freire? aquele que nunca se vendeu?

Lex



Em 14/12/07, Ørf <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
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> JORNAL DO COMMERCIO
> Freire muda de opinião sobre 64
> Publicado em 11.12.2007
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> Uma entrevista do presidente nacional do PPS, ex-deputado Roberto Freire,
> à
> revista Isto É desta semana é um documento histórico da maior importância
> pelas opiniões que ele emite sobre o movimento militar de 1º de abril de
> 64,
> que os vitoriosos chamam de "revolução" e os derrotados de "golpe
> militar".
> Freire, um ex-militante do PCB cujo comitê central foi quase que
> integralmente dizimado pelas forças que tomaram o poder naquela época,
> resolveu assumir, publicamente, a mesma opinião que já foi externada
> centenas de vezes pelo coronel do Exército Jarbas Passarinho, um dos
> principais ideólogos daquele movimento.
> Passarinho sempre sustentou que em 1º de abril de 64 não houve golpe, e
> sim
> um "contragolpe", para barrar as pretensões políticas do presidente João
> Goulart e das forças esquerdistas que o sustentavam no sentido de
> implantar
> no país uma república de cunho sindicalista. Na entrevista à Isto É,
> Freire
> deixa de lado a retórica esquerdista que era uma de suas marcas principais
> durante o regime militar e, pela primeira vez, em público, concorda com
> Jarbas Passarinho, que foi ministro dos generais Costa Silva e Garrastazu
> Médici e um dos signatários do Ato Institucional nº 5.
> Textualmente, disse o presidente nacional do PPS: "O que houve ali foi uma
> disputa entre dois blocos que pensavam em regimes autoritários para ver
> quem
> dava o golpe primeiro. Triunfou o bloco da direita". É um reconhecimento
> explícito à legitimidade do movimento que depôs João Goulart, algo que a
> esquerda jamais tinha feito. Pena que tenha sido feito com 43 anos de
> atraso.
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> Oswald'Ørf
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