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1. O Governo Federal, atrav�s da Secretaria Especial deAquicultura e Pesca (SEAP), 
pretende ocupar 1% (um por cento) da �rea dos reservat�rios das usinas hidrel�tricas 
com a cria��o de peixes em tanque rede.

2. O projeto tem forte conota��o de inclus�o social e produ��o de bem estar atrav�s da 
introdu��o do pescado e seus derivados na alimenta��o do brasileiro, bem como o 
fomento da agrega��o de valor ao pescado e aos subprodutos.

3. Para atingir os objetivos de produtividade e produ��o, que para o Lago da Serra da 
Mesa (o maior reservat�rio de �gua doce do Brasil, em volume, situado no extremo norte 
da Bacia do Alto Tocantins) significa a produ�� anual de 2.700.000 ton (dois milh�es e 
setecentas mil toneladas), est� sendo apontada a esp�cie TIL�PIA DO NILO, uma ex�tica 
de alta convers�o.

4. A Portaria 145/98-N do IBAMA foi alterada pela Portaria n� 27 de 22 de maio de 
2003, excluindo das proibi��es do art. 7� uma esp�cie de ostra incluindo no Anexo II a 
Til�pia do Nilo como DETECTADA na �rea de abrang�ncia da Bacia do Araguaia/Tocantins.

5. A fala dos consultores do setor e dos representantes da SEAP em recente semin�rio 
sobre aquicultura em grandes lagos realizado no Centro de Conven��es de Goi�nia esteve 
centrada na TIL�PIA DO NILO e na "autoriza��o " da lei para a introdu��o da ex�tica.

6. A Bacia do Araguaia/Tocantins possui dimens�o territorial expressiva e tal 
"detec��o" n�o vem acompanhada da demonstra��o - em crit�rios cient�ficos - da 
localiza��o da esp�cie detectada, da estimativa da popula��o, ou do impacto da 
presen�a da ex�tica em rela��o � fauna total.

7. A presen�a da esp�cie TIL�PIA DO NILO pode ser explicada por tr�s principais 
raz�es: o abandono de iscas vivas (menor probabilidade), acidente da natureza com 
tanque escavado (caso fortuito de dif�cil preven��o), ou cria��o clandestina em 
tanque-rede (aus�ncia de fiscaliza��o).

8. A preocupa��o principal � com o "risco criado" vez que a produ��o de 2.400.000 ton 
(arredondadas para efeito de c�lculo) anuais em 4 despescas trimestrais, significa a 
presen�a de 600.000 ton nos tanques-rede, ou seja, na m�dia do desvio na sexagem (4 a 
5%) aponta para pr�ximo de 50.000.000 (cincoenta milh�es) de f�meas desovando atrav�s 
da rede para o fundo do lago, em cada trimestre.

9. Ainda que algumas fazendas de tanques-rede estejam em �guas mais profundas e a 
totalidade n�o ultrapasse 1% da �rea da superf�cie, � de ser trazido � conta que a 
�rea se reduz no tempo das secas e a tend�ncia � dos tanques serem concentrados no 
desague dos rios e c�rregos para aproveitamento da melhor �gua, conjunto que aponta 
para a infesta��o das micro-bacias em primeiro lugar e, mesmo que aconte�a apenas 
nelas o comprometimento da ictiofauna pode beirar o desastre ambiental, no caso do 
Lago da Serra da Mesa, pelas Bacias do Rio das Almas e do Maranh�o, principais 
adutores do lago, sem contar o carreamento para jusante.

10. A interpreta��o que vem sendo dada ofende o bom senso e a ci�ncia, tanto que, 
havendo o IBAMA concedido licen�a para introdu��o de esp�cies ex�ticas na Bacia do 
Paran�, e n�o tendo resposta cient�fica (item 6) o Minist�rio P�blico Federal tomou 
provid�ncias para suspens�o da licen�a.

11. Teme-se que o excesso de boa vontade na inclus�o social, e na gera��o de alimentos 
e renda, de forma imediata, sem os estudos necess�rios e o amplo debate com a 
comunidade cient�fico-ambiental, venha a tratar poss�vel desastre ecol�gico como "fato 
consumado", tal como j� aconteceu com a soja transg�nica.

12. � necess�rio que os �rg�os oficiais sejam questionados e os n�o-oficiais 
informados do desencadeamento do processo, chamando-se o governo a dar transpar�ncia e 
suporte cient�fico ao projeto, vez que existem alternativas de peixes nativos cuja 
rentabilidade no n�vel de sustentabilidade da produ��o e do ecossistema n�o representa 
grande desafio t�cnico.

13. O momento � cr�tico pois a aten��o do mundo se volta para a �gua e, findo o Ano 
Internacional da �gua 2003 (Unesco) e iniciado o movimento da CNBB (�gua e 
Fraternidade), num moimento em que as Na��es Unidas promulgam sobre "�guas de lastro " 
, n�o � razo�vel que a �gua limpa e abundante que se quer ter venha a servir de 
suporte para a degrada��o ecol�gica.

14. Os fins n�o justificam os meios.

Assim , aqui solicitamos especial aten��o no sentido de desenvolver contatos com os 
agentes federais, estaduais e municipais pertinentes, e organiza��es privadas, a fim 
de prover respostas que atendam aos requisitos de questionamento das comunidades 
internacionais e locais com rela��o ao conhecimento dos procedimentos e encaminhamento 
da solu��o. 

Instituto Serrano Neves - Reg. n� 580935 do 2� Tab. Prot. e Registro de Pessoas 
Jur�dicas, Tit. e Docs. de Goi�nia - CNPJ 05508400/0001-26 - Sede: Rua 4, n. 5, Bairro 
S�o Sebasti�o, Urua�u-GO - Fone 62 3574389
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De: <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Mon, 22 Mar 2004 07:49:35 -0300
Para: [EMAIL PROTECTED]
Assunto: [Educa��o ambiental]   [Educa��o ambie ntal]


Eu sou biologa, resido em Recife 
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existe nesse grupo algum bi�logo que queria trocar e-
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