O pessoal tem pedido para eu colocar respostas em todos os jornais onde 
o o TSE conseguiu publicar notícia do seu novo factóide: o teste de 
segurança nas urnas eletrônicas.

Gente, não dá...  eu só tenho duas mãos.

Hoje de manhã eu mandei uma explicação de aspectos técnicos deste teste 
que levaram os partidos autores do pedido a desistir.

Mostro, abaixo, uma outra faceta, mais política, do problema.

Mas, por favor, repassem estas duas informações, conforme cada caso, 
para onde vocês tiverem acesso. Não fiquem dependendo de mim.

Amilcar
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Testes de segurança nas urnas eletrônicas

Este testes de segurança, agora anunciado pelo TSE para novenbro 
próximo, sempre foram solicitados, desde 2000, pelas equipes técnicas do 
PT e do PDT, a cada cerimônia de apresentação dos sistemas, com os 
seguintes resultados:

- 2000 -  Pedido do PT: foi ignorado pelo administrador eleitoral, que 
nem deu resposta à petição.

- 2002 - Pedido do PDT: também foi ignorado e não recebeu resposta;

- 2004 - Pedido do PT para testar o embaralhamento dos votos: foi negado.

- 2004 - Pedido do PDT: foi negado formalmente sob o argumento que o 
sistema era invulnerável e não precisava ser testado;

2006 - Pedido conjunto do PT e PDT (PET TSE 1896/2006): não foi 
permitido. Em maio de 2007, numa audiência da Câmara, foi prometido para 
2008.

2008 - ainda o pedido de 2006: não foi permitido. Foi prometido para 2010

Obs: veja logo a página:
  http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/votoeletronico/test_vuln.htm
onde está a promessa (em 2008) de só permitir o teste em 2010. Eles 
ainda não esconderam esta página.

Mas, diante da aprovação da minirreforma eleitoral em junho de 2009 na 
Câmara dos Deputados, o administrador eleitoral partiu para ofensiva 
para derrubar o art. 5º, que cria a auditoria independente do software 
das urnas eletrônicas (por recontagem do voto impresso conferido pelo 
eleitor), com os seguintes factóides:

- entrevista do presidente do TSE à imprensa em geral;
- manifesto dos desembargadores-presidentes de TRE;
- ida do Jobim ao senado para um discurso de 2 horas.

e, agora, na eminência da auditoria independente nas urnas voltar a ser 
aprovada na Câmara, adiantou rapidamente o teste de segurança que vinha 
adiando desde 2000.

Repare no "timing" perfeito deste novo factóide do TSE:

junho - Câmara inclui o art. 5º
agosto - Senado (pós-Jobim) retira o art. 5º
20 de setembro - prevista a reinclusão na Câmara;
12 de setembro - o factóide - audiência no TSE para divulgar o teste que 
será feito em novembro

Se a Câmara se deixar enganar mais uma vez pelo administrador eleitoral, 
deixa agora de  reincluir o Art. 5º e depois, novembro, o teste será 
"esquecido".

Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP

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Mensagem anterior:

Não se animem muito com mais este show que o TSE está criando.

Este processo de testes de segurança (PET 1896/06) se iniciou com um 
pedido conjunto do PT e do PDT que depois foi apoiado pelo PR.

Porém, o que o TSE decidiu permitir fugiu ao que foi pedido pelos 
partidos, em especial a tal Comissão Avaliadora que não é independente 
do administrador eleitoral como constava no pedido original. Por isto os 
partidos peticionários declararam a desistência formal do teste, porque 
vislumbraram que as regras seriam (e são) limitadoras.

Os autores do pedido conheçem gente capaz de penetrar no software nas 
urnas e burlá-lo. Foi pensando em usar estes técnicos que fizemos o 
pedido. Mas diante das limitações impostas aos testes decidimos não 
"gastar munição" neste momento.

Por exemplo: para se ter sucesso numa adulteração do software da urnas é 
preciso pegar uma máquina pronta e começar a analisá-la, testando 
algumas alternativas, para descobrir qual o melhor meio de invadir (os 
hackers não tem sucesso imediato em todas as suas investidas).

Mas isto não será permitido. Segundo as regras impostas, o pretendente a 
atacante deverá descrever o que vai tentar fazer e entregar cópias de 
seus softwares antes de ter contato com a urna para analisar que caminho 
seguir. E só terá contato por três dias fora do seu ambiente normal de 
trabalho.

Não é assim que atacantes fazem. Eles primeiro ganham acesso ao 
equipamento pronto, depois o analisam no seu ambiente próprio de 
"trabalho" usando uma miríade de recursos e softwares, nem sempre 
"oficiais", muitos desenvolvidos autonomamente. Pedir para eles 
entregarem suas "ferramentas" já é uma restrição enorme, que vai afastar 
muita gente boa.

Aliás, a própria idéia de estabelecer as regras do teste pela comissão 
nomeada do TSE, já é um limite artificial ao próprio teste. A ação de 
hackers é marcada justamente pelo desrespeito a regras.

É por tudo isto os autores originais do teste, desistiram deste 
teste-show que o TSE resolveu permitir.

[ ]s
  Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP
  www.votoseguro.org
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  MAS SÓ ELES SABEM QUEM RECEBEU MEU VOTO



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