Pedrinho Mendes nunca foi peralta, sempre foi um Pedro a mais. Pedro Pereira é 
o verdadeiro peralta poeta pedreiro esperando o trem... 
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Data: Wed, 16 Jan 2008 14:52:16 -0000 
Assunto: [becodalama] Re: Pedrinho Mendes no Grande Ponto 
> Masõmi! 
> 
> Pedro "Peralta " num é de muitos anos atrás o cognome que usamos 
> quando nos referimos a um outro Pedro, o Pedro "Peralta" Pereira. 
> 
> Quando vi o título da matéria, pensei logo de prima que era um 
> artigo sobre Pedro Pereira, coisa que acredito tenha acontecido com 
> outros leitores que sabem dessa oinda. No mais, o artigo ficou muito 
> bão. 
> 
> abração 
> Vlamir 
> 
> --- In [email protected], "Alexandro Gurgel" 
> [EMAIL PROTECTED]> wrote: 
> > 
> > 
> > 
> > www.grandeponto.blogspot.com 
> > 
> > Um Pedro Peralta na Esquina do Continente 
> > 
> > Fotos: AG Sued 
> > por Alexandro Gurgel 
> > 
> > Com 30 anos de carreira, quatro CDs gravados (Esquina do 
> continente, Um Pedro a Mais, Cantam-me e Canto-os), Pedro Inácio 
> Filho soube cantar as belezas natalenses como nenhum outro músico. 
> Escrita há duas décadas, "Linda baby" tornou-se um verdadeiro hino a 
> Natal. A música está na ponta da língua de cada natalense que canta 
> com brio sua terra. "Linda Baby é o hino extra-oficial da cidade", 
> diz orgulhoso. 
> > 
> > Nascido em Parnamirim, no ano da graça de 1963, Pedrinho é filho de 
> um oficial da Aeronáutica, que serviu em várias cidades brasileiras, 
> mas fixou residência em Natal, a Rua Mendes Sá, no Barro Vermelho. 
> Apesar de o seu pai ser músico de carreira, Pedrinho Mendes é um 
> autodidata confesso. Aos 10 anos, o menino Pedrinho ganhou um violão 
> do seu pai e logo tomou gosto pela música. 
> > 
> > Aos 14 anos, colocou o violão na mochila para morar em Fortaleza, 
> indo estudar num colégio militar, no qual fez parte da banda marcial 
> estudantil e ao mesmo tempo, começou a compor seus versos. Três anos 
> depois, Pedrinho retornou a Natal onde começou a tocar na noite, em 
> bares da moda como o Beco da Música, ao lado de Chico Elion. Em 1980, 
> Pedrinho já era uma figura concorrida nas noites natalenses, 
> trabalhando profissionalmente nos melhores barzinhos. 
> > 
> > Por volta de 1982, no ápice do bar Boca da Noite, o músico relembra 
> que passou de Pedro à Pedrinho. Antes disso, jamais tinha sido 
> chamado de Pedrinho. Pelo contrário. Por causa dos seus quase dois 
> metros de altura, sempre foi chamado de Pedrão. Principalmente, no 
> tempo em que praticava atletismo, onde deixou alguns recordes no 
> salto triplo e salto de altura nas escolas em que estudou. 
> > 
> > Logo depois, Pedrinho começou a tocar ao lado de Sueldo Soares nas 
> famosas batucadas natalenses, nos bares como Boteco, Moenda, entre 
> outros agitos. Seu talento já não cabia mais na noite. Nessa mesma 
> época, Pedrinho começou a participar do "Projeto Pixinguinha" em 
> Natal e do "Projeto Pixingão", no Rio de Janeiro, ao lado de João do 
> Vale e Tetê Espínola. Em 1985, ganha o 1º lugar no 2º Festival de 
> Música e Poesia da UFRN. É a consagração. 
