���� D�merson

�����Meus cumprimentos pela brilhante�interven��o; l�cida e precisa. Espero que seus colegas da Justi�a Eleitoral tenham compreendido a import�ncia de sua mensagem.

���� Para n�s, aqui de fora,�aumenta a esperan�a de que a iniciativa�pelo aperfei�oamento do sistema�parta de seus pr�prios respons�veis.

���� Um abra�o (Seu pessoal leu�o Alerta dos professores?)

���� Walter Del Picchia - S.Paulo/SP

����� SEI EM QUEM VOTEI; ELES TAMB�M.

����� MAS S� ELES SABEM QUEM RECEBEU MEU VOTO.

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D�merson Dias disse:
> Repasso interven��o minha em debate com outros trabalhadores da Justi�a
> Eleitoral
>
> [ ]
>
> D�merson
>�
> --------------------------------------------------------------------------------�
>
> Car�ssimos, n�o tenho como repassar aos demais interlocutores
>
> Permitam a intromiss�o.
> A falta de tempo imp�e uma objetividade que prejudica o debate.
>
> - A tecnologia n�o � a panac�ia do mundo, nem tampouco o avan�o
> tecnol�gico. Que o digam Santos Dumont e Einstein . O primeiro,
> diz-se, que o desapontamento levou ao suic�dio diante do uso mortal de
> sua inven��o. J� o segundo em quest�o de alguns anos reviu sua opini�o
> sobre a necessidade de produ��o da bomba nuclear. Portanto a tese de
> que o novo � necessariamente bom s� acolhe aos incautos. Claro que n�o
> vamos nos tornar tecnof�bicos.
> - Na quest�o da urna, quem deu o primeiro passo em falso foi a pr�pria
> justi�a eleitoral que, atrav�s de seus t�cnicos chegou as afirmar que
> a urna seria 100% segura. Virou piada corporativa nos meios que tratam
> de seguran�a de sistemas. Seguran�a absoluta nesse campo � como o elo
> perdido todos sup�em existir, mas ningu�m consegue provar. Ou melhor,
> s� existe at� que um hacker prove que � inseguro.
> - N�o menos desastroso � o argumento usado pelo TSE para recusar a
> impress�o do voto.
> - O fato � que a urna � inaudit�vel, o que numa democracia significa
> dizer que est� inviabilizado o direito de recurso em rela��o �
> apura��o. O resultado da urna passa a ser o primeiro fator absoluto e
> irrevers�vel dentro do nosso relativo e combalido Estado Democr�tico
> de Direito (tr�s termos praticamente caducos em se tratando de
> Brasil).
> - Vou me esquivar de outro debate importante sobre a garantia de
> sigilo do voto.
> - Se a impress�o � tecnicamente invi�vel, estamos dizendo que 1) O
> direito deixa de ser a express�o da vontade humana, sendo subordinado
> � habilidade t�cnica, n�o mais dominamos o fogo, somos contingenciados
> por ele. Ou a criatura conduz seu criador. O recria, por suposto; 2) A
> soberana express�o da vontade popular passa a ser secund�ria diante da
> incapacidade humana de se dar efetivas garantias de solucionar um
> problema que at� ent�o j� tinha solu��o razoavelmente aceit�vel. 3) O
> que est� pautando a inviabilidade de impress�o do voto n�o � a sua
> inutilidade, mas os interesses dos produtores das m�quinas. Se a urna
> n�o consegue dar garantia de que o voto � respeitado, trata-se de uma
> m�quina defeituosa. Por que a "confian�a no Judici�rio" tem que ser
> tranferida para um equipamento que ele avalize? 4) Desde quando o
> papel do Judici�rio � certificar tecnologia e seguran�a? 5) A urna
> interessa ao povo ou � necessidade da m�dia em divulgar resultados on
> line?
>
> A quest�o principal n�o � abolir as urnas eletr�nicas. Esse � o
> argumento da m�-f�.
> O problema � a insist�ncia da Justi�a eleitoral em fechar-se aos
> questionamentos, a maioria deles v�lidos, sobre o funcionamento da
> maquininha. � patente para qualquer pessoa versada em inform�tica que
> a m�quina far� o que lhe mandarem, portanto ela pode inclusive fraudar
> uma elei��o se esse for o interesse de quem a programa. O que espanta
> � que uma quest�o ululante como essa � negada pelos nobres
> funcion�rios da nossa combativa Justi�a Eleitoral como um dogma
> milenar.
> Se nem a Justi�a Eleitoral � democr�tica ao provar a confiabilidade
> na urna que fim levar� nossa democracia?
> Afinal � poss�vel ou n�o fraudar a urna?
> O que � cruel � ouvir alguns "oper�rios do voto", inclusive de alto
> escal�o, avalizarem ao pa�s por cima de sua arrog�ncia que n�o �
> poss�vel haver fraude na urna eletr�nica. Sejamos honestos pelo menos
> com a nossa pr�pria intelig�ncia.
>
> O avi�o � uma m�quina fabulosa, mas isso n�o quer dizer que n�o possa
> ser usado para destruir.
> O que custa realmente dar garantias sobre o voto? Ali�s, a JE existe
> para dar confian�a � elei��o ou � urna eletr�nica? Talvez seja melhor
> chamar logo a IBM ou Microsoft para tomarem conta do processo, afinal,
> a urna em si � infal�vel.
> Ou a Justi�a Eleitoral serve aos interesses do povo, ou ela n�o serve.
> E afirme o contr�rio, quem for capaz!
>
> Atenciosamente
>
> D�merson Dias
> Funcion�rio da Justi�a Eleitoral de S�o Paulo e dirigente sindical nessa
> categoria.
>
>

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