Meu pequeno pitaco: A França, desde da segunda grande guerra, quando oa americanos retardaram em quase 2 dias a entrada em Paris, para possibilitar a chegada de De Gaulle(Ô Ô ÔH!) e a entrada dele na frente das tropas, posando de libertador - causando a morte de milhares de partisans, em sua grande maioria do Partido Comunista - virou um mero simulacro do passado. Ainda restou débil resistencia com Mitterand president, mas degringolou geral depois, hoje é isso que vemos, um país que teima em viver do passado e a cada dia fica mais americanalhado, mais 'sem sustança'(vocês notaram que tem um bom tempo que a mídia não lança um novo pensador francês? sintomático, bueno tem Zizek, mas ele escreve em inglês...), mais sem identidade e mais dependente dos turistas...por falar nisso até Ailton Medeiros foi passear lá, já pensaram?)...
& para quem não sabe quem é Zizek: *Slavoj Žižek* (Liubliana <http://pt.wikipedia.org/wiki/Liubliana>, 21 de Março <http://pt.wikipedia.org/wiki/21_de_Mar%C3%A7o> de 1949<http://pt.wikipedia.org/wiki/1949>) é um sociólogo <http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociologia>, filósofo<http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia>e crítico cultural Esloveno <http://pt.wikipedia.org/wiki/Eslov%C3%A9nia>. Nasceu em Liubliana <http://pt.wikipedia.org/wiki/Liubliana>, na antiga Jugoslávia <http://pt.wikipedia.org/wiki/Jugosl%C3%A1via> (hoje capital da Eslovénia <http://pt.wikipedia.org/wiki/Eslov%C3%A9nia>). Doutorou-se em Filosofia na sua cidade natal e estudou Psicanálise<http://pt.wikipedia.org/wiki/Psican%C3%A1lise>na Universidade de Paris <http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Paris>. Žižek é professor da European Graduate School<http://pt.wikipedia.org/wiki/European_Graduate_School>e pesquisador sénior no Instituto de Sociologia da Universidade de Liubliana<http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Universidade_de_Liubliana&action=edit>. É também professor visitante em várias universidades estadunidenses<http://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos_da_Am%C3%A9rica>, entre as quais estão a Universidade de Columbia<http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Columbia>, Princeton <http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Princeton>, a *New School for Social Research<http://pt.wikipedia.org/wiki/New_School_for_Social_Research> *, de Nova Iorque <http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Iorque>, e a Universidade de Michigan<http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Universidade_de_Michigan&action=edit> . Žižek é conhecido por seu uso de Jacques Lacan<http://pt.wikipedia.org/wiki/Jacques_Lacan>numa nova leitura da cultura popular <http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_popular> - por exemplo, Alfred Hitchcock <http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfred_Hitchcock>, David Lynch<http://pt.wikipedia.org/wiki/David_Lynch>, V. I. Lenin <http://pt.wikipedia.org/wiki/Lenin>, fundamentalismo<http://pt.wikipedia.org/wiki/Fundamentalismo>e tolerância <http://pt.wikipedia.org/wiki/Toler%C3%A2ncia>, correcção política<http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Correc%C3%A7%C3%A3o_pol%C3%ADtica&action=edit>, subjectividade <http://pt.wikipedia.org/wiki/Subjectividade> nos tempos pós-modernos<http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Filosofia_p%C3%B3s-moderna&action=edit>e outros tópicos. Em 1990 <http://pt.wikipedia.org/wiki/1990>, candidatou-se à presidência da República da Eslovénia. Em 25/12/07, augustolula <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > > 25/12/2007 > A proibição de fumar na França significa o fim da sociedade dos cafés? > Jon Frosch > Em Paris > Todos os dias depois do trabalho nos últimos 15 anos, Luz Sarfati andava > até um café na esquina para tomar um copo de vinho branco e fumar um > cigarro. Para ela, era um das rotinas mais agradáveis da vida. > A partir do dia 1º de janeiro, entretanto, Sarfati terá que encontrar uma > nova forma de relaxar. Menos de um ano depois de a França impor uma > proibição nacional ao fumo na maior parte dos locais públicos (incluindo > hospitais, escolas e escritórios), ela se estenderá a bares, restaurantes, > hotéis e boates -e o mais querido de todos os espaços: o café. > Apesar de fumar em áreas abertas dos cafés ainda ser permitido, a opção > não agrada a todos. "Não sei o que vou fazer", disse Sarfati, que tem 65 > anos. "Provavelmente, vou beber rapidamente e voltar para casa fumar." > Enquanto muitos fumantes acham a proibição nos cafés impensável, as > pesquisas mostram que 66% dos franceses, que em geral são combativos, apóiam > a lei, e os que se opõem têm pouca resistência. Após Starbucks e Sarkozy, os > cafés parisienses sem cigarro talvez sejam a mais recente indicação de um > país que lentamente está deixando sua pele tradicional -apesar de com alguma > angústia. > "Todos os meus clientes fumam, todos os meus funcionários fumam. O que > vamos fazer?", perguntou Olivier Colombe, 43, dono dos cafés Le Panier e Le > Faitout. > Para Colombe, a nova proibição também impõe problemas