> > 
> > Um pouco mais maduro, em 1986, Pedrinho começou a pensar no projeto 
> para gravar seu primeiro disco, quando trabalhou durante a campanha 
> de Geraldo Melo para governador e conseguiu levantar a grana para 
> apostar no seu primeiro disco, mesmo contra a opinião de algumas 
> pessoas. Pedrinho juntou 14 músicos e levou todo mundo para 
> Recife, "porque em Natal não havia uma gravadora", completou. 
> > 
> > Em novembro de 1986, ele finalmente gravou "Esquina do Continente", 
> que foi lançado no ano seguinte, com uma grande força da TV Ponta 
> Negra e com a participação decisiva do saudoso senador Carlos 
> Alberto. Conforme Pedrinho, naquela época estava faltando matéria 
> prima para a elaboração do disco em vinil, que só atendia aos grandes 
> nomes da MPB como Roberto Carlos Caetano Veloso, Fagner, entre 
> outros. 
> > 
> > Carlos Alberto usou seu prestígio de senador e conseguiu a 
> prensagem do LP "Esquina do Continente", com música de Babal, de 
> Carlos Santa Rosa, participação de Sueldo Soares e outras músicas de 
> autoria de Pedrinho como "Linda Baby", que foi a música que o 
> popularizou. 
> > 
> > No final dos anos 80, ele se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde 
> morou durante um ano, fazendo várias apresentações na noite 
> carioca. "Meu umbigo está enterrado aqui e resolvi voltar", relata. 
> Em 1990, volta à Natal para grava seu 2º LP, "Um Pedro a mais", com 
> lançamento simultâneo em Natal (Teatro Alberto Maranhão) e no Rio de 
> Janeiro (Asa Branca). No ano seguinte, novos convites levam Pedrinho 
> à Itália, onde participa do Festival "Marche Canta Brasil" nas 
> cidades de Ancona, Pesaro, Marota, San Benedetto e Porto Recanatte. 
> > 
> > A popularidade de Pedrinho aumenta mais ainda quando, no verão de 
> 92/93, apresenta o programa Cabugi Verão, na TV Cabugi, afiliada da 
> Rede Globo. Após sua aparição na tela da Globo, começaram a surgir 
> trabalhos em eventos como Festa do Boi, carnaval na Barra de 
> Maxaranguape e carnaval no Portal das Dunas. "Nessa época, passei 
> muito tempo produzindo música e participando de vários festivais por 
> todo Brasil como em Santa Catarina, Ceará, Paraná, etc.", conta. 
> > 
> > Em 1994, foi vencedor do FECARPO (Festival Regional da Canção 
> Popular), em Cascavel/PR e faz temporada de 6 meses em Santa 
> Catarina, nas cidades de Blumenau e Camboriú. No mesmo ano, firma uma 
> parceria com Babal, viajando à Itacoatiara/AM, onde vence o FECANI 
> (Festival de Canção de Itacoatiara). "Nós fomos os primeiros não 
> amazonenses que venceram esse festival", revelou Pedrinho. A dupla 
> potiguar recebeu o prêmio das mãos de Nilson Chaves e Cláudio Nucci, 
> do grupo Boca Livre e fizeram shows juntos em Manaus. 
> > 
> > Foi finalista do "Canta Nordeste"- no auge do programa promovido 
> pela Rede Globo Recife - e seus shows em Natal sempre contaram com 
> grandes públicos. No mesmo ano, abre o Projeto "6 e Meia", promovido 
> pela Fundação José Augusto, no Teatro Alberto Maranhão, ao lado de 
> Nico Resende. O talento, seu violão e suas composições o levaram a 
> participar em diversos encontros musicais com Valéria Oliveira, Lane 
> Cardoso, Cida Lobo, Luis Gadelha, entre outros artistas, resultando 
> em várias gravações das suas músicas. 
