A única esperança que resta é uma papo cabeça no Bardalos fumando uns gitanes.
Feliz 2008.
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Data: Tue, 25 Dec 2007 11:27:29 -0300
Assunto: Re: [becodalama] jamais verás uma Paris como esta
> Meu pequeno pitaco:
>
> A França, desde da segunda grande guerra, quando oa americanos retardaram em
> quase 2 dias a entrada em Paris, para possibilitar a chegada de De Gaulle(Ô
> Ô ÔH!) e a entrada dele na frente das tropas, posando de libertador -
> causando a morte de milhares de partisans, em sua grande maioria do Partido
> Comunista - virou um mero simulacro do passado. Ainda restou débil
> resistencia com Mitterand president, mas degringolou geral depois, hoje é
> isso que vemos, um país que teima em viver do passado e a cada dia fica mais
> americanalhado, mais 'sem sustança'(vocês notaram que tem um bom tempo que a
> mídia não lança um novo pensador francês? sintomático, bueno tem Zizek, mas
> ele escreve em inglês...), mais sem identidade e mais dependente dos
> turistas...por falar nisso até Ailton Medeiros foi passear lá, já
> pensaram?)...
>
> & para quem não sabe quem é Zizek:
>
> *Slavoj Zizek* (Liubliana , 21 de
> Março de
> 1949)
> é um sociólogo ,
> filósofoe crítico cultural
> Esloveno .
>
> Nasceu em Liubliana , na antiga
> Jugoslávia (hoje capital da
> Eslovénia ). Doutorou-se em
> Filosofia na sua cidade natal e estudou
> Psicanálisena
> Universidade
> de Paris .
>
> Zizek é professor da European Graduate
> Schoole
> pesquisador sénior no Instituto de Sociologia da Universidade
> de Liubliana.
> É também professor visitante em várias universidades
> estadunidenses,
> entre as quais estão a Universidade de
> Columbia,
> Princeton , a *New
> School for Social
> Research
> *, de Nova Iorque , e a Universidade
> de Michigan
> .
>
> Zizek é conhecido por seu uso de Jacques
> Lacannuma nova leitura da
> cultura
> popular - por exemplo, Alfred
> Hitchcock , David
> Lynch,
> V. I. Lenin ,
> fundamentalismoe
> tolerância , correcção
> política,
> subjectividade nos tempos
> pós-modernose
> outros tópicos.
>
> Em 1990 , candidatou-se à presidência da
> República da Eslovénia.
>
>
>
>
> Em 25/12/07, augustolula escreveu:
> >
> > 25/12/2007
> > A proibição de fumar na França significa o fim da sociedade dos cafés?
> > Jon Frosch
> > Em Paris
> > Todos os dias depois do trabalho nos últimos 15 anos, Luz Sarfati andava
> > até um café na esquina para tomar um copo de vinho branco e fumar um
> > cigarro. Para ela, era um das rotinas mais agradáveis da vida.
> > A partir do dia 1º de janeiro, entretanto, Sarfati terá que encontrar uma
> > nova forma de relaxar. Menos de um ano depois de a França impor uma
> > proibição nacional ao fumo na maior parte dos locais públicos (incluindo
> > hospitais, escolas e escritórios), ela se estenderá a bares, restaurantes,
> > hotéis e boates -e o mais querido de todos os espaços: o café.
> > Apesar de fumar em áreas abertas dos cafés ainda ser permitido, a opção
> > não agrada a todos. "Não sei o que vou fazer", disse Sarfati, que tem 65
> > anos. "Provavelmente, vou beber rapidamente e voltar para casa fumar."
> > Enquanto muitos fumantes acham a proibição nos cafés impensável, as
> > pesquisas mostram que 66% dos franceses, que em geral são combativos,
> > apóiam
> > a lei, e os que se opõem têm pouca resistência. Após Starbucks e Sarkozy,
> > os
> > cafés parisienses sem cigarro talvez sejam a mais recente indicação de um
> > país que lentamente está deixando sua pele tradicional -apesar de com
> > alguma
> > angústia.
> > "Todos os meus clientes fumam, todos os meus funcionários fumam. O que
> > vamos fazer?", perguntou Olivier Colombe, 43, dono dos cafés Le Panier e Le
> > Faitout.
> > Para Colombe, a nova proibição também impõe problemas práticos. Sem
> > cigarros para se ocuparem, os fumantes não vão querer esperar muito pela
> > comida e bebida; cozinheiros e garçons terão que trabalhar mais rápido,
> > resultando em uma troca de clientes veloz muito pouco francesa. "Longos
> > jantares com várias garrafas de vinho e muita discussão serão difíceis",
> > disse ele. "O ambiente será totalmente diferente."
> > Por mais anos que se pode contar, os cafés comuns em toda Paris ficaram
> > cheios de pessoas por horas a fio, entretidas com cigarros, cafés ou
> > bebidas; pratos de queijo ou sopas de cebola; jornais, romances ou livros
> > de
> > estudo; fofocas, rompimentos ou debates políticos. Sartre e Beauvoir,
> > filosofando no Café de Flore, com espirais de fumaça de cigarro acima de
> > suas cabeças, ajudaram a criar uma imagem de personalidade fumante que até
> > certo ponto ainda existe.
