Caro Leamartine,

Sobre as especificações e características das urnas eletrônicas utilizadas
na Venezuela: http://www.smartmatic.com/soluciones_03.htm

Há algum tempo atrás, discutimos neste fórum um artigo que dizia ter havido
fraudes nas eleições venezuelanas, mesmo com o voto impresso. Não consegui
encontrar. Se não me engano, havia algo relacionado com o momento em que se
confirma o voto.

De qualquer forma, como o próprio Amilcar afirma em seu livro, há outras
possibilidades de fraudes. O artigo que se segue é um exemplo disso e
sinaliza, sim, alta probabilidade de haver fraudes no próximo domingo.

*A fraude do próximo 2 de dezembro na Venezuela*


Na Venezuela, o sufrágio com máquinas de votação e-vote foi adotado em 2004.
Esse ano o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) concedeu judicialmente o
contrato do sistema eletrônico de votação à nova empresa SMARTMATIC que, sem
nenhuma prova experimental, se utilizou no Referendum Revocatório (RR).
Desde aquele ano os processos eleitorais deixaram de ser propriedade do povo
venezuelano e passaram a ser patrimônio de uma empresa do "império", a
SMARTMATIC, e do governo "revolucionário". Lamentavelmente para a Venezuela,
duas visões analisadas relacionadas com a opção do voto, só concluem em
suicídio e crime, como se depreende da análise na continuação.
*1.* Por uma parte, o convite ao suicídio que significa ir votar:

*SMARTMATIC: executora da fraude eletrônica*

A presidenta da Cosa Nostra Eleitoral (CNE), reitora Tibisay Lucena,
informou que as provas de automatização para o referendum do 2 de dezembro
foram exitosas. Provas similares foram realizadas para as eleições
presidenciais de 2006. Ao concluí-las, o CNE informou que: *"O simulacro
funcionou 99%*", e foi realizado em *"52 centros experimentais e
5.000centros de votação"
*, e que *"o tempo médio de votação foi estimado entre dois e três
minutos"*(1).

Nessa declaração os reitores do CNE estabeleceram de antemão o máximo de
eleitores que podiam votar na eleição presidencial. Apoiando-nos nessa
informação, podemos demonstrar com um simples cálculo a fraude executada
pela SMARTMATIC nessas eleições. Em benefício do próprio CNE, cruzemos o
tempo médio de votação de 2 minutos com os dados restantes:

*32.331 máquinas utilizadas*. Tempo total de votação: desde as 6:30 am até
as 4:30 pm. Quer dizer, 10 horas = 600 minutos. Uma média de 300 votantes
por máquina (a cada 2 minutos vota um eleitor em cada máquina: 600/2 = 300).
O resultado é um total máximo de 9.699.300 eleitores (300 x 32.300), cifra
inferior em 2.091.097 ao total de votantes do 3D que, segundo o CNE, foi de
11.790.397 eleitores.

A conclusão é que essa sobra é de votos virtuais fabricados pela SMARTMATIC.
A cifra real deve ser muito maior, se considerarmos que o tempo médio de
dois minutos por votante é bastante irreal.
*A abstenção impediu a fraude eletrônica em 2005 *

As pessoas têm razão em desconfiar do sistema eletrônico de votação e agora
a coisa é pior, porque a transmissão de votos virtuais terá luz verde com a
nacionalizada CANTV*. De todo modo, Chávez e seus aliados
"colaboracionistas" não a têm tão fácil, pois necessitam de muita gente nas
filas votando. Só assim a SMARTMATIC poderá materializar a fraude, como é
fácil comprovar com os dados das eleições parlamentares do 4 de dezembro de
2005.

Foi a gigantesca abstenção que impediu que se perpetrasse a fraude
eletrônica, porque a fraude pré-eleitoral já a haviam consumado as empresas
pesquisadoras fantasmas do ex-vice-presidente Rangel, a NORTH AMERICAN
OPINION RESEARCH (NAOR) e o IVAD, quando "estimavam" que *"78% dos
consultados vão votar nas próximas eleições"* (2) e *"88,2% rechaça o
chamado abstencionista"* (*El Nacional* 2 de outubro de 2005, pág. A-2).

