Olá,

Quando escrevi a mensagem 7 da Operação Pinnochio, sobre a ausência do 
contraditório na cobertura da imprensa sobre os testes de segurança nas 
urnas, emociado escrevi até uma estrofe para juntar ao poema musicado  
"O meu País" de João de Almeida Neto, que pode ser ouvido em:

http://www.youtube.com/watch?v=rgD61QuUa9w

Como eu não tenho o dom do poeta, escrevi rápido e acabei esquecendo de 
falar da imprensa.

Segue abaixo uma revisão, escrita agora com um pouco mais de calma, onde 
inclui a omissão da imprensa no meu lamento.

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O Meu País
João de Almeida Neto

Um país que crianças elimina;
E não ouve o clamor dos esquecidos;
Onde nunca os humildes são ouvidos;
E uma elite sem Deus é que domina;

Que permite um estupro em cada esquina;
E a certeza da dúvida infeliz;
Onde quem tem razão passa a servis;
E maltratam o negro e a mulher;
Pode ser o país de quem quiser;
Mas não é, com certeza, o meu país.


Um país onde as leis são descartáveis;
Por ausência de códigos corretos;
Com noventa milhões de analfabetos;
E multidão maior de miseráveis;

Um país onde os homens confiáveis
não têm voz, não têm vez, nem diretriz;
Mas corruptos têm voz, têm vez, têm bis,
e o respaldo de um estímulo incomum;
Pode ser o país de qualquer um;
Mas não é, com certeza, o meu país.


Um país que os seus índios discrimina;
E a Ciência e a Arte não respeita;
Um país que ainda morre de maleita,
por atraso geral da Medicina;

Um país onde a Escola não ensina;
E o Hospital não dispõe de Raios X;
Onde o povo da vila só é feliz
quando tem água de chuva e luz de sol;
Pode ser o país do futebol;
Mas não é, com certeza, o meu país!


Um país que é doente, não se cura;
Quer ficar sempre no terceiro mundo;
Que do poço fatal chegou ao fundo;
Sem saber emergir da noite escura;

Um país que perdeu a compostura;
Atendendo a políticos sutis;
Que dividem o Brasil em mil brasis
para melhor assaltar, de ponta a ponta;
Pode ser um país de faz de conta;
Mas não é, com certeza, o meu país!


Um país que perdeu a identidade;
Sepultou o idioma Português;
Aprendeu a falar pornô e Inglês;
Aderindo à global vulgaridade;

Um país que não tem capacidade;
De saber o que pensa e o que diz;
E não sabe curar a cicatriz
desse povo tão bom que vive mal;
Pode ser o país do carnaval;
Mas não é, com certeza, o meu país!


(Estrofe que acrecentamos)

Um país onde o eleitor é tratado como gado
pela autoridade eleitoral absoluta;
Onde canditados partem para luta
sem poder tem conferir o resultado;

Quem vota, não pode ver o voto gravado;
E autoridade camufla seus atos vis
com a ajuda de reporteres servis
e de uma imprensa acomodada e afônica;
Pode ser o país da urna eletrônica;
mas não é, com certeza, o meu país!


[ ]s
 Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP
 Adv. Maria Aparecida Cortiz - São Paulo
 www.votoseguro.org
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 Se a urna não imprimir, seu voto pode sumir





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