Caro Eduardo Guimarães
Subscrevo e aplaudo tudo o que deixou escrito.
A minha experiência, pouca ainda, leva-me no sentido das suas palavras.
Um abraço
Manuel
"Manuel
2008/11/24, [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>:
>
>
> Caro Rogério de Sousa:
>
> Desculpe-me, e por favor não leve a mal este meu comentário inicial, mas
> parece-me ser uma pessoa com mais certezas do que dúvidas, para as colocar
> aqui.
> Imagina que alguém, mesmo fabricante, lhe possa dar dados correctos sobre o
> comportamento de um acumulador actual? Eu não. A evolução tem sido tão
> grande (mal apareceram as de iões de lítio e já vamos nos polímeros de
> lítio...), que não há tempo para fazer um estudo da duração de um acumulador
> em diferentes regimes de carga e de utilização. Note que o consumo do seu
> computador não é sempre constante e num uso normal, cada qual volta a ligar
> o computador ao carregador quando lhe dá na gana (ou porque aproveita para
> recarregar agora, enquanto está próximo de uma tomada, e depois vai precisar
> mais tarde de usar só as baterias, ou porque está a descarregar / actualizar
> uma aplicação e não quer ficar a meio por falta de carga...).
> Uma coisa é certa: se não usa uma máquina Apple, não ligue ao que leu no
> site da Apple. E mesmo que usasse teria de ler muitas outras recomendações
> Apple relativas a baterias e sua calibração. Eu, que as li e conheço, já
> tive de trocar uma bateria Apple com quatro meses de uso, que estava a ficar
> inchada como uma uma bola de futebol. Os computadores Apple têm um software
> nativo para contagem do número de ciclos completos de carga (não os 50%).
> Por outro lado a bateria tem um sistema autónomo de indicação, por LEDS, do
> estado de carga.
> Não é impunemente que os fabricantes lutam por baterias de acumuladores cada
> vez mais leves e de maior autonomia. Algumas ainda explodem ou incendeiam e
> outras têm sido proibidas pelas companhias aéreas de embarcar nos aviões
> metidas nos portáteis. Faça uma pesquisa na Net e ficará surpreendido.
> Quando compra um computador de uma marca e modelo sabe mesmo o que está
> dentro da "caixinha" ? Uma fonte de alimentação tem de conter um sistema de
> transformação, mas também uma malha de alisamento e outra de regulação. Só
> falta saber o que está dentro da "caixinha" e o que está dentro do
> computador.
> Daí que não basta ver a indicação do valor eficaz da tensão de saída ou da
> potência aparente, mas também a forma da onda de saída e a forma como esta
> se comporta relativamente às várias necessidades de consumo.
> Se um dia tiver oportunidade de visionar a saída de uma fonte de alimentação
> num osciloscópio e ver a forma como elas se comportam num aumento
> progressivo da carga, talvez deixe de pensar da forma que pensa
> relativamente a marcas e preços.
> Quanto ao ter ou não ter a bateria ligada enquanto trabalha ligado à
> corrente, nunca se esqueça que qualquer bateria de acumuladores tem a
> chamada resistência interna, que obriga a que para carregar uma bateria de
> 12V a fonte tenha de ter uma tensão de saída superior e uma capacidade para
> manter a carga da bateria e o consumo instantâneo do computador, quando
> ligado. Em alguns computadores, tirar a bateria poderá significar que este
> esteja a trabalhar com uma tensão superior ao devido...
> Algumas coisas são certas:
> - Uma bateria começa a envelhecer a partir do momento em que é
> fabricada;
> -Uma bateria envelhece tanto mais depressa, quanto maior a corrente de
> carga (carga mais rápida, temperatura mais elevada);
> - Um computador leve (com bateria leve), terá menor autonomia;
> - para mim, uma vez que as fábricas não têm caixotes do lixo (se não tem
> qualidade para sair com esta marca e modelos (será colocado noutro
> equipamento de preço mais acessível), o preço ainda me dizendo muito sobre a
> qualidade...
> Quanto à minha experiência... usem os portáteis sem preocupações com a
> bateria. Descarreguem-na completamente de quando em vez, deixando mesmo o
> computador hibernar sem carga até ao dia seguinte, dando-lhe depois uma
> carga completa e continuando a trabalhar nele, ligado, mais uma cinco horas.
> Procedendo deste modo nunca tive problemas de bateria. Algumas, já com seis
> ou sete anos, ainda me daão 2 a 2,5 horas de autonomia.
> Desculpem este meu longo testemunho. Deve ser encarado como tal e nunca uma
> polémica sobre algo ou com alguém.
>
> Cumprimentos a todos
> Ed
> "Eduardo Guimarães"
>
>
>
> On 24/11/08 18:33, "[EMAIL PROTECTED]" <[EMAIL PROTECTED]>
> wrote:
>
>> Caros amigos,
>>
>> Como já adivinhava, trata-se de um tema, polémico e de difícil conclusão
>> definitiva (?) pois as opiniões, embora com muita lógica, são quase sempre
>> desprovidas de um convincente fundamento técnico-científico.
