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O genocídio na medicina de mercado
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CPI do Tráfico de Órgãos
Nesta semana, dia 23 de junho estive depondo na CPI do Tráfico de Órgãos e após houve um forte debate
com o membro do CFM e da Câmara Técnica Brasileira
da Morte Encefálica, Dr. Alcides Manreza .
Nesta primeira notícia do vasto material que se produziu de prova neste dia, quero enfatizar algo
que considero o mais sério para os advogados e para
a liberdade de informação da qual depende a vida e a saúde da população.
A minha presença eficiente nesta CPI, que só ocorreria em contraponto com médicos presentes para deporem,
vinha sendo obstaculizada, e no próprio dia 23 ainda
enfrentou a retenção de minha passagem pela VASP
(a paga pela CPI) o que me obrigou a comprar outra
para chegar em tempo.
Ficou estabelecido que depois da exposição dos dois médicos presentes seria feita a minha intervenção
e passar-se-ia aos debates.
O primeiro, o neurologista Dr. Cícero Coimbra,
explicou didaticamente com recursos multimídia como
o teste da apnéia mata o paciente em duas situações de três
nas quais ele é feito com os traumatizados encefálicos severos, que são os"doadores" de
órgãos vitais únicos.
O segundo, o neurologista da Câmara Técnica Brasileira da Morte Encefálica, Dr. Manreza, limitou-se
a falar de sua importância como profissional e a fazer
apenas ataques pessoais, sem em momento algum
enfrentar a análise técnica que lhe foi oposta. A Dep. Laura Carneiro (PFL-RJ), que é advogada, fez uma forte oposição para que eu não fosse ouvido,
mesmo estando convocado para depor. Fez oposição
em plenário.
Primeiro objetou que um advogado nada tinha que dizer ali para eles porque o assunto era médico
e ela queria questionar apenas os médicos.
Isso, sob o meu ponto de vista, concerne ao desrespeito
que impera sobre todos os advogados e, não poucas vezes,
promovido por advogados (como ela) também.
Segundo, essa Deputada procurou gastar o máximo de tempo com perguntas sobre assuntos já
respondidos pelos médicos para que não
houvesse mais espaço para eu ser ouvido e
muito
menos debater. Terceiro, quando viu que não seria bem sucedida em impedir a veiculação do que estava ocorrendo dia 23,
ela disse em público que "isso não pode ser mostrado
na TV Câmara" -- censura assumida -- pois, "se eu, lá em
casa, tomasse conhecimento na frente da TV sobre tudo
isso não seria mais doadora". Não importava se fosse
ou não verdade o que estava sendo demonstrado.
O método de consumir tempo continuou entre ameaças de autoridade e poder exigir isso e aquilo, referindo-se
especialmente a respeito à autoridade
de deputados, entremeados de muitos tapas no microfone.
O Dr. Luiz Alcidez Manreza defendeu a medicina do futuro em desenvolvimento entre nós:
"o futuro da medicina é o conceito de inviável",
referindo-se
à exclusão do atendimento médico do paciente não viável por razões
econômicas. Enquanto isso era sustentado, o seu celular tocou três
vezes com ele atendendo-o de forma nada discreta
mandando "dar o melhor atendimento médico para a mãe
do Assessor de Imprensa da Presidência da República".
Reais ou não, penso que esses telefonemas estavam
oportunos demais para o momento
e para ilustrar o que ele estava declarando.
Além das jornalistas da TV Câmara, havia apenas uma jornalista de fora que foi fazer a cobertura
da audiência e certamente está de posse de um
material informativo da maior importância possível, que será publicado, nem que seja no exterior
como já sei estar encaminhado.
Os deputados presentes já tinham marcado um tempo para se retirarem e eu
não teria condições de ser ouvido se não fosse o fato de que interrompi a audiência quando um deputado
insistiu em fazer perguntas jurídicas para um dos médicos.
