Estimado Amigo Amilcar Brunazo Filho,

Já reproduzi sua mensagem na página do Consultor Jurídico.

Basta verificar.

POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA, subscrevo-me

Atenciosamente,

Leamartine Pinheiro de Souza
21 2558-9814 - [EMAIL PROTECTED] 
Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310
Flamengo, Rio de Janeiro, RJ
22231-140


-----Mensagem original-----
De: [email protected] [mailto:[EMAIL PROTECTED]
Em nome de Amilcar Brunazo Filho
Enviada em: terça-feira, 20 de novembro de 2007 16:32
Para: Fórum do Voto Seguro; Fórum do Voto Eletrônico
Cc: Cláudio Rêgo
Assunto: {VotoEletronico} Re: Congresso propõe tomar do TSE controle de
urnas eleitorais


Olá,

Vejam, abaixo, a matéria que saiu no Consultor Jurídico sobre a idéia de 
tirar do TSE o poder de regulamentar a fiscalização do voto-e.

Está totalmente distorcida. Diz que o congresso quer tomar o controle 
das urnas-e do TSE. Que besteira!

Não é nada disso!

O TSE continuará tendo todo controle administrativo do voto-e, apenas 
não poderia mais regulamentar a fiscalização, já que como tem sido até 
hoje, a sua regulamentação simplesmente não permite uma fiscalização 
efetiva.

Veja o caso de Alagoas. Em outrubro de 2006 foi descoberto que quase 50% 
das urnas usadas tinham arquivos de controle (logs) corrompidos e foi 
solicitado auditoria da apuração por meio de perícia técnica e acesso 
aos arquivos de registro digital do voto. Até agora, passado um ano, a 
Justiça-administradora eleitoral não permitiu nem a perícia nem o acesso 
aos registros dos votos sob o esquisito argumento que a regulamentação 
eleitoral (por ela mesmo escrita) não preve a auditoria por meio de 
recontagem dos votos digitais.

A proposta do projeto de lei citado na reportagem é apenas que o 
Congresso, e não mais o TSE, passe a determinar que documentos físicos e 
digitais o administrador eleitoral (que continuará sendo o TSE) deverá 
fornecer regularmente aos fiscais (que continuará sendo os partidos 
políticos).

A noticia está totalmente distorcida e os leitores acabam redondamente 
desinformados, como se pode ver pelos comentários.

Oh, Paulo Gustavo, ou quem mais estiver cadastrado no Consultor 
Jurídico, envie um comentário para lá criticando a total desinformação 
daquele texto.

Amilcar.