> > "Os fumantes são mais apaixonados", disse Veronique Moran, 51, que fuma
> > há 40 anos e é cliente do Le Cyrano, café na Place de Clichy. "Somos mais
> > sensíveis, pensamos sobre as coisas e falamos com profundidade, nos
> > envolvemos, nos rebelamos."
> > Hoje, entretanto, esses rebeldes acham-se mais marginalizados do que
> > romanceados. "A proibição do fumo em cafés é o fim de um tipo de pessoa",
> > disse Moran. "Agora, as pessoas pensam mais em fazer dinheiro, em serem
> > competitivas, pensam em ficar em forma, em ter boa aparência."
> > Talvez seja demais pensar que fumar pode cair em obsolescência em um país
> > cujas figuras icônicas incluem o poeta fumante de Gitane Serge Gainsbourg.
> > Mas a proibição do cigarro em cafés parece um sinal de mudança cultural
> > para
> > uma imagem mais saudável, moderna e adaptável.
> > A Irlanda e a Itália mostraram que países com longas tradições de fumar
> > podem introduzir proibições com bastante tranqüilidade, como fizeram em
> > 2004
> > e 2005. Na Alemanha, onde os regulamentos variam localmente, Berlim vai se
> > unir ao movimento na França no dia 1º de janeiro, proibindo o fumo em seus
> > amados cafés, assim como em outros espaços públicos fechados.
> > Há, entretanto, detratores, e na França eles dizem que a nova lei destrói
> > a função do café: servir como cola socioeconômica da sociedade.
> > "Na França, o café é um lugar onde as classes se misturam", disse Moran.
> > "Todo mundo está lá, desde os estudantes até as avós. Agora não haverá todo
> > tipo de pessoa -somente pessoas de 30 anos com dinheiro."
> > O sentimento que a proibição de fumar vai limitar a diversidade e a
> > interação da clientela dos cafés é compartilhado por muitos. "As pessoas
> > dizem que o café é o termômetro de um país", disse Cecile Perez, 54,
> > proprietária do La Fronde, loja de bar-tabaco no distrito de Marais
> > histórico. "Em um café, enquanto fumamos, encontramos novas pessoas,
> > trocamos idéias, ouvimos e falamos sobre tudo. Se pararmos isso, o que
> > restará?"
> > O La Fronde de muitas formas é um café de bairro típico parisiense: de
> > manhã, os varredores de rua em uniformes verdes bebem café ao lado dos
> > empresários elegantes a caminho do trabalho; na hora do almoço,
> > trabalhadores se espremem com os jovens na moda impecáveis no bar, enquanto
> > casais de todas as idades mergulham em suas saladas; na hora do rush, há
> > uma
> > trilha sonora constante do tilintar de copos misturada com arpejos de
> > conversas; o que é constante a qualquer hora do dia é a fumaça que passa
> > pelo ar em nuvens, aparentemente desapercebida.
> > Olivier Seconda, 43, é cliente do café e, apesar de não fumar, considera
> > excessiva a proibição iminente.
> > "Nosso lema na França é: liberdade, igualdade e fraternidade", disse ele.
> > "O café é o lugar que representa isso. Você é livre para fumar, todo mundo
> > paga o mesmo preço por uma cerveja, e diferentes tipos de pessoas conversam
> > entre si. Essa nova lei é um obstáculo a isso."
> > Seconda acredita que a proibição será mais sentida em pequenas aldeias
> > distantes de Paris, onde o café é muitas vezes o único meio de integração
> > social. Já há uma nostalgia por um espaço que permita as pessoas de todas
> > as
> > origens compartilharem algo -mesmo que algumas vezes não passem de algumas
> > palavras e a fumaça entre eles.
> > Muitas pessoas, entretanto, estão contentes com a perspectiva do ar mais
> > puro nos cafés no futuro. Martin Gaillard, 25, fuma desde o colégio, mas
> > disse que ele e muitos outros jovens fumantes aceitaram a nova lei.
> > "Acho que minha geração é a primeira a viajar para fora extensivamente,
> > então vimos lugares onde a proibição já existe, e não é tão ruim", disse
> > ele. "Não somos todos tão tipicamente franceses nessa mentalidade de
> > protestar contra tudo e proteger todos os direitos."
> > Gaillard não gosta particularmente dos cafés da Starbucks sem cigarro ou
> > do novo presidente que gosta de se exercitar e acredita que fumar em cafés
> > é
> > uma parte única da herança cultural e social francesa. Ainda assim,
> > reconhece que, acima de tudo, é uma questão de saúde pública.
> > Chegou a hora, disse ele, de virar a página. "A França tem essa fama de
> > nunca evoluir", disse ele. "Agora as coisas estão começando a mudar."
> > Tradução: Deborah Weinberg
> > Visite o site do International Herald Tribune
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