What good news!!!
IT GOES TO MY DATABANK.
In expectation: Maurílio Pinta's Studies about Marijuana.
augustolula <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
03/12/2007
EUA, rumo à auto-suficiência em... maconha
Enquanto George W. Bush lança planos e quebra a cabeça para que seu país se
liberte da importação de combustíveis fósseis e invista na produção de etanol e
biodiesel como alternativa, seus cidadãos caminham rapidamente para fazer os
Estados Unidos auto-suficientes em baseado.
Na semana em que o Instituto de Pesquisas do California Pacific Medical
anuncia que um composto achado na maconha, o canabidiol, pode frear a metástase
em algumas formas de câncer de mama, vale a pena olhar com mais cuidado um
estudo recente para o qual poucos deram bola até agora. É o primeiro
levantamento amplo do tamanho e do impacto econômico do cultivo dessa planta
por aqui.
Conduzido pela Drug Science, uma ONG que faz ativismo e lobby pela
legalização da droga, concluiu que a plantação da maconha no país cresceu dez
vezes desde 1981, o que, de acordo com o estudo, fez com que os EUA passassem
de "importadores" de países como México, Colômbia e Jamaica para produtores
quase auto-suficientes.
O motivo, irônico, é a eficiência da guerra às drogas, financiada nas últimas
décadas pelo governo norte-americano naqueles e em outros países produtores da
planta. E a falta de eficiência semelhante na erradicação das plantações
domésticas. Alguns achados:
* a maconha já é o produto agrícola mais valioso do país, mesmo com o boom do
preço do milho causado pela demanda recente do etanol. A produção doméstica da
planta rende US$ 35,8 bilhões anualmente, mais do que a do milho e a do trigo
combinadas;
* há hoje 56,4 milhões de pés de maconha cultivados ao ar livre -pense que o
cultivo e o consumo da planta são ilegais, a não ser para fins medicinais e
apenas em 12 dos 50 Estados- e outros 11,7 milhões dentro de casas e
apartamentos (e dormitórios de estudantes, eu acrescentaria...);
* só esse último tipo de cultivo interno rende US$ 4,1 bilhões por ano;
* os dez Estados que mais produzem a planta são Califórnia (38% do total),
Tennessee, Kentucky, Havaí,
Washington (não a capital federal), Carolina do Norte, Flórida, Alabama,
Virgínia Ocidental e Oregon, nessa ordem. Desses, apenas quatro têm leis que
liberam o cultivo de maconha medicinal.
Quer mais um?
* A maconha vale mais do que o algodão no Alabama, as uvas na Califórnia, os
amendoins na Geórgia e o tabaco nas duas Carolinas juntas.
O autor do estudo (e presidente da ONG) é Jon Gettman, doutor em políticas
públicas pela Universidade George Mason, na Virgínia, com formação em direito e
antropologia. Celebridade do setor (ele é o titular da "Cannabis Column" do
site da revista "High Times", a "Time" dos "aficionados"), começou a ganhar
fama ao processar o governo pela desclassificação da maconha como droga, nos
anos 90.
Fez isso depois de ser convidado tanto pelo DEA, o órgão de repressão às
drogas norte-americano, quanto pelo equivalente local do Ministério da Saúde
para fazer pesquisas sobre o assunto, o que lhe deu oportunidade para levantar
dados para a argumentação de seu futuro caso e do estudo atual.
Seu argumento básico: por conta de um anacronismo na lei norte-americana, que
pode ser comparado à Lei Seca do século passado, US$ 36 bilhões de dólares vão
para as mãos de criminosos, em vez de gerar empregos legais, impostos para o
governo e algum controle de qualidade para o consumidor.
Escrito por Sérgio Dávila às 11h34
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