Completa aí: Auseinandersetzung – Termo operado de Heidegger que transmite a necessidade europeia de se repensar, uma confrontação interpretativa, quer em relação aos outros quer em relação ao passado da própria Europa em todas as suas dimensões, das suas raízes antigas e judaico-cristãs à ideia recentemente defunta de Estado-providência, sobretudo quando actualmente a Europa se encontra balizada pela tecnologia desenfreada da China, por um lado, e pela globalização e economia americana, por outro. A pior opção seria, sem dúvida, a proposta de uma "síntese criadora" destes dois aspectos, no interior da Europa, tendendo para o que chamaríamos de "globalização de rosto europeu". A época é, portanto, propícia a questionar tudo e a repetir a pergunta – "O que é a Europa?".
Em 25/12/07, Ørf <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > > Meu pequeno pitaco: > > A França, desde da segunda grande guerra, quando oa americanos retardaram > em quase 2 dias a entrada em Paris, para possibilitar a chegada de De > Gaulle(Ô Ô ÔH!) e a entrada dele na frente das tropas, posando de libertador > - causando a morte de milhares de partisans, em sua grande maioria do > Partido Comunista - virou um mero simulacro do passado. Ainda restou débil > resistencia com Mitterand president, mas degringolou geral depois, hoje é > isso que vemos, um país que teima em viver do passado e a cada dia fica mais > americanalhado, mais 'sem sustança'(vocês notaram que tem um bom tempo que a > mídia não lança um novo pensador francês? sintomático, bueno tem Zizek, mas > ele escreve em inglês...), mais sem identidade e mais dependente dos > turistas...por falar nisso até Ailton Medeiros foi passear lá, já > pensaram?)... > > & para quem não sabe quem é Zizek: > > *Slavoj Žižek* ( Liubliana <http://pt.wikipedia.org/wiki/Liubliana>, 21 de > Março <http://pt.wikipedia.org/wiki/21_de_Mar%C3%A7o> de > 1949<http://pt.wikipedia.org/wiki/1949>) > é um sociólogo <http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociologia>, > filósofo<http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia>e crítico cultural > Esloveno <http://pt.wikipedia.org/wiki/Eslov%C3%A9nia>. > > Nasceu em Liubliana <http://pt.wikipedia.org/wiki/Liubliana>, na antiga > Jugoslávia <http://pt.wikipedia.org/wiki/Jugosl%C3%A1via> (hoje capital da > Eslovénia <http://pt.wikipedia.org/wiki/Eslov%C3%A9nia>). Doutorou-se em > Filosofia na sua cidade natal e estudou > Psicanálise<http://pt.wikipedia.org/wiki/Psican%C3%A1lise>na Universidade > de Paris <http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Paris>. > > Žižek é professor da European Graduate > School<http://pt.wikipedia.org/wiki/European_Graduate_School>e pesquisador > sénior no Instituto de Sociologia da Universidade > de > Liubliana<http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Universidade_de_Liubliana&action=edit>. > É também professor visitante em várias universidades > estadunidenses<http://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos_da_Am%C3%A9rica>, > entre as quais estão a Universidade de > Columbia<http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Columbia>, > Princeton <http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Princeton>, a *New > School for Social > Research<http://pt.wikipedia.org/wiki/New_School_for_Social_Research> > *, de Nova Iorque <http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Iorque>, e a Universidade > de > Michigan<http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Universidade_de_Michigan&action=edit> > . > > Žižek é conhecido por seu uso de Jacques > Lacan<http://pt.wikipedia.org/wiki/Jacques_Lacan>numa nova leitura da cultura > popular <http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_popular> - por exemplo, Alfred > Hitchcock <http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfred_Hitchcock>, David > Lynch<http://pt.wikipedia.org/wiki/David_Lynch>, V. I. > Lenin <http://pt.wikipedia.org/wiki/Lenin>, > fundamentalismo<http://pt.wikipedia.org/wiki/Fundamentalismo>e > tolerância <http://pt.wikipedia.org/wiki/Toler%C3%A2ncia>, correcção > política<http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Correc%C3%A7%C3%A3o_pol%C3%ADtica&action=edit>, > subjectividade <http://pt.wikipedia.org/wiki/Subjectividade> nos tempos > pós-modernos<http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Filosofia_p%C3%B3s-moderna&action=edit>e > outros tópicos. > > Em 1990 <http://pt.wikipedia.org/wiki/1990>, candidatou-se à presidência > da República da Eslovénia. > > > > > Em 25/12/07, augustolula <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > > > > 25/12/2007 > > A proibição de fumar na França significa o fim da sociedade dos cafés? > > Jon Frosch > > Em Paris > > Todos os dias depois do trabalho nos últimos 15 anos, Luz Sarfati > > andava até um café na esquina para tomar um copo de vinho branco e fumar um > > cigarro. Para ela, era um das rotinas mais agradáveis da vida. > > A partir do dia 1º de janeiro, entretanto, Sarfati terá que encontrar > > uma nova forma de relaxar. Menos de um ano depois de a França impor uma > > proibição nacional ao fumo na maior parte dos locais públicos (incluindo > > hospitais, escolas e escritórios), ela se estenderá a bares, restaurantes, > > hotéis e boates -e o mais querido de todos os espaços: o café. > > Apesar de fumar em áreas abertas dos cafés ainda ser permitido, a opção > > não agrada a todos. "Não sei o que vou fazer", disse Sarfati, que tem 65 > > anos. "Provavelmente, vou beber rapidamente e voltar para casa fumar." > > Enquanto muitos fumantes acham a proibição nos cafés impensável, as > > pesquisas mostram que 66% dos franceses, que em geral são combativos, apóiam > > a lei, e os que se opõem têm pouca resistência. Após Starbucks e Sarkozy, os > > cafés parisienses sem cigarro talvez sejam a mais recente indicação de um > > país que lentamente está deixando sua pele tradicional -apesar de com alguma > > angústia. > > "Todos os meus clientes fumam, todos os meus funcionários fumam. O que > > vamos fazer?", perguntou Olivier Colombe, 43, dono dos cafés Le Panier e Le > > Faitout. > > Para Colombe, a nova proibição também impõe problemas práticos. Sem > > cigarros para se ocuparem, os fumantes não vão querer esperar muito pela > > comida e bebida; cozinheiros e garçons terão que trabalhar mais rápido, > > resultando em uma troca de clientes veloz muito pouco francesa. "Longos > > jantares com várias garrafas de vinho e muita discussão serão difíceis", > > disse ele. "O ambiente será totalmente diferente." > > Por mais anos que se pode contar, os cafés comuns em toda Paris ficaram > > cheios de pessoas por horas a fio, entretidas com cigarros, cafés ou > > bebidas; pratos de queijo ou sopas de cebola; jornais, romances ou livros de > > estudo; fofocas, rompimentos ou debates políticos. Sartre e Beauvoir, > > filosofando no Café de Flore, com espirais de fumaça de cigarro acima de > > suas cabeças, ajudaram a criar uma imagem de personalidade fumante que até > > certo ponto ainda existe. > > "Os fumantes são mais apaixonados", disse Veronique Moran, 51, que fuma > > há 40 anos e é cliente do Le Cyrano, café na Place de Clichy. "Somos mais > > sensíveis, pensamos sobre as coisas e falamos com profundidade, nos > > envolvemos, nos rebelamos." > > Hoje, entretanto, esses rebeldes acham-se mais marginalizados do que > > romanceados. "A proibição do fumo em cafés é o fim de um tipo de pessoa", > > disse Moran. "Agora, as pessoas pensam mais em fazer dinheiro, em serem > > competitivas, pensam em ficar em forma, em ter boa aparência." > > Talvez seja demais pensar que fumar pode cair em obsolescência em um > > país