Exposição "Bambelõs e parangolés" é aberta hoje no Bardallos
EXPOSIÇÃO - O artista Plínio Sanderson leva objetos, fotografias e poemas visuais 13/12/2007 - Tribuna do Norte Um turbilhão de símbolos e signos da cultura potiguar e mundial estaciona por uma semana no Bardalos a partir de hoje com a abertura da exposição "Bibelôs & Parangolés: metalinguagens Poéticas", assinada pelo artista plástico, agitador e poeta Plínio Sanderson, 44 anos. Crítico ferrenho do mal da "esquecitude crônica" que toma conta da memória cultural do natalense, ele revisita figuras representativas da arte potiguar e suas influências mundiais. No topo da fila de homenagens, está o Poema Processo - movimento organizado simultaneamente em Natal e no Rio de Janeiro em 1967 como uma espécie de libertação da poesia concreta, fundada na década anterior pelos irmãos Campos, em São Paulo. "É a nossa vanguarda. Nem um jornal lembrou, mas dia 11 de dezembro foi a data do lançamento do Poema Processo, a nossa identidade poética. O que veio antes do poema processo era poema anacrônico. A própria Auta de Souza, ninguém sabe em que escola colocar o poema dela. O que fiz esse ano é tentar ressuscitar nosso elefante desmemoriado, principalmente quando se trata de identidade. É aquela história de Cascudo que Natal não consagra nem desconsagra ninguém", analisa. Sanderson leva para o Bardalos 12 objetos, 10 poemas visuais e 8 fotografias. As homenagens vão de Mallarmè, poeta francês que usava símbolos para se expressar, a Fábio di Ojuara, artista potiguar que esteve no Museu de Arte de Nova York com sua instalação "toda merda agora é arte". Mas há espaço também para visitas a Rimbaud, Oswald de Andrade e aos representantes da primeira e segunda geração do Poema Processo, como Dailôr Varela e Falves Silva, e Jota Medeiros.
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