*"DEFENDENDO O PATRÃO"*
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*Querida Yasmine:*

Eu já tinha inté jurado, me ajueiado no mío, rezado um credo e uma salvi
raínha e tomém tinha feito pra mais de quarenta "pelo sinal" na frente da
istauta do meu padim João Maria, sustentando qui num butava mais os pés
nesse beco pirracento, ondi o *"pratodomundo" *principá foi "traira
chamuscada" e "escorpião na brasa"!

Isso sem contá com jornalista de brógui véio qui,* feito Stalin,* andô *
limando* o nomi do meu patrão de um certo evento culturá (musicá) acontecido
na cidade - acuma se pudesse iscondê o sol qui todo dia alumêia os ladrilhos
do cucuruto da Igreja do Galo!!!

Mas agora, além do "*quiridim dos noigandres"* falá mal da *mãe dos Gracos* -
vem a *Flô Bela Yasmine*, butá puema de dona Adélia isculhambando a mãe do
Patrãozim?????

Minha bela *Yasyás,* essa muié mineira aí já passô ferro de ingumá puema lá
na casa do patrão... foi no tempo qui *João Gualberto* tomém lavava puema,
tais ligada????

Entonces, ela pegô ar cum a mãe do patrãozim só pruquê esta arrecramava qui
ela só quiria cumê pão de queijo com café e nada de passá os puemas qui o
pobre do *João Gualberto* se lascava de lavá numa maquina véia qui num era
siqué uma Brastemp...

Aí, ela deu pra móde falá mal da *"mãe dos Gracos"*, feito seu "*Serafim Ponte
Grande"*, qui derna daqueles tempos já gostava de puxá o saco de dona Vilma,
talvez pensando qui fosse de tê o mermo arrêgo qui o ôtro*
Andrade*(Mário) arrecebeu por esses mangues de Poti...

Agora, além do "Rei da Véia" (Pagu num merece!!!), vem dona *"Adélia
Prato Come-Quéta"  *tomém fazê fuxico cum a mãe dos ôtros???

Beijo grande, querida Yasyás!

*Rocas Quintas*
*(patrão unido jamais será vencido!)*

*P.S:  vô cabuetá pro patrãozim lá no orkut qui a "mineira" tá falando da
mãe dele, visse?*
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Em 07/12/07, Yasmine <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

>  *ADÉLIA PRADO*
>
> *Não sou matrona, mãe dos Gracos, Cornélia,
> sou é mulher do povo, mãe de filhos, Adélia.
> Faço comida e como.
> Aos domingos bato o osso no prato pra chamar o cachorro
> e atiro os restos.
> Quando dói, grito ai,
> quando é bom, fico bruta.
> As sensibilidades sem governo.
> Mas tenho meus prantos,
> claridades atrás do estômago humilde
> e fortíssima voz pra cânticos de festa.
> Quando escrever o livro com o meu nome
> e o nome que eu vou pôr nele, vou com ele a uma igreja,
> a uma lápide, a um descampado,
> para chorar, chorar, e chorar,
> requintada e esquisita como uma dama.
> *
> 
>

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