30 ANOS! DELTA DIFERENCIAL OU DIFERENCIAL DELTA E A FRAUDE ELEITORAL!
1. Na eleição para governador do Estado do Rio de 1982, a consultoria
responsável pelo processamento dos votos -Proconsult- ao meio de uma enorme
polêmica sobre a fidelidade da apuração, destacou seu principal técnico para
explicar. Este desenhou uma equação em que procurava demonstrar porque as
pesquisas estavam equivocadas e o candidato do PDS -Moreira- venceria o
candidato do PDT -Brizola.
2. Afirmava ele, e escrevia sua demonstração, que as pesquisas não levavam em
conta o fato que a vinculação total do voto levava o eleitor de Brizola, em
geral de menor instrução, a errar um dos votos, ao escrever seu voto na cédula.
Com isso, o voto todo seria anulado, conforme a lei determinava.
3. As pesquisas não poderiam pré-identificar isso. E ele escrevia no papel a
expressão: DELTA DIFERENCIAL. Ou seja, DELTA seria a diferença a menor para
Brizola e a maior para o total dos nulos. E por essa razão ganhava Moreira.
4. A rádio JB (Procópio Mineiro...) apurava o que podia e, mesmo sem poder
concluir todos os votos, interrompeu a apuração e projetou que Brizola
venceria. Mas o assessor de apuração do PDT -Cesar Maia- havia recolhido todos
os boletins e seu processamento dos votos, apenas um pouco mais atrasado que a
Proconsul, demonstrava com provas documentais que o DELTA DIFERENCIAL era
apenas uma hipótese, mas que não estava ocorrendo.
5. Na verdade, o que ocorria era uma fraude. O "diferencial delta" era um
desvio incluído no software, que ia transferindo votos válidos para nulos e,
com isso, reduzindo a votação de Brizola e produzindo a vitória do candidato do
PDS.
6. Ao meio da confusão e da polêmica, o presidente do TRE convocou as partes e
perguntou o que diziam a respeito. Cesar Maia respondeu mansamente: “O PDT quer
apenas a cópia das listagens da Proconsult, urna a urna, pois estamos
processando tudo, boletim a boletim.”. O ex-coronel responsável pelo CPD
(centro de processamento de dados) de forma cortante disse: “Então começa tudo
de novo.”. O Presidente do TRE colocou a mão na cabeça e disse: “Meu Deus!”. A
foto desse momento foi colhida pela imprensa que estava do lado de fora do
pleno.
7. Nessa mesma eleição de 1982 o processamento do PDT demonstrou que pelo menos
uma deputada havia tido seus votos subtraídos pelo sistema. O TRE acatou e lhe
deu o mandato.
8. Trinta anos depois a memória desses fatos se faz necessária, pois essa
fraude abriria um forte golpe no processo de democratização. Poucos anos
depois, Brizola pediu que Cesar Maia assessorasse a deputada Erundina na
apuração para prefeito de SP. Outra vez se evitou uma fraude e o coordenador da
campanha de Maluf registrou isso na entrada da TV BAND. Erundina, entrevistada
por Jô Soares, foi acompanhada por Cesar Maia para qualquer dúvida a respeito.
9. Nos estudos realizados, em série anterior, para a eleição de Erundina, Cesar
Maia deduziu que o "diferencial delta" já havia sido usado antes e pelo menos
na derrota de FHC para Jânio.
10. A escolha por parte de uma empresa atual do nome DELTA e os fatos das
relações com Cachoeira divulgados, mostram que junto a DELTA, continua a
existir um DIFERENCIAL. Coincidência ou ato falho?
* * *
DONO DA DELTA FALA DA COMPRA DE POLÍTICOS!
(Folha de SP, 17) Em conversa gravada em dezembro de 2009, o dono da Delta
Construções S/A, Fernando Cavendish, afirma que é possível ganhar contratos com
o poder público subornando políticos. "Se eu botar 30 milhões [de reais] na
mão de político, eu sou convidado pra coisa pra caralho. Se eu botasse dez pau
que seja na mão dele... Dez pau? Ah... Não é que seja um monte de dinheiro não,
mas eu ia ganhar negócio. Ô...", diz Cavendish, que não se refere a caso
específico. "Estou sendo muito sincero com vocês: 6 milhões aqui, eu ia ser
convidado. 'Ô senador fulano de tal, tá aqui. Se convidar, eu boto o dinheiro
na tua mão'", continua. A gravação foi publicada ontem no blog Quid Novi, do
jornalista Mino Pedrosa, que já trabalhou para Cachoeira.
* * *
VIAGEM PROVIDENCIAL!
Enquanto seu amigo íntimo e vizinho dono da Delta, está no núcleo do caso
Cachoeira, o governador Cabral viaja com seu vice para Medellín, Colômbia, para
conhecer escada rolante, em favela e não ter que dar entrevistas a respeito.
Dizem que vêm grampos, chuvas e trovoadas que afogam o PMDB-RJ.
* * *
CACHOEIRA, PT: FAZENDO MEMÓRIA!
(Painel - Folha de SP, 17) Memória 1 Hoje incumbida de monitorar a criação da
CPI, Ideli apresentou projeto de lei para implementar uma política de
exploração de loterias em 2003, quando era senadora. No ano seguinte, com o
caso Waldomiro Diniz, o projeto acabou arquivado. Memória 2 Na época, o
Palácio do Planalto coordenava, pelas mãos de José Dirceu, um movimento para
legalizar os jogos de bingo no país, com o objetivo de aumentar a arrecadação
de tributos.
Ex-Blog do Cesar Maia 17/04/2012
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