A nota oficial do administrador eleitoral sobre o último dia do testes de segurança das urnas está em: http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20091114132529 (como o saite do TSE está fora do ar, neste domingo pela manhã, não pude obter o endereço original da nota oficial).
São estes nossos comentários sobre o dia final e também sobre os testes em geral: Representando o PDT, somos co-autores do pedido de 2006 que resultou nestes testes. Mas, os Partidos pleiteantes foram excluídos das comissões deliberativas por decisão unilateral da autoridade eleitoral. Estive presente durante os 4 dias do teste e não fui procurado pela assessoria de imprensa TSE para manifestar nossa posição. Pelo contrário, fomos informados ter sido excluídos na pauta de entrevistas. O direito constitucional do cidadão ser votado só pode se materializar através dos Partidos e é para garantir este direito, dos eleitores e dos partidos, que foi criada a Justiça Eleitoral. Mas esta, quando assume sua função administrativa, simplesmente ignora os Partidos. Sobre os testes em si, convém iniciar esclarecendo que, ao contrário do dito pelo ministro relator quando entrevistado, este teste do TSE não é inédito no mundo. Ocorreu teste similar na Índia em 08 de agosto de 2009, coordenado pela Comissão de Eleições daquele país (podemos fornecer cópia, a quem solicitar, do comunicado oficial à imprensa sobre o evento). No teste do TSE, nenhum investigador se inscreveu espontaneamente. Foram todos convidados e muitos funcionários públicos foram convocados ou designados por seus superiores. Em vez dos 37 anunciados nas notas do TSE, compareceram, como investigador, apenas 20 pessoas, sendo 7 civis e 13 funcionários públicos, assim distribuídos: - 1 pessoa física; - 1 da ONG ISSA-capitulo Brasil; - 5 da empresa privada Cáritas; - 4 do Ministério Público; - 2 do STJ; - 1 do TST; - 5 da Marinha; - 1 da Polícia Federal; Mais 5 funcionários da CGU compareceram apenas para apresentar um relatório que trouxeram pronto, com sugestões sobre regulamentação eleitoral. NÃO FIZERAM TESTE NENHUM. Não tocaram em nenhuma urna, não analisaram nenhuma linha de código, nem mesmo sentaram na bancada a sua disposição. Como a autoridade eleitoral impediu que testes fossem feitos contra os códigos-fontes dos programas, sob o argumento genérico que "fugia ao escopo", forçou os investigadores a investir contra o código compilado (ou executável) para desviar votos, o que exige conhecimento avançado de programação Assembler em modo protegido (dos processadores), domínio das técnicas de inserção e camuflagem de código e de controle do acesso ao teclado, telas e memórias. Nenhum dos 20 investigadores, convidados ou designados, tinha histórico ou experiência anterior bem sucedida em invasão e adulteração de programas compilados. Vários, com os quais conversamos, nem sabiam o era o "modo protegido do processador". Apenas 3 equipes (MP, Marinha e Cáritas) chegaram ao ponto de abrir para leitura do setor de boot dos cartões de memória das urnas, mas nenhuma mostrou competência para repetir o sucesso da equipe de Princeton, que atacou por esta via as urnas Diebold americanas, similares as brasileiras. A maioria dos investigadores, inclusive os citados da PF e do TST que só compareceram por umas poucas horas no último dia, mostraram total desconhecimento prévio sobre o sistema que se propunham atacar e fizeram tentativas inócuas ou ingênuas. Não chegaram próximos de, sequer, localizar o código a ser atacado. Nem de longe tinham nível de conhecimento técnico para serem chamados de hackers, o que não é nenhum demérito pessoal, pois não é qualificação peculiar e necessária para funcionários públicos. Apenas comprova que as condições restritivas impostas pela autoridade eleitoral, as mesmas que afastaram os partidos, também provocaram afastamento espontâneo de outras pessoas qualificadas para os testes. ___________________________________________ nota: as mensagens anteriores desta série podem ser vistas em:o http://br.groups.yahoo.com/group/votoseguro/ http://groups.google.com/group/votoeletronico [ ]s Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP Adv. Maria Aparecida Cortiz - São Paulo www.votoseguro.org ----------------- Se a urna não imprimir, seu voto pode sumir --~--~---------~--~----~------------~-------~--~----~ __________________________________________________ O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas. __________________________________________________ Pagina, Jornal e Forum do Voto Eletronico http://www.votoseguro.org __________________________________________________ Você recebeu esta mensagem porque está inscrito no Grupo "VotoEletronico" em Grupos do Google. 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