>>
>> De qualquer forma, *muito grato a todos os companheiros* que se dispuseram
>> a
>> contribuir com a sua opinião; fico reconhecido.
>>
>> Retive a observação do *Ricardo* que sugere a "construção" duma bateria
>> com
>> a junção de células de maior capacidade (e mais baratas que não quer
>> dizer
>> piores, pelo contrário!); muito me agradou a ideia mas a maior dificuldade
>> será a de conseguir "encaixar" esse conjunto de células (depois de ter a
>> sorte de as encontrar numa lojaŠ) dentro do espaço que o fabricante
>> destinou
>> à bateria. Tentar aproveitar o invólucro da bateria original para enfiar
>> lá
>> dentro as célulasŠ seria de louco, desisto!
>>
>> É que uma bateria só é útil se for facilmente transportávelŠ
>>
>> Ao *Jorge Ferreira*, que colaborou com excelentes opiniões (muito grato),
>> não posso deixar de fazer um "reparo": um carregador não será de má
>> qualidade por ser barato mas sim se os seus valores nominais (output:
>> voltagem/capacidade) não estiverem adequados à função (carga).
>>
>> Um carregador da marca PREMIUM-PLATINIUM e a custar "os olhos da cara"
>> estraga igualmente o aparelho a que se ligue, se não cumprir os tais
>> valores.
>>
>> Não faz mal ser barato mas, normalmente, o utilizador não percebe (ou não
>> quer) estar a "matar a cabeça" com estas coisas e compra com a etiqueta da
>> "marca" que tinha; o fornecedor do equipamento cobra-se, eventualmente,
>> por
>> esta comodidade e por ter colocado a sua etiqueta num carregador que por
>> acaso até pode ter sido feito na mesma fábrica "barateira".
>>
>>
>>
>> Uma bateria é um consumível, com uma esperança de vida calculada e que se
>> "fixa" na base do número de vezes que se carrega/descarrega (ciclo de
>> carga); por isso, a sua vida útil depende do número de vezes que cumpre
>> este
>> processo de carga.
>>
>> A carga de um acumulador deve sempre ser a mais lenta possível uma vez que
>> as cargas rápidas fazem aquecer as células internas da bateria,
>> empenando-as
>> e gerando pequenos curto-circuitos que, em pouco tempo inviabilizam a
>> carga
>> e retenção da energia.
>>
>> É sumamente importante que o primeiro (inicial) processo de carga seja
>> longo
>> e antes de qualquer utilização (o fabricante costuma indiciar esse tempo
>> dessa carga).
>>
>> Estando a bateria sempre montada no portátil, durante a sua utilização, a
>> tensão vai baixando e sempre que atinge um determinado nível, entra em
>> processo de carga (é quando a luz sinalizadora acende *led*) e,
>> portanto,
>> lá vai mais um ciclo de carga para abater à vida útil da bateria.
>>
>> Tomo também a iniciativa de acrescentar a minha opinião,
>>
>> à guisa de CONCLUSÃO
>>
>> (para longos períodos de utilização com 220v) que, no fim de contas, é
>> quase
>> um resumo das opiniões aqui incluídas e assente no princípio:
>>
>> *1 * Deixar a bateria carregar até ao máximo;*
>>
>> *2 * Retirá-la (inactivá-la) com 50% da carga máxima (recomendação APPLE)*
>>
>> *3 * Utilizar a corrente da rede e recorrer à bateria, só quando for
>> necessário ou*
>>
>> * uma vez por semana, no mínimo (?); fazê-lo até que a carga se esgote
>> *
>>
>> * completamente (*).*
>>
>> *4 * Ligar à corrente para carregar a bateria (até 50%)*
>>
>> *5 * Repetir desde 1)*
>>
>>
>> (*) Para levar a bateria à descarga total pode esperar-se pelo aviso de
>> carga baixa, gravar o trabalho em curso e deixar a máquina ligada até
>> esgotar a bateria; este processo permite que, de vez em quando, se force a
>> descarga completa.
>>
>> *Nota:*
>>
>> Admitindo que o melhor lugar para armazenar a bateria é no seu local de
>> funcionamento (no portátil) e para evitar supostas hipóteses dela ser
>> guardada em local inconveniente, pode ser mantida no seu sítio mas com uma
>> pequena tira de plástico a isolar um dos contactos com o equipamento.
>> Desta
>> forma não está ligada MAS mantém-se sempre junto do "local de trabalho".
>>
>> Um abraço de agradecimento do
>> Rogério de Sousa
>> "Rogério de Sousa"
>
>
>
>
>
> >
>
--
ManuelPenteado
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