Segue, abaixo, uma avaliação dos testes de segurança nas urnas do TSE feita
pelo Frank Varela, que alémm das credenciais apresentadas no final do
texto, também é membro do CMind.

Amilcar

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http://www.fpabramo.org.br/artigos-e-boletins/artigos/o-tse-e-os-%E2%80%9Ctestes-publicos-de-seguranca%E2%80%9D-da-urna-eletronica
O TSE e os “Testes Públicos de Segurança” da urna
eletrônica<http://www.fpabramo.org.br/artigos-e-boletins/artigos/o-tse-e-os-%E2%80%9Ctestes-publicos-de-seguranca%E2%80%9D-da-urna-eletronica>
publicado
em 27/03/2012
Por Frank Varela de Moura
Fonte

Portal PT, em 
27/3/2012<http://www.pt.org.br/artigos/view/artigo_o_tse_e_os_testes_publicos_de_seguranca_da_urna_eletronica_por_frank>

Em 2009, a pedido do PT, o TSE realizou a primeira versão dos testes de
segurança do voto eletrônico utilizado nas eleições brasileiras.

Naquela oportunidade, o partido decidiu não participar dos procedimentos
por descordar das regras elaboradas pela Justiça Eleitoral e,
principalmente, por não ter participado das discussões em torno da
elaboração das normas, tendo sido o PT a agremiação autora da petição para
realização dos testes.

Previu-se, por exemplo, a obrigatoriedade de os “investigadores”
apresentarem um plano de testes pré-definido indicando quais sistemas e
como seriam atacados. Se isso não bastasse, o TSE não exibiu, durante os
testes, nenhum dos códigos-fontes dos sistemas que integram o processo de
votação eletrônica e estabeleceu um tempo muito exíguo para análise de
milhares de arquivos, impedindo qualquer sucesso nas tentativas de ataques.
Era esse, talvez, o objetivo principal.

Pois bem, nesse ano de 2012, ano de eleições municipais, o TSE resolveu,
agora por conta própria, reeditar os testes de segurança, dessa vez
conhecido como “testes públicos de segurança” que ocorreram entre os dias
20 e 22 de março deste ano. O nome mudou, mas as regras, não. Como em 2009,
as restrições são imensas, o acesso aos dados e informações totalmente
controlado e os planos de testes dos “investigadores” tendo que ser
apresentados antecipadamente. A única e importante mudança, é que dessa vez
alguns códigos-fontes tiveram seu acesso permitido, o que, pelo menos em
tese, facilita um pouco o trabalho de auditoria. Talvez tenha sido esse o
principal avanço que permitiu uma quebra importante do sistema eletrônico
de votação que fere, diretamente, um princípio básico constitucional: o
sigilo do voto. Passemos aos fatos.

No último dia 21/03, uma equipe da UnB liderada pelo Professor Dr. Diego
Aranha conseguiu quebrar o algoritmo do arquivo que embaralha os votos para
evitar a identificação dos eleitores. Com a quebra, fica possível recolocar
os votos na ordem em que são digitados na urna e permite, portanto, iniciar
o ciclo de identificação do eleitor. Essa identificação completa seria
possível se o acesso ao banco de dados de eleitores, dentro da urna, fosse
permitido. Para concluir o processo, seria necessário continuar o trabalho
de quebra, mas segundo informações “o tempo limitado de acesso à urna
eletrônica - três dias, entre 20 e 22/3 – e as constantes incursões da
Justiça Eleitoral, impediram avanços ainda mais significativos na quebra da
segurança”.

Fica a grande pergunta: os testes servem realmente para encontrar e
corrigir problemas de segurança do nosso sistema eletrônico de votação ou,
na verdade, tudo não passa de um grande teatro, usando especialistas do
setor, para validar os sistemas e manter a “boa” imagem da nossa urna
diante à opinião pública brasileira e à comunidade internacional?

Quando o TSE resolver permitir testes efetivos e robustos, obedecendo às
normas de auditoria independente de sistemas eletrônicos, estabelecidas em
conjunto com especialistas, universidades e com os partidos políticos, e
respeitando, principalmente, os critérios democráticos da transparência na
coisa pública, teremos a resposta definitiva.

**Frank Varela de Moura é delegado nacional do PT no TSE e especialista em
voto eletrônico.*

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eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos
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