caro cefas, vou fazer minhas previsões também:
   
  em 2008 vai haver sucessão na SAMBA. Marina Elali vai gravar um novo CD. 
grandes artista virão para Natal; Rita Lee, Alceu valeça e Ney Mato Grosso. 
Dunga vai ganhar o MPbeco. não terá verba para o dia da poesia. lula belmont 
vai aumentar o preço da cerveja. Alex vai se candidatar a presidente da SAMBA.
   
  serrão.

cefascarvalho <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
                 
  O futuro a deus pertence?
  
  Cefas Carvalho
  
  Adoro ler e assistir reportagens sobre previsões de ano novo. Acho mais 
divertido que Mr. Bean e Woody Allen juntos. É fascinante ver repórteres sérios 
em noticiários supostamente sérios ouvindo pais de santo, videntes e picaretas 
similares preverem o que vai acontecer em 2008. Na verdade, não é preciso ter 
poderes do além para saber o que tais seres iluminados vão prever para o ano 
que entra: um artista famoso vai morrer... outro, igualmente famoso, vai se 
separar... em algum lugar do Brasil, um avião com passageiros vai cair... um 
grande time de futebol vai passar por dificuldades no campeonato brasileiro... 
em suma, uma criança de dez anos percebe que as “previsões” não passam de fatos 
vagos que acontecem todos os anos e que certamente acontecerão em 2008. Mas, 
admito, é engraçado ver o pessoal cheio de badulaques, jogando búzios e fazendo 
cara de espiritualizado para as câmaras. Sei que estas performances de ano novo 
garantem aos “videntes” muitos clientes no decorrer
 do ano e como defendo veementemente que todo cidadão tem o direito inalienável 
de perder seu dinheiro da forma que quiser (seja com videntes, dando grana para 
o “bispo” Macedo comprar emissoras de TV ou adquirindo revistas de fofocas) 
acho legal que o mercado de trabalho de “previsões” ganhe uma aquecida. Lembro 
de uma amiga que recorreu a uma vidente, uma “Mãe Jaciara” da vida, talvez a 
própria, e assim que sentou em frente a ela, ouviu: “Você está com 
problemas...” Ora, quem vai a um vidente é porque está com problemas 
(geralmente amorosos e/ou financeiros). E assim, videntes, ciganos, pais de 
santos, gente desta qualidade vai ganhando a vida, a custa do dinheiro de gente 
que não se contenta em viver cada dia e fazer – a cada dia – que ele seja 
melhor, sem esta bobagem de saber o futuro, que, como reza a crendice popular, 
a deus pertence. No fim das contas, pragmático que sou, não faço a menor 
questão de saber meu futuro e sigo, cá para mim, os versos de Geraldo Vandré:
 “Quem sabe, faz a hora, não espera acontecer...”
  


  

                         

       
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