Diante disso, ainda na platéia, acusei o Dr. Manreza de
homicídio com base no que ele já tinha dito e com base nos documentos que tinha comigo.
Nesse momento, faço um enfático reconhecimento de integridade ao Dep. Neucimar Fraga (PL-ES),
Presidente da CPI, por sustentar a situação criada,
que não foi de pouco impacto, e garantir minha
presença na mesa, quando eu já estava
sendo acusado de desrespeito.
No pouco tempo restante documentei acusações de homicídio formais para serem recebidas como
notícia-crime, inclusive com filmagens e gravações,
além de centenas de documentos,
contra Manreza e contra todos os gestores do CFM.
Desde 1o. de março de 2004, acusei esses gestores também de haverem institucionalizado o tráfico de órgãos
dentro da medicina, com base em documentos deles
próprios que apresentei.
Acusei todos os médicos que utilizarem o teste da apnéia
(desligamento do respirador do paciente por
10 minutos) de homicídio culposo (negligência, imprudência e imperícia).
O MPF de omisso e potencialmente conivente
com a morte de pacientes dentro da medicina
para não comprometer interesses mais poderosos.
Apesar da preocupação da Deputada Laura Carneiro, houve notícia e entrevista na TV Câmara sobre o que
ocorrera momentos antes, com a presença do Dep.
Neucimar Fraga e a minha. Estavam presentes dois pais (uma mãe e um pai) de duas crianças de famílias diferentes que foram mortas
por médicos para a retirada de órgãos.
Os membros das listas jurídicas em que até hoje há censura à minha pessoa, especialmente as de
Euryale Galvão e Roberta Danemberg ficam privados de
receberem estas informações posteriormente. Censura de advogados a advogados é algo incompatível
com a advocacia e vem sendo cada vez mais
uma constante, que se confirmou durante a CPI, sem que tenha produzido
resultados. Deixo um alerta com relação a essa censura e à desvalorização do advogado
e de sua profissão e todas as consequências que podem daí decorrerem.
Celso Galli Coimbra OABRS 11352 [EMAIL PROTECTED]
____________ ENDEREÇOS ____________ Não se deixe enganar pela propaganda transplantista. ___ INFORME-SE: apenas a *Medicina Preventiva* de baixo custo já seria suficiente para evitar a necessidade de 80% de transplantes previsíveis, com origem em declarações de mortes encefálicas *antecipadas* para fins de retirada de orgãos vitais únicos. ____ ARTIGO: "Falhas no Diagnóstico da Morte Cerebral", publicado na Revista CIÊNCIA HOJE, número 161, junho de 2000: http://www.uol.com.br/cienciahoje/chmais/pass/ch161/morte.pdf ____ ARTIGOS científicos no site da UNIFESP: http://www.unifesp.br/dneuro/textos.htm ____ ARTIGO: "Morte Encefálica" http://www.unifesp.br/dneuro/mortencefalica.htm ____ DEMONSTRACAO cientifica dos efeitos mortais do teste da APNÉIA, imposto pelo CFM para declaração da morte encefálica que pretende diagnosticar: http://www.unifesp.br/dneuro/apnea.htm ____ MANIFESTAÇÕES PÚBLICAS da comunidade neurocientifica internacional contrária aos criterios declaratórios da morte encefálica. NAO EH VERDADE QUE HA CONSENSO internacional na declaração de morte encefálica, confirme o que dizem os neurocientistas em: http://www.unifesp.br/dneuro/opinioes.htm ____ DEBATE internacional da comunidade neurocientífica sobre os erros declaratórios da morte encefalica na Revista Cientifica BMJ: http://www.bmj.com/cgi/eletters/320/7244/1266 ____ PARA ler os artigos sobre morte encefálica em Biodireito_Medicina: http://www.yahoogroups.com/files/Biodireito_Medicina/ ____ ------------------------------ Endereços da lista: http://www.professorsoares.adv.br Para entrar: [EMAIL PROTECTED] Para sair: [EMAIL PROTECTED] ------------------------------
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