*A fraude de vencedores do 2 de dezembro em andamento*

A fraude pré-eleitoral está em pleno desenvolvimento. Por um lado, o CNE
difundiu até não mais poder a escandalosa mentira de que as máquinas de
votação funcionam perfeitamente e, por outro lado, as empresas
pesquisadoras, reais ou fantasmas, que trabalham para o governo (IVAD,
DATANALISIS, VENEOPSA e NAOR) já notificaram a opinião pública nacional e
internacional, através de suas falsas sondagens, que o "Sim" é maioria.

A mesa está servida então, para que no vindouro 2 de dezembro a senhora
Lucena anuncie que 76% do eleitorado votou, como diz o ex-vice-presidente
Rangel (3) e que o "Sim" obteve 70%, como predisse Chávez em Margarita.
Ninguém poderá se surpreender nesse momento porque se dirá que esses eram
exatamente os prognósticos da pesquisadora IVAD (Instituto Venezuelano de
Adulteração de Dados).

Isto equivale em números absolutos a 12.243.345 eleitores e 8.570.341 votos
para o "Sim". O problema é que o CNE disse que se usarão 32.939 máquinas de
votação e, supondo que cada eleitor gaste em média 2 minutos votando
(situação irreal porque supõe que não há atrasos por nenhum motivo, todas as
mesas se instalam e fecham-se na mesma hora, ninguém comete erros, ninguém
pede informação ou assistência, e todas as máquinas funcionam sem
problemas).

Isso significa que, entre as 6:30 am e as 4:30 pm, só poderia votar um
máximo de 9.881.700 pessoas. Quer dizer que, de cara, a SMARTMATIC já está
agregando 2.361.645 eleitores virtuais. Certamente os votantes virtuais
serão muitíssimos mais.

*O exit poll de Evans McDonough*

A fraude pré-eleitoral será coroada em 2 de dezembro com um *exit
poll*pré-fabricado que assumirá a mercenária empresa de pesquisas do
"império"
Evans McDonough, contratadora de CITGO e que a TELESUR divulgará: 76% de
participação e 70% de respaldo para o Sim".

Será repetido o roteiro do Referendum Revocatório e das eleições
presidenciais. Em ambos os casos o governo, o CNE e Mister Carter
justificaram os resultados eleitorais argumentando que coincidiam com
supostas sondagens de boca-de-urna, *exit polls*, realizados pela Evans.
Porém, isto também é parte do roteiro da fraude.

O *Diario de América*, com o objetivo de oferecer a melhor informação a seus
leitores em matéria de pesquisadoras, tomou como fontes especialistas, entre
outros, da estatura de Baldomero Vásquez Soto, economista venezuelano
graduado na Universidade Zulia, cidade de Maracaibo.

Trabalhos extraordinários, alguns realizados conjuntamente com a Doutora
Celina Añez Méndez, permitem alertar que o povo venezuelano cometerá um
suicídio se menosprezar a inexistência das garantias que o organismo
eleitoral venezuelano, o CNE, oferece, dos quais baseamos a série de provas
relevantes que estamos apresentando.

Investigações anteriores realizadas pelos profissionais citados, puderam
demonstar que as cifras publicadas pela Evans em sua página web sobre o *exit
poll* de dezembro passado eram manipuladas, e as do RR nunca foram
publicadas porque simplesmente eram outra mentira (4).

*O xeque-mate dos Observadores Internacionais*

Finalmente, os observadores internacionais como o Centro Carter e a União
Européia interessadamente vêm ao país para respaldar o governo de Chávez e
para legitimar as máquinas de votar que seus países decidiram abandonar. Por
exemplo, é uma incrível contradição que o Ministro do Interior da Itália,
Giuliano Amato, em novembro de 2006 descartasse o voto eletrônico em seu
país e, dias depois, a deputada italiana Monica Frassoni, Presidente da
Missão de Observadores Eleitorais da União Européia, venha à Venezuela para
avalizar o voto eletrônico: *"O sistema automatizado de voto implantado na
Venezuela é eficaz, seguro e auditável"* (Informe Final MOE-UE Eleição
Presidencial Venezuela 2006, pág. 5) (5).

