundante. Os controladores do sistema eleitoral s�o funcion�rios concursados, competentes, incorrupt�veis, neutros, quase angelicais, e que tomaram todos os cuidados tendo em vista a seguran�a do sistema, tanto contra agentes externos como contra agentes internos. Em tal ambiente, penso que concordar�amos com a maior parte de suas observa��es; e eu iria dedicar-me ao meu piano. Pena que as premissas do Mozart para a constru��o de seu modelo sejam falsas; e, portanto, muitas de suas conclus�es tamb�m.

Sugiro que se informe ao Mozart os fatos reais, n�o t�o r�seos como ele acredita que sejam (o Amilcar, a Cida e v�rios outros podem contar suas desagrad�veis experi�ncias). A�, sua intelig�ncia e boa vontade poder�o auxiliar sobremaneira na sugest�o de medidas para fortalecer a seguran�a do sistema eleitoral informatizado. Que fique claro, como parte dessas premissas, que defendemos o sistema eletr�nico com seguran�a, com a materializa��o do voto. Se alguns de n�s defendem o comprovante em papel � por que acredita ser o modo mais barato, hoje, de exercer esta seguran�a (bancos e loterias o usam). Se houver outro modo de materializar o voto, eu, pessoalmente defenderia qualquer estudo custo/benef�cio relativo a ele. N�o temos dogmas. Mas n�o podemos ter ilus�es; todas as vezes que tivemos esperan�as, sa�mos frustrados, e isto nos deixou calejados e, �s vezes, com um leve, mas compreens�vel mau humor.

Abra�os

   Walter Del Picchia
     S.Paulo/SP

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Mozart Hasse escreveu:


Ol�,

Bem, como viram tenho opini�es radicalmente diferentes das de voc�s.
Estranhei muito seu site e suas propostas, e entrei para tentar entender
melhor seus pontos e vista e entender por qu� raios suas suget�es
n�o me pareceram boas.


Li muito da documenta��o do TSE dispon�vel na internet e de fato
confio que o que eles colocaram l� deve ser o que est� dentro das urnas. Posso ser acusado de ing�nuo por acreditar nisso, por�m
entendo que, caso haja fraudes o caminho � melhorar as leis e n�o piorar o programa.


Tentei (pelo visto em v�o) expor por qu� acho que suas sugest�es n�o resolvem os problemas por voc�s apontados nem aumentam significativamente a seguran�a da elei��o. Nem cheguei na parte
das MINHAS sugest�es, mas pelo visto isto pouco importa, j� que
voc�s aparentam ter uma opini�o irredut�vel.


Reconhe�o que tentei expor TODOS os pontos fracos que encontrei
em TODAS as suas propostas, exatamente para verificar qu�o bem
embasadas elas estavam. Reconhe�o que algumas delas podem trazer
uma APARENTE melhora na seguran�a, mas honestamente acho que h�
coisas melhores para investir no que diz respeito a seguran�a
na elei��o.


Admito, apesar de n�o ter deixado isto claro, que a urna eletr�nica
tem defeitos e exige cuidadosa auditoria. � prov�vel que o TSE n�o
fa�a todos os procedimentos de seguran�a que imagino que eles
deveriam fazer. Defendi a manuten��o do sistema como est� por
entender que a fiscaliza��o pode ser feita SEM mexer significativamente
no c�digo fonte (seja ele qual for), mas nos procedimentos de fiscaliza��o
que, entendo eu, os partidos t�m a obriga��o de fazer com (opini�o
pessoal exclusivamente minha) seus pr�prios recursos.


Pelo visto minhas opini�es parecem radicalmente ofensivas, resultando
em rea��es que me pareceram exageradas. Bom, se como j� foi dito
aqui, eu sou "sem lo��o", vou procurar minha turma e parar de
aporrinhar voc�s.


Ressalto, tamb�m, que se meu discurso pareceu cair como uma luva
no discurso que voc�s dizem ter ouvido do TSE, foi por pura coincid�ncia.


Agrade�o pelas raras contribui��es de alguns de voc�s al�m da aten��o
de todos. Reconhe�o (apesar de n�o ter dito antes) que a opini�o de
voc�s tamb�m ajuda o sistema eleitoral brasileiro a ser mais seguro
por ressaltar ALGUMAS das falhas que ele reconhecidamente tem.


Sem maiores coment�rios,

Mozart Hasse (N�o � pseud�nimo)
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autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao
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O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas
eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas.
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