> > 
> > Como conseqüência dessa integração com os artistas, nasceu o 
> CD "Cantam-me", onde suas músicas eram cantadas por Renato Braz, 
> Madrigal da UFRN, Cida Lobo, Lane Cardoso, Valéria Oliveira, entre 
> outros. Em seguida, foi lançado outro CD com o título "Canto-os", 
> onde Pedrinho interpretava canções de outros compositores como Babal, 
> Carlos Santa Rosa, Diógenes da Cunha Lima, etc. 
> > 
> > Atualmente, Pedrinho trabalha no seu mais novo projeto 
> chamado "Escute Aqui", com composições mais recentes que tem uma 
> proposta mais acústica. "Foi um disco iniciado todo no violão. Então, 
> comecei a convidar alguns músicos para participar desse novo CD que 
> já está em estúdio", ressalta Pedrinho, anunciando que o disco "Fera 
> Nova" está pronto para sair no início de 2008. Pedrinho também lembra 
> que o ano de 2007 marca os 25 anos do primeiro show realizado no 
> Teatro Alberto Maranhão que se chamou "Tinta viva" e foi feito ao 
> lado de Sueldo Soares. 
> > 
> > 
> > 
> > 
> > 
> > 
> > A verdadeira história de "Linda Baby" 
> > 
> > 
> > 
> > A canção "Linda Baby" é a marca registrada de Pedrinho Mendes. 
> Composta em 1981, quando o músico tinha 18 anos, "Linda Baby" tomou 
> uma dimensão nunca antes imaginada pelo autor. Pedrinho compôs a 
> música para a "cidade que é o meu viver". Atualmente, "Linda Baby" é 
> considerada oficialmente o "hino extra-oficial" de Natal. "Já cantei 
> essa música em cerimônias onde ela foi considerada como hino da 
> cidade", salientou. 
> > 
> > Pedrinho lembra que certa vez durante uma solenidade oficial onde 
> estavam a governadora Wilma de Faria e o prefeito natalense Carlos 
> Eduardo, Pedrinho cantou "Linda Baby" no momento em que a bandeira da 
> cidade era hasteada. "Nesse dia, com uma conversa informal com a 
> governadora e o prefeito, foi decretada que Linda Baby seria 
> oficialmente o hino extra-oficial de Natal", relembrou. 
> > 
> > Pedrinho reconhece que os versos de Othoniel Menezes, "Serenata ao 
> Pescador", conhecida como "Praieira" é a primeira referência musical 
> laudatória à cidade de Natal. Mas, faz uma ressalva que sua "Linda 
> Baby" é a mais tocada nas últimas duas décadas. "Isso me deixa muito 
> orgulhoso. Hoje, eu chego a qualquer lugar, seja com pessoas humildes 
> ou no meio de pessoas com destaques na sociedade, e quando eu falo 
> algum trecho da música as pessoas a reconhecem", afirmou. 
> > 
> > A princípio, a música foi feita para uma amiga pernambucana para 
> mostrar os encantos da cidade. Mas, com o tempo, o autor confessar 
> que também era uma homenagem à Natal. Conforme Pedrinho, a 
> palavra "baby" faz parte de uma tradição natalense desde a II Guerra 
> Mundial, quando a cidade teve forte influência americana e 
> explica: "Na verdade, Linda Baby é Sheila, uma amiga pernambucana". 
> > 
> > Nos versos: "Aqui não tem Avenida São João / Nem o mesmo padrão que 
> se tem por aí", as pessoas podem pensar que Sheila é paulista. Porém, 
> Pedrinho justifica que ela falava muito que conhecia São Paulo e 
> outros lugares sofisticados. "Naquela época, ela reclamava que Natal 
> não tinha uma escada rolante e outros confortos de uma grande cidade. 
> Então, resolvi escrever uma espécie de carta, cantando para ela 
> voltar sempre aqui porque Natal tem outras coisas que ela não 
> encontra em outros lugares", disse. 