Concluindo, os venezuelanos deverão rechaçar o convite ao suicídio que
significa ir votar com o sistema eletrônico fraudulento da SMARTMATIC e do
CNE. Assim, se deixaria em evidência que dos 7,3 milhões de votos que o CNE
declarou judicialmente a Chávez em dezembro passado, não existe nem a
metade.

*2.* Por outro lado, a significação do chamado ao voto.

*Um crime não se submete à votação*

Em uma democracia, é natural que as decisões sejam tomadas conforme a
opinião da maioria, expressada através do voto universal e secreto.
Entretanto, há certos princípios que não podem submeter-se a eleições, quer
seja porque se trate de direitos inalienáveis quer seja por valores
transcendentes.

Um crime, *por exemplo* – segundo *Fuerza
Solidaria<http://www.fuerzasolidaria.org/>
**, outra das fontes credenciadas para consulta pelo **Diario de
América**-, não depende da opinião de uma minoria ou inclusive da
maioria. Um crime é
um delito e ponto. Deve-se impedi-lo, se não se cometeu, ou castigar-se se
já foi cometido. Do contrário, não haveria parâmetros para viver em
sociedade. O mundo seria uma selva.*



*A reforma constitucional que Chávez propõe é um crime de
Lesa-Pátria*porque destrói a Venezuela que conhecemos, para
convertê-la em um Estado
socialista, à imagem e semelhança de Cuba.

*Também é um crime de Lesa-Humanidade* porque viola direitos humanos
inalienáveis, como os direitos a viver em pluralismo, ou ao devido processo
e a estar informado em situações de emergência.

*Finalmente, é um golpe à atual Constituição* porque pretende reformá-la
mediante mecanismos explicitamente proibidos na Carta Magna.

Os que chamam a votar – quer seja a favor ou contra – no referendum de 2 de
dezembro, e os que participem de qualquer maneira desse processo, serão
cúmplices de crimes que, por sua gravidade, não prescrevem com o passar do
tempo. Ademais, não ganham nada porque o CNE comete fraude eleitoral, como
bem documentaram os conotados cientistas pertencentes à associação
"Venezolanos por la Transparencia Electoral" (6).

Desta maneira, depois da relação dos fatos, a partir destas duas
perspectivas, é inquestionável que para a Venezuela o voto não é uma opção.
A única alternativa "honesta e patriótica" é impedir que se leve a cabo o
referendum, mediante ações de rua massivas, simultâneas e generalizadas (7).






Fonte: http://www.diariodeamerica.com/front_nota_detalle.php?id_noticia=2611



Em 01/12/07, Leamartine Pinheiro de Souza - Rio Net <[EMAIL PROTECTED]>
escreveu:
>
>  *Estimado Amigo Amilcar Brunazo Filho,*
>
> * *
>
> *Estou querendo responder à Sra Sivia14 na página do CONJUR, no entanto,
> não me lembro se a Urna Eletrônica da Venezuela, além de não aceitar a
> identificação biométrica dos eleitores, se ela POSSUI OU NÃO O VOTO
> IMPRESSO.*
>
> * *
>
> *Favor enriquecer-me nesta resposta.*
>
> * *
>
> *silvia14* (Outros 01/12/2007 - 02:22
>
> Com esta urna a apuração é tão rápida que pode ser até mesmo antes da
> votação. Depende só do desejo de quem detém o poder no momento da eleição.
>
> *silvia14* (Outros 01/12/2007 - 02:18
>
> Será que o Hugo Chavez conhece a nossa urna eletrônica? Acho que não,
> senão já estaria comemorando a vitória do Domingo.
>
> * *
>
> *POR UMA URNA ELETRÔNICA REALMENTE SEGURA, subscrevo-me*
>
> * *
>
> *Atenciosamente,*
>
>
>
> *Leamartine Pinheiro de Souza*
>
> *21 2558-9814 - [EMAIL PROTECTED] *
>
> *Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310*
>
> *Flamengo, Rio de Janeiro, RJ*
>
> *22231-140*
>
>
>
> >
>
>


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Mas só eles sabem quem recebeu meu voto.
Cuidado, seu voto não é secreto e pode ser roubado.
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