cujas figuras icônicas incluem o poeta fumante de Gitane Serge > > Gainsbourg. Mas a proibição do cigarro em cafés parece um sinal de mudança > > cultural para uma imagem mais saudável, moderna e adaptável. > > A Irlanda e a Itália mostraram que países com longas tradições de fumar > > podem introduzir proibições com bastante tranqüilidade, como fizeram em 2004 > > e 2005. Na Alemanha, onde os regulamentos variam localmente, Berlim vai se > > unir ao movimento na França no dia 1º de janeiro, proibindo o fumo em seus > > amados cafés, assim como em outros espaços públicos fechados. > > Há, entretanto, detratores, e na França eles dizem que a nova lei > > destrói a função do café: servir como cola socioeconômica da sociedade. > > "Na França, o café é um lugar onde as classes se misturam", disse > > Moran. "Todo mundo está lá, desde os estudantes até as avós. Agora não > > haverá todo tipo de pessoa -somente pessoas de 30 anos com dinheiro." > > O sentimento que a proibição de fumar vai limitar a diversidade e a > > interação da clientela dos cafés é compartilhado por muitos. "As pessoas > > dizem que o café é o termômetro de um país", disse Cecile Perez, 54, > > proprietária do La Fronde, loja de bar-tabaco no distrito de Marais > > histórico. "Em um café, enquanto fumamos, encontramos novas pessoas, > > trocamos idéias, ouvimos e falamos sobre tudo. Se pararmos isso, o que > > restará?" > > O La Fronde de muitas formas é um café de bairro típico parisiense: de > > manhã, os varredores de rua em uniformes verdes bebem café ao lado dos > > empresários elegantes a caminho do trabalho; na hora do almoço, > > trabalhadores se espremem com os jovens na moda impecáveis no bar, enquanto > > casais de todas as idades mergulham em suas saladas; na hora do rush, há uma > > trilha sonora constante do tilintar de copos misturada com arpejos de > > conversas; o que é constante a qualquer hora do dia é a fumaça que passa > > pelo ar em nuvens, aparentemente desapercebida. > > Olivier Seconda, 43, é cliente do café e, apesar de não fumar, > > considera excessiva a proibição iminente. > > "Nosso lema na França é: liberdade, igualdade e fraternidade", disse > > ele. "O café é o lugar que representa isso. Você é livre para fumar, todo > > mundo paga o mesmo preço por uma cerveja, e diferentes tipos de pessoas > > conversam entre si. Essa nova lei é um obstáculo a isso." > > Seconda acredita que a proibição será mais sentida em pequenas aldeias > > distantes de Paris, onde o café é muitas vezes o único meio de integração > > social. Já há uma nostalgia por um espaço que permita as pessoas de todas as > > origens compartilharem algo -mesmo que algumas vezes não passem de algumas > > palavras e a fumaça entre eles. > > Muitas pessoas, entretanto, estão contentes com a perspectiva do ar > > mais puro nos cafés no futuro. Martin Gaillard, 25, fuma desde o colégio, > > mas disse que ele e muitos outros jovens fumantes aceitaram a nova lei. > > "Acho que minha geração é a primeira a viajar para fora extensivamente, > > então vimos lugares onde a proibição já existe, e não é tão ruim", disse > > ele. "Não somos todos tão tipicamente franceses nessa mentalidade de > > protestar contra tudo e proteger todos os direitos." > > Gaillard não gosta particularmente dos cafés da Starbucks sem cigarro > > ou do novo presidente que gosta de se exercitar e acredita que fumar em > > cafés é uma parte única da herança cultural e social francesa. Ainda assim, > > reconhece que, acima de tudo, é uma questão de saúde pública. > > Chegou a hora, disse ele, de virar a página. "A França tem essa fama de > > nunca evoluir", disse ele. "Agora as coisas estão começando a mudar." > > Tradução: Deborah Weinberg > > Visite o site do International Herald Tribune > > > > > > > > > > -- > > > ÿØÿà > > Oswald'Ørf -- ÿØÿà Oswald'Ørf