> http://conjur.estadao.com.br/static/text/61463,1
 >
>         Congresso propõe tomar do TSE controle de urnas eleitorais
> 
> *Consultor Jurídico
> *
> 
> **O poder de controlar as urnas eletrônicas nas eleições deveria ser 
> transferido do Tribunal Superior Eleitoral para o Congresso. A proposta, 
> como revela em seu blog o colunista da Folha de S. Paulo Josias de 
> Souza, consta de relatório de uma subcomissão da Câmara dos Deputados 
> que há sete meses estuda o assunto e que deve ser apresentado nos 
> próximos dias.
> 
> Os autores da proposta põem em dúvida a inviolabilidade das urnas 
> eletrônicas. Sustentam que falta transparência ao processo eleitoral 
> brasileiro e que a culpa é do excesso de poderes conferidos ao TSE. O 
> tribunal acumularia atribuições que, além de excessivas, seriam 
> incompatíveis entre si: baixa as normas que regem as eleições, 
> administra o processo eleitoral e dá a palavra final nos processos que 
> têm origem nos pleitos.
> 
> Para dar fim a tantos problemas, os deputados sugerem que as regras do 
> processo eleitoral eletrônico passem a ser definidas pelos próprios 
> deputados e senadores, reunidos numa Comissão Eleitoral. A solução 
> propostas encerra problema ainda maior, já que os congressistas são 
> partes interessadas no resultado das urnas. ?É como atribuir à raposa a 
> gerência do galinheiro?, lembra o colunista.
> 
> Em fevereiro de 2007, o deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL) propôs 
> que fosse feita audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça 
> da Câmara para discutir a segurança das urnas eletrônicas. Na audiência, 
> que ocorreu no mês seguinte, a estrela foi Clóvis Torres Fernandes, 
> professor da Divisão de Ciência da Computação do ITA (Instituto 
> Tecnológico de Aeronáutica).
> 
> Em 2006, por encomenda do usineiro João Lyra, Torres promoveu estudo 
> sobre a votação eletrônica em Alagoas. Candidato ao governo do Estado, 
> Lyra estava inconformado com o resultado das urnas. Favorito nas 
> pesquisas eleitorais, perdeu nas urnas eletrônicas. Na audiência, Clóvis 
> Torres disse que constatara vulnerabilidades em pelo menos 44% delas. 
> Estava convencido da fragilidade das urnas eletrônicas, mas disse que os 
> dados que coletara não permitem dizer que houve fraude.
> 
> Em abril, o deputado Geraldo Magela (PT-DF) propôs a instalação de uma 
> subcomissão, no âmbito da CCJ, para estudar a segurança da votação 
> eletrônica. Nomeado relator, Vital do Rego (PMDB-PB) divulga seu 
> relatório nos próximos dias. Sua principal proposta é esvaziar o TSE e 
> transferir para o Congresso o controle das urnas eletrônicas.
> 
> Para Severiano Alves (PDT-BA), autor de projeto de lei com o mesmo 
> propósito , a automação trouxe ?o risco inerente provocado pela falta de 
> domínio pela sociedade dos detalhes e peculiaridades das tecnologias de 
> segurança envolvidas?. A pretexto de ?aumentar a eficiência do sistema, 
> especialmente quanto à fiscalização do processo informatizado do voto?, 
> propõe que o Congresso, e não o TSE, passe a ter ?a competência 
> exclusiva e prioritária? na regulamentação e fiscalização da matéria.
> 
> *Idéia esdrúxula*
> 
> Apesar das suspeitas que surgem a cada ciclo eleitoral, jamais se 
> comprovou fraude ou mesmo erro técnico no processo de votação eletrônica 
> que pudessem comprometer o resultado de qualquer eleição.
> 
> Para o advogado *Renato Ventura*, especialista em Direito Eleitoral, a 
> proposta dos deputados é contraditória e não deve prosperar. Afirmou que 
> a urna é uma das coisas mais fiscalizadas que tem. ?O TSE, antes de 
> promover as eleições, permite que o Ministério Público, a Ordem dos 
> advogados do Brasil e os partidos políticos, fiscalizem os programas, 
> inclusive, com técnicos especializados?.
> 
> Ressaltou que a Justiça Eleitoral tem demonstrando credibilidade e não 
> merece essa suspeita. Segundo ele, não faz sentido tirar a autonomia do 
> Judiciário para colocar numa esfera externa, já que se ocorrer algum 
> problema o caso voltará novamente ao Judiciário. ?É uma tentativa de 
> mexer numa coisa que está funcionando. A idéia é um tanto quando 
> esdrúxula?, disse.
> 
>  
> 
> Atenciosamente,
> 
> Cláudio Andrade Rêgo *\*
> http://www.linkedin.com/in/claudiorego
> 
> CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM INTELIGÊNCIA E CONTRA-INTELIGÊNCIA: 
> http://www.faculdadepitagoras.com.br/pos_graduacao/CursoPos.asp?idCurso=51

> 
> /Esta mensagem eletrônica e seus anexos são propriedades da ANTECIPAR, 
> classificados como documentos confidenciais da Empresa, e podem conter 
> informações privilegiadas, sendo seu conteúdo elaborado e restrito 
> exclusivamente aos destinatários, os quais ficam, por meio desta, 
> notificados de que qualquer uso dos mesmos estará estritamente limitado 
> àqueles expressamente autorizados, executados em conformidade com as 
> normas da ANTECIPAR e a legislação em vigor, e passíveis das ações e 
> indenizações disciplinares e judiciais cabíveis. Caso entenda ter 
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