> > 
> > Na época, Sheila era prima de uma namorada natalense de Pedrinho, 
> que afirma não ter tido nenhum tipo de envolvimento amoroso com 
> a "Linda Baby". Algum tempo depois, Sheila conheceu a música e mudou 
> sua opinião em relação à cidade. De acordo com Pedrinho, quando ela 
> voltou à Natal, ouviu a música, adquiriu o CD, ela tornou-se 
> completamente apaixonada quando atendeu ao apelo "Linda Baby volte 
> sempre aqui". 
> > 
> > 
> > A polêmica dos baixos cachês 
> > 
> > Pedrinho é um critico ferrenho da disparidade que há entre os 
> cachês pagos aos artistas locais e aqueles nacionalmente conhecidos 
> da Musica Popular Brasileira quando vêm fazer shows em Natal. O 
> músico natalense relata que reclamou com alguns produtores culturais 
> em relação ao tratamento dispensado aos artistas nacionais. "Enquanto 
> os artistas potiguares têm uma tenda com água, as estrelas nacionais 
> dispõem de camarotes com ar condicionado, mesa de frios e uísque 
> importado", afirmou. 
> > 
> > Pedrinho concorda que essa concepção não é apenas de quem produz os 
> shows. "Esse é um problema da classe artística local. Quando a gente 
> não reclama em função de um direito legítimo, a gente acaba se 
> contentando com pouco. Eu exijo, mas exijo sozinho", desabafou. O 
> músico também relata que está sendo boicotado em alguns eventos por 
> causa da sua postura em defender cachês mais dignos para a classe. 
> > 
> > Conforme Pedrinho Mendes, os artistas potiguares devem se unir 
> para, em bloco, protestar contra essa política predatória. "Já está 
> na hora dos dirigentes culturais pagarem um cachê melhor e ter 
> orgulho de pagar bem", ressaltou Pedrinho, sugerindo que os Poderes 
> Públicos diminuíssem o número de artistas em cima do palco para 
> aumentar o cachê. "Se os artistas se unirem em tono de um objetivo 
> comum, os produtores começariam a valorizar mais o artista local", 
> disse. 
> > 
> > Essa política desigual, praticada pelo Governo do Estado e 
> Prefeitura do Natal, foi praticada durante os festejos do "Natal em 
> Natal", em pleno Machadão. A cantora Rita Lee firmou contrato com o 
> Município pela bagatela de R$ 148.500. Enquanto isso, o cachê das 
> artistas potiguares para cantar durante a inauguração da ponte, 
> Khrystal e Valéria Oliveira, foi de R$ 2.500. No final do show, 
> usando uma simples calculadora, qualquer pessoa descobre que uma Rita 
> Lee vale 30 vezes mais do que Khrystal e Valéria juntas. 
> > 
> > 
> > Linda Baby 
> > (Pedrinho Mendes) 
> > 
> > Essa é uma terra de um deus mar 
> > De um deus mar que vive para o sol 
> > E esse sol está muito perto daqui 
> > Venha e veja tanto quanto pode se curtir 
> > 
> > Linda terra para a mãe gentil 
> > Belo cai o sol sobre esse rio 
> > E esse rio também está perto daqui 
> > Venha e veja tanto quanto é o nosso Potengi 
> > 
> > Sempre que estiveste por aqui 
> > Não observaste o nosso ser 
> > Não aproveitaste o lindo olhar ao céu 
> > Venha, pois não dá prá dizer tudo no papel 
> > 
> > Curte-se aqui ao natural 
> > A natureza espalha o nosso chão 
> > 
> > Estou cantando a terra que é o meu viver 
> > E acontece que eu estou cansado de dizer 
> > Que aqui não tem Avenida São João 
> > Nem o mesmo padrão que se tem por aí 
> > Coisas que não tem em todo o canto não se deve exigir 
> > 
> > Isso é Natal, ninguém se dá muito mal 
> > Como dizem pessoas quase sem se sentir 
> > Linda baby, baby linda, volte sempre aqui. 
> > 
> 
> 
> 

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