práticos. Sem > cigarros para se ocuparem, os fumantes não vão querer esperar muito pela > comida e bebida; cozinheiros e garçons terão que trabalhar mais rápido, > resultando em uma troca de clientes veloz muito pouco francesa. "Longos > jantares com várias garrafas de vinho e muita discussão serão difíceis", > disse ele. "O ambiente será totalmente diferente." > Por mais anos que se pode contar, os cafés comuns em toda Paris ficaram > cheios de pessoas por horas a fio, entretidas com cigarros, cafés ou > bebidas; pratos de queijo ou sopas de cebola; jornais, romances ou livros de > estudo; fofocas, rompimentos ou debates políticos. Sartre e Beauvoir, > filosofando no Café de Flore, com espirais de fumaça de cigarro acima de > suas cabeças, ajudaram a criar uma imagem de personalidade fumante que até > certo ponto ainda existe. > "Os fumantes são mais apaixonados", disse Veronique Moran, 51, que fuma > há 40 anos e é cliente do Le Cyrano, café na Place de Clichy. "Somos mais > sensíveis, pensamos sobre as coisas e falamos com profundidade, nos > envolvemos, nos rebelamos." > Hoje, entretanto, esses rebeldes acham-se mais marginalizados do que > romanceados. "A proibição do fumo em cafés é o fim de um tipo de pessoa", > disse Moran. "Agora, as pessoas pensam mais em fazer dinheiro, em serem > competitivas, pensam em ficar em forma, em ter boa aparência." > Talvez seja demais pensar que fumar pode cair em obsolescência em um país > cujas figuras icônicas incluem o poeta fumante de Gitane Serge Gainsbourg. > Mas a proibição do cigarro em cafés parece um sinal de mudança cultural para > uma imagem mais saudável, moderna e adaptável. > A Irlanda e a Itália mostraram que países com longas tradições de fumar > podem introduzir proibições com bastante tranqüilidade, como fizeram em 2004 > e 2005. Na Alemanha, onde os regulamentos variam localmente, Berlim vai se > unir ao movimento na França no dia 1º de janeiro, proibindo o fumo em seus > amados cafés, assim como em outros espaços públicos fechados. > Há, entretanto, detratores, e na França eles dizem que a nova lei destrói > a função do café: servir como cola socioeconômica da sociedade. > "Na França, o café é um lugar onde as classes se misturam", disse Moran. > "Todo mundo está lá, desde os estudantes até as avós. Agora não haverá todo > tipo de pessoa -somente pessoas de 30 anos com dinheiro." > O sentimento que a proibição de fumar vai limitar a diversidade e a > interação da clientela dos cafés é compartilhado por muitos. "As pessoas > dizem que o café é o termômetro de um país", disse Cecile Perez, 54, > proprietária do La Fronde, loja de bar-tabaco no distrito de Marais > histórico. "Em um café, enquanto fumamos, encontramos novas pessoas, > trocamos idéias, ouvimos e falamos sobre tudo. Se pararmos isso, o que > restará?" > O La Fronde de muitas formas é um café de bairro típico parisiense: de > manhã, os varredores de rua em uniformes verdes bebem café ao lado dos > empresários elegantes a caminho do trabalho; na hora do almoço, > trabalhadores se espremem com os jovens na moda impecáveis no bar, enquanto > casais de todas as idades mergulham em suas saladas; na hora do rush, há uma > trilha sonora constante do tilintar de copos misturada com arpejos de > conversas; o que é constante a qualquer hora do dia é a fumaça que passa > pelo ar em nuvens, aparentemente desapercebida. > Olivier Seconda, 43, é cliente do café e, apesar de não fumar, considera > excessiva a proibição iminente. > "Nosso lema na França é: liberdade, igualdade e fraternidade", disse ele. > "O café é o lugar que representa isso. Você é livre para fumar, todo mundo > paga o mesmo preço por uma cerveja, e diferentes tipos de pessoas conversam > entre si. Essa nova lei é um obstáculo a isso." > Seconda acredita que a proibição será mais sentida em pequenas aldeias > distantes de Paris, onde o café é muitas vezes o único meio de integração > social. Já há uma nostalgia por um espaço que permita as pessoas de todas as > origens compartilharem algo -mesmo que algumas vezes não passem de algumas > palavras e a fumaça entre eles. > Muitas pessoas, entretanto, estão contentes com a perspectiva do ar mais > puro nos cafés no futuro. Martin Gaillard, 25, fuma desde o colégio, mas > disse que ele e muitos outros jovens fumantes aceitaram a nova lei. > "Acho que minha geração é a primeira a viajar para fora extensivamente, > então vimos lugares onde a proibição já existe, e não é tão ruim", disse > ele. "Não somos todos tão tipicamente franceses nessa mentalidade de > protestar contra tudo e proteger todos os direitos." > Gaillard não gosta particularmente dos cafés da Starbucks sem cigarro ou > do novo presidente que gosta de se exercitar e acredita que fumar em cafés é > uma parte única da herança cultural e social francesa. Ainda assim, > reconhece que, acima de tudo, é uma questão de saúde pública. > Chegou a hora, disse ele, de virar a página. "A França tem essa fama de > nunca evoluir", disse ele. "Agora as coisas estão começando a mudar." > Tradução: Deborah Weinberg > Visite o site do International Herald Tribune > > > -- ÿØÿà Oswald'Ørf
