http://pt.wikipedia.org/wiki/Urna_eletr%C3%B4nica#Uso_em_outros_pa.C3.ADses


Uso de Urnas Eletrônicas no Mundo

Máquinas de votar do tipo DRE de 1ª geração começaram a ser usadas em
experiências na Índia em 1990, na Holanda em 1991 e no Brasil em 1996, onde
passaram a receber a denominação de "urnas eletrônicas". E foi no Brasil
que pela primeira vez, em 2000, todos os eleitores votaram em urnas
eletrônicas.

Porém, em 2008, depois de 17 anos das primeiras experiências, o uso de
máquinas DRE[1] sem comprovantes impressos do voto foi proibido na Holanda
por falta de confiabilidade. Na Índia, as experiências para implantação do
VVPAT se iniciaram em 2011.

Atualmente, apenas no Brasil se continua a usar urnas eletrônicas de 1ª
geração sem voto impresso (VVPAT).

Na Venezuela, em 2004, foi adotado o "modelo DRE com voto impresso", de 2ª
geração.

Na eleição presidencial na Rússia, em fevereiro de 2008, foi utilizado um
modelo de máquina de votar com voto escaneado, de 2ª geração, para uso em
recontagens regulares.

No Paraguai foram feitas experiências com as urnas eletrônicas brasileiras
entre 2003 a 2006, mas em 2008 o seu uso foi proibido[8] por falta de
confiança no equipamento pelos partidos de oposição.

Em março de 2009, máquinas DRE de 1ª geração, sem voto impresso, foram
declaradas inconstitucionais na Alemanha pela mais alta corte judicial do
país, por não atenderem o Princípio da Publicidade no processo eleitoral,
isto,é, por não permitirem ao eleitor conferir o destino do seu voto sem
precisar de conhecimento técnicos especializados.

Nos EUA, em 2007, foi re-editada a norma técnica para equipamentos
eleitorais "Voluntary Voting System Guidelines" pelo órgãos federais
norte-americanos EAC (Election Assistance Commission) e NIST (National
Institute of Standards and Technology) na qual máquinas DRE sem voto
impresso foram descredenciadas por não atenderem o "Princípio da
Independência do Software em Sistemas Eleitorais". A re-edição de 2009
dessa norma técnica mantém a exigência de sistemas de 2ª geração.

Até agosto de 2008, trinta e nove estados dos Estados Unidos, três estados
do México e algumas províncias do Canadá criaram leis que exigem o voto
impresso conferido pelo eleitor em urnas eletrônicas e não autorizam que a
identificação biométrica do eleitor seja feita na própria máquina de votar.

Em 2011, a Argentina iniciou a implantação de equipamentos eletrônicos
Vot-Ar de 2ª geração, com registro simultâneos impresso e digital do voto.
Na Província de Salta, 33% dos eleitores votaram nas novas urnas com voto
impresso e a previsão é de ampliar para 66% em 2013 e 100% dos eleitores em
2015.

Na eleição municipal de 09/out/2011 na cidade de Resistência, capital da
Província Del Chaco no norte da Argentina o desempenho do equipamento
eleitoral Vot-Ar argentino foi descrito no 2º Relatório do CMind.

Na Bélgica, a adoção de urnas de 2ª geração com voto impresso ocorreu em
2012.

No México, em 2012, estão sendo feitas eleições com urnas eletrônicas de 2ª
geração com voto impresso na Província de Jalisco.

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