legal este debate.
fui  lá e deixei várias mensagens que transcrevo abaixo

Amilcar

Fraude Urnas Eletrônicas escreveu:
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>     Artigo publicado no blog BR Linux
>
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>     Vídeo e fotos do boot do Linux em uma urna eletrônica brasileira
>     
> <http://br-linux.org/2009/video-e-fotos-do-boot-do-linux-em-uma-urna-eletronica-brasileira/>
>
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http://br-linux.org/2009/tse-abre-inscricoes-para-quem-quiser-tentar-atacar-as-urnas-eletronicas/


Amilcar Brunazo Filho em 16/9/2009 às 4:34 pm:

Só hoje tive conhecimento deste debate. Segue alguns esclarecimentos, 
subdivididos em várias mensagens.

1) O lado formal do teste proposto pelo TSE:

Este teste vem sido solicitado desde 2000 pelos representantes técnicos 
do PT e do PDT junto ao TSE. Em 2008 o representante do PR aderiu ao pedido.
O último pedido (conjunto) foi em maio de 2006 (PET TSE 1896/06) e pedia 
permissão para um teste de penetração nas urnas perante uma comissão 
independente de professores universitários indicados pelo Partidos e MP.
Só em 30/jul/2009 o TSE decidiu que permitiria o teste mas que a 
comissão de avaliação e julgamento somente teria pessoas indicadas pelo 
próprio TSE. Os partidos não podem indicar ninguem.
Assim, conhecendo a total parcialidade dos membros da comissão, os 3 
partidos requerentes declararam que não aceitavam participar do teste 
nesta forma aprovada.

Segue na mensagem seguinte sobre o lado político do teste.

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2) O lado político do teste do TSE

Em junho/2009, a Câmara dos Deputados aprovou a criação de uma auditoria 
INDEPENDENTE DO SOFTWARE das urnas, nos termos da proposta do Ronald 
Rivest (o inventor do sistema RSA de assinatura digital) por meio da 
recontagem dos votos impressos conferidos pelo eleitor em 2% das urnas.

O TSE é 100% contra auditoria do resultado eleitoral que seja 
independente do seu controle e conseguiu derrubar no Senado a proposta 
da Câmara. Mas o projero de lei vai retornar à Câmara e existe boa 
chance de ser reincluido.

Prevendo esta volta, o TSE criou seu factóide, adiantando o lançamento 
do teste (que antes estava previsto só para 2010 segundo o saite do 
TSE), prometendo o teste para novembro, tentanto, assim, "acalmar" os 
deputados.

É certo que o teste de penetração serve para procurar brechas para 
ataque externo e que a auditoria independente do software serve para 
defender o eleitor de ataques internos, e uma proposta não substitui a 
outra. Mas os deputados estão longe de entender isto e o factóide do TSE 
pode funcionar.

Segue a mensagem seguinte sobre o lado técnico e prático do teste.

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3) o lado prático do teste do TSE

As regras são:
a) o sistema a ser atacado é o de 2010, que nem está pronto ainda;
b) o atacante tem que apresentar plano detalhado de sua tentativa com 30 
dias de antecedência, sem ter tido contato prévio com o sistema a ser 
atacado;
c) qualquer software ou hardware que pretender usar terá que ser 
entregue ao TSE junto com a proposta e não será devolvido;
d) só se terá 3 dias (8 horas por dia) para tentar o ataque;
e) se, durante o teste se descobrir uma nova linha de ataque, ela não 
poderá ser usada se não estiver prevista;
f) se, durante o ataque, for rompido um lacre, por exemplo, eles poderão 
(e vão) declarar o insucesso do ataque.

segue comentários sobre estas regras.

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A entrega do plano de ataque com 30 dias de antecedência junto com o 
fato que o sistema a ser atacado nem está pronto ainda, permitirá que o 
TSE, conhecendo sua proposta de ataque, procure criar defesas 
específicas para ela, antes de lhe apresentar o sistema.

O prazo de 3 dias para estudar e atacar o sistema é muito limitante.
Tem gente de carne e osso, como os próprios desenvolvedores, os 14 mil 
funcionários terceirizados que manuseiam as urnas e o pessoal dos 
cartórios que terão muito mais tempo que isso para conhecer e atacar o 
sistema, inclusive com acesso a lacres extras.

Entre neste espetáculo quem quiser. Eu acho que quem entrar só vai 
servir para ajudar a propagando do TSE contra formas de auditoria 
independente do software.

Mas se você quiser mesmo tentar, na mensagem seguinte darei umas dicas 
sobre pontos vulneráveis do sistema.

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Vulnerabilidades das urnas eletrônicas brasileiras:

1) a urna-e dá boot preferencial pelo drive externo de flash-card. 
Somente se neste cartão não houver setor de boot, o boot será dado pelo 
drive interno que carrega um kernel do linux com sistema de arquivos 
Minix (estas informações podem ser vistas nas tais fotos da tela de boot 
que alguém tirou e comentou aqui);

2) a BIOS é soquetada e programável por software;

3) até o modelo 2008, a placa-mãe era de PC simples com um jumper a mais 
para habilitar alternativas de BIOS. No modo "de segurança" é 
desabilitado o teclado externo.

Por causa destas vulnerabilidades, que internamente eles sabiam que 
podiam ser exploradas mas negavam em público, nunca permitiam testes de 
penetração até 2008.

Estão modificando o modelo de urna 2009/10, incluindo um chip de 
assinatura digital na placa-mãe para verificar a integridade do BIOS e 
do Setor de Boot do cartão inicial, mas o boot continua externo e a BIOS 
soquetada.

Volto a escrever se me lembrar de mais detalhes.


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