Falando em empreendedorismo, dia 13 de agosto o Paulo Lemann vai dar uma
palestra com transmissão online. Vi um videozinho
<https://www.facebook.com/endeavorbrasil/videos/vb.122531974426912/1124590894221010/?type=2&theater>
dele agora. Ele vai falar sobre seus erros e como eles ajudaram a criar os
negócios que tem por aí. Inscrições aqui:
https://endeavor.org.br/eventos/day1online

Já me inscrevi!

Em tempo, para quem não conhece, o Lemann, uma das pessoas mais ricas do
país, tem uma fundação que atua bastante na área de educação:
http://fundacaolemann.org.br/o-que-fazemos/

Precisamos nos aproximar deles.



Em 28 de julho de 2015 14:14, Everton Zanella Alvarenga <t...@okfn.org.br>
escreveu:

> Caros,
>
> recomendo essa excelente *entrevista com o Muhammad Yunus
> <http://revistatrip.uol.com.br/revista/245/reportagens/o-banqueiro-dos-pobres-muhammad-yunus-propoe-uma-nova-logica.html>*,
> o economista que ganhou o prêmio Nobel de economia por causa do sistema
> de microcréditos <https://pt.wikipedia.org/wiki/Microcr%C3%A9dito> para
> pessoas de baixa renda.
>
> Destaco o seguinte trecho sobre emprego e empreendedorismo
>
> “Uma questão essencial está na ideia de emprego. Quem disse que nascemos
> para procurar emprego? A escola? Os professores? Os livros? Sua religião?
> Seus pais? Alguém colocou isso na cabeça das pessoas. O sistema educacional
> repete: ‘você tem que trabalhar duro’. Seres humanos não nasceram pra isso.
> O ser humano é cheio de poder criativo, mas o sistema o reduz a mero
> trabalhador, capaz de fazer trabalhos repetitivos. Isso é vergonhoso, está
> errado. As pessoas precisam crescer sabendo que é uma opção se tornar
> empregado, mas que existe a possibilidade de ser empreendedor, seguir o
> próprio caminho. É arriscado, incerto, há frustrações, mas é bem mais
> estimulante. Arrumar emprego é o que é seguro, garantido. Mas sua vida será
> limitada ao que decidirem por você.
>
> Na nossa rede de colaboradores temos diversos empreendedores. E devemos
> estimular que outros surjam, principalmente os professores universitários
> que estão executando projetos através da Open Knowledge Brasil, o que já
> reflete um pouco a estrutura arcaica e de pouco estímulo ao empreendimento
> até mesmo entre as melhores e mais ricas universidades.
>
> A mudança cultural para percebermos a importância de admitirmos falhas
> <https://www.admittingfailure.org/>, principalmente quando assumimos
> risco levará tempo. Mas deve começar em algum local. E se tivermos
> confiança no nosso trabalho, que comece por nós.
>
> Lembro de quando trabalhei para uma organização americana, havia um receio
> muito grande em expor os erros. Na época descobri essa organização
> 'Admiting Failure' <https://www.admittingfailure.org/>, com a visão:
>
> "We have a conundrum. It is really hard to talk about failure. Admitting
> Failure is here to help. This is a community and a resource, created to
> establish new levels of transparency, collaboration and innovation within
> civil society.
>
> Fear, embarrassment, and intolerance of failure drives our learning
> underground. No more. Failure is strength. The most effective and
> innovative organizations are those that are willing to speak openly about
> their failures. Because the only truly "bad" failure is one that's
> repeated."
>
> Nessa linha, gostaria também de recomendar o artigo 'How to make mistakes
> <http://ase.tufts.edu/cogstud/dennett/papers/howmista.htm>', do Daniel
> Dennett, que destaco algo importante que aprendemos com as ciências duras
> (infelizmente não nos colégios, às vezes nem mesmo em escolas de ensino
> superior):
>
> "The main difference between science and stage magic is that in science
> you make your mistakes in public. You show them off, so that everybody can
> learn from them--not just yourself. This way, you get the benefit of
> everybody else's experience, and not just your own idiosyncratic path
> through the space of mistakes. This, by the way, is what makes us so much
> smarter than every other species. It is not so much that our brains are
> bigger or more powerful, but that we share the benefits that our individual
> brains have won by their individual histories of trial and error.
>
> The secret is knowing when and how to make mistakes, so that nobody gets
> hurt and everybody can learn from the experience. It is amazing to me how
> many really smart people don't understand this. I know distinguished
> researchers who will go to preposterous lengths to avoid having to
> acknowledge that they were wrong about something--even something quite
> trivial. What they have never noticed, apparently, is that the earth does
> not swallow people up when they say, "Oops, you're right. I guess I made a
> mistake." You will find that people love pointing out your mistakes. If
> they are generous-spirited, they will appreciate you more for giving them
> the opportunity to help, and acknowledging it when they succeed, and if
> they are mean-spirited they will enjoy showing you up. Either way,
> you--and we all--win."
>
> Dada a importância do assunto e toda falha no processo educacional (não só
> nas escolas) sobre a importância dos erros, comecei faz certo tempo a
> traduzir esse artigo <https://pad.okfn.org/p/erros> (contribuições
> bem-vindas!).
>
> Por fim, para algo mais visionário em relação a essas mudanças que
> estamos passando na sociedade da informação, gostaria de finalizar essa
> proposta para reflexão e discussão com o artigo do Bertrand Russell 'O
> elogio ao ócio <http://www.ic.unicamp.br/~campos/ElogioOcio.pdf>', de
> 1932, que li ainda no começo de minha graduação.
>
> Será que levaremos um século para nos livrarmos de alguns resquícios
> culturais e hábitos da época da revolução industrial?
>
> Tom
>
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