Muito bom o artigo em: http://coyoteonline.wordpress.com/2012/09/26/urnas-eletronica-ou-como-ser-enganado-no-exercicio-da-democracia/<http://coyoteonline.wordpress.com/2012/09/26/urnas-eletronica-ou-como-ser-enganado-no-exercicio-da-democracia/#comment-378>
URNAS ELETRÔNICAS OU COMO SER ENGANADO NO EXERCÍCIO DA DEMOCRACIA This entry was posted on 26/09/2012, in OPINIÃO<http://coyoteonline.wordpress.com/category/opiniao/> and tagged Eleições <http://coyoteonline.wordpress.com/tag/eleicoes/>, Fraude eleitoral <http://coyoteonline.wordpress.com/tag/fraude-eleitoral/>, Urnas eletrônicas <http://coyoteonline.wordpress.com/tag/urnas-eletronicas/>. 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O modelo de urna eletrônica adotado para votação já foi mais do que questionado por especialistas, além de ter sido recusado por vários países. A Índia, o último país que o adotara, extingue-o no ano passado. E o Brasil, ainda assim, canta vitória – o sistema mais moderno do mundo! Será que os japoneses, diante de tanto esplendor tecnológico, enviarão ao Brasil o robô Halluc 2 – máquina criada para ajudar em situações de desastre e resgate – para aprender algo? Se depender do risco de desastres políticos e eleitoreiros, creio que não seria má ideia… A questão é muito simples: como confiar em algo que está suscetível a fraudes? De acordo com as dúvidas levantadas, a principal delas é que não é possível que os representantes da sociedade auditem o resultado da apuração. Há alguns anos, a Câmara dos Deputados solicitou um novo sistema de voto para ser aplicado a partir de 2014. O TSE negou o pedido. A Câmara, em contraponto, exigiu a fundação de um comitê multidisciplinar independente (CMI) formado por juristas e especialistas em tecnologias de informação. Para o CMI, “caso ocorra uma infiltração criminosa determinada a fraudar eleições, a fiscalização externa dos partidos, da OAB e do Ministério Público, do modo como é permitida, será incapaz de detectá-la”. Por essa razão, julga necessário “regulamentar mais detalhadamente o princípio da independência do software em sistemas eleitorais”. Até onde meu imaginário pode ir, só há uma forma de solucionar o problema: a introdução do voto impresso conferível pelo eleitor. Apenas dessa forma é possível alcançar uma segurança mais palpável, visto que ao menos permitiria a recontagem dos votos em caso de suspeitas e descentralizaria o poder na autoridade eleitoral. Atualmente, o eleitor não tem como saber se o que foi gravado no Registro Digital do Voto, feito depois que confirma sua escolha, consigna seu voto conforme digitado. E o problema não se restringe apenas ao funcionamento das urnas eletrônicas. A fraude pode ocorrer também no processo eleitoral, pois os votos são transferidos para um disquete e, logo depois, este mesmo disquete é enviado à central geral de apuração, onde não há uma comissão independente de partidos ou de qualquer organização. Como o TSE negou o pedido da solicitação de um novo sistema eleitoral, alegando que outro modelo teria custo alto, retardaria a apuração – alguns dias a mais não é o problema para quem espera há tantos anos (pelo quê mesmo?) – e que, de todo modo, o tribunal atribui confiabilidade ao sistema vigente, o cidadão ao votar voltará para casa mais uma vez com as unhas roendo… A realidade eleitoral do país se torna ainda pior se analisarmos o perfeito conjunto que nos permite associar o direito do cidadão ao voto à punição de exercermos este direito em um quadro político-eleitoreiro sem opções. Para o mal do nosso juízo democrático – se é que ainda temos –, além de termos um sistema eleitoral vulnerável a fraudes, o voto é obrigatório e a fundação de um partido novo é quase impossível! Será que o brasileiro tem alguma chance de pelo menos ser o último depois da Índia? Se o leitor parar para pensar um pouco, certamente chegará à conclusão de que o que melhor define a democracia não é a votação, e sim a maneira de contabilizar os votos. Se especialistas e autoridades jurídicas de vários países questionam a segurança das urnas eletrônicas e, ainda assim, nenhuma mudança é adotada no Brasil, isso significa dizer que pouca coisa pode importar na política a partir do momento em que não confiamos no modo como os votos são contados. No Brasil sempre houve fraude eleitoral. Como disse o jornalista Pedro Dória, o que as urnas eletrônicas produziram não foi o fim da fraude e sim o fim da investigação da fraude. Já Paulo Moura de Freitas, chefe de informática do Laboratório Leprince-Ringuet da École Polytechnique da França, “votar na urna eletrônica brasileira é mais ou menos como jogar porrinha por telefone”. A menos de um mês para as eleições municipais, continuamos com os dedinhos participativos entre os algarismos desenhados nas teclas de uma urna e, portanto, antes da Índia e muito antes do robô Halluc 2. Share this: - <http://coyoteonline.wordpress.com/2012/09/26/urnas-eletronica-ou-como-ser-enganado-no-exercicio-da-democracia/?share=twitter&nb=1> -- Saudações, Eng. Amilcar Brunazo Filho *O eleitor argentino pode ver e conferir o conteúdo do registro digital do seu voto antes de deixar o local de votação. O eleitor brasileiro não pode! No Brasil, o voto é secreto até para o próprio eleitor. **Eu sei em quem votei. Eles Também. Mas só eles sabem quem recebeu meu voto * Conheça o *Relatório CMind 1*<http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/RelatorioCMind.htm>sobre as urnas eletrônicas brasileiras e o *Relatório CMind 2*<http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/argentina2011.htm>sobre as urnas eletrônicas argentinas -- __________________________________________________ O texto acima e' de inteira e exclusiva responsabilidade de seu autor, conforme identificado no campo "remetente", e nao representa necessariamente o ponto de vista do Forum do Voto-E O Forum do Voto-E visa debater a confibilidade dos sistemas eleitorais informatizados, em especial o brasileiro, e dos sistemas de assinatura digital e infraestrutura de chaves publicas. __________________________________________________ Pagina, Jornal e Forum do Voto Eletronico http://www.votoseguro.org __________________________________________________ Você recebeu esta mensagem porque está inscrito no Grupo "VotoEletronico" em Grupos do Google. 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