Sabes da Conscienciologia?
tengo um tratado do Waldo Vieira, todo anotado pelo dono anterior,
mas nunca entendi muito, achei muito confuso, até fui a uma palestra,
levado por amigos, mas confesso que... viajei muito com cogu e até
uns sinteticos(Lucy...) mas o Daime nunca bateu legal, qualquer dia
desses tomo novamente, isso quando voltar lá no nortão desse brazilzão.
Oswaldo
2008/9/19 Marcelo Bolshaw Gomes <[EMAIL PROTECTED]
<mailto:[EMAIL PROTECTED]>>
A savia divinorum é usada pelos xamas mexicanos para sair do corpo em
estado de vigilia. Procurar objetos perdidos, pessoas sequestradas e
outras operações semelhantes. Fumei um pouco certa vez, em uma pipeta
com água, e achei o efeito é muito rápido. vi meu próprio corpo de
fora dele e fiquei bastante assustado. não consigo entender o uso
recreativo desta substância (assim como o de outras utilizadas para
fins espirituais) porque o barato não é lá muito agradável e exige
uma disciplina de atenção a que poucos são afeitos.
não acredito em dependência psicológica (pois não é prazeroso), mas
acho que o uso pode desencadear surtos e outros transtornos
comportamentais de usuários recreativos desavisados.
--- In [email protected]
<mailto:becodalama%40yahoogroups.com>, "Oswaldo Ribeiro"
<[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>
> São Paulo, quinta-feira, 18 de setembro de 2008
>
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>
> *SAÚDE*
>
> *O barato da sálvia*
>
> *Consumo da erva como alucinógeno por jovens pode prejudicar as
pesquisas
> para uso medicinal*
>
> * KEVIN SACK*
> *BRENT MCDONALD*
> DO "NEW YORK TIMES"
>
> Enquanto um amigo gravava em vídeo, Christopher Lenzini, 27, de
Dallas,
> tomou uma dose de Salvia divinorum, considerada a mais poderosa erva
> alucinógena do mundo, e começou a imaginar que estava em um barco
com
> pequenos homens verdes. E não demorou a cair, às gargalhadas.
Quando ele
> postou o vídeo no YouTube, algumas semanas atrás, foi visto várias
vezes.
> Há uma década, o uso de sálvia estava limitado a pessoas que
buscavam
> revelações com xamãs em Oaxaca, no México.
> Hoje, esse membro alucinógeno da família da hortelã está legalmente
> disponível, nos EUA, pela internet e em lojas de produtos naturais,
e se
> tornou uma espécie de fenômeno entre os jovens. Mais de 5.000
vídeos no
> YouTube documentam as jornadas dos usuários à incoerência e à perda
da
> coordenação motora. Alguns já foram vistos 500 mil vezes.
> No entanto, as imagens que ajudaram a popularizar a sálvia podem
acelerar a
> proibição de sua venda legal e solapar pesquisas promissoras sobre
seus
> potenciais usos medicinais.
> Os farmacologistas que acreditam que a sálvia poderia abrir novas
fronteiras
> no tratamento de vícios, depressão e dor temem que, caso seu uso
seja
> criminalizado, obter e armazenar a planta se tornaria difícil,
assim como
> conseguir permissão para testá-la em humanos.
> Em vários Estados, os vídeos se tornaram a principal prova para a
> regulamentação da sálvia. A Flórida, por exemplo, tornou crime
passível de
> até 15 anos de prisão a posse ou venda da erva. Na Califórnia, a
venda a
> menores virou um delito.
> Segundo dados do governo federal norte-americano, cerca de 1,8
milhão de
> pessoas já experimentaram a sálvia -sendo que 750 mil delas
provaram a erva
> nos últimos 12 meses. Entre os homens de 18 a 25 anos, o consumo foi
> relatado por 3%, o que a torna duas vezes mais utilizada que o LSD
e quase
> tão popular quanto o ectsasy.
>
> *Pesquisas iniciais*
> Ainda que as pesquisas estejam apenas começando e pouco se conheça
sobre os
> efeitos de longo prazo do uso, não há estudos sugerindo que o uso
da sálvia
> cause vício ou que seus usuários sejam propensos a overdoses. Na
verdade, a
> experiência com a sálvia pode ser tão intensa -e tão perturbadora-
que
> muitas pessoas só usam a erva uma vez, e até os usuários mais
dedicados
> controlam a freqüência de uso.
> Não existem relatos sobre situações em que o uso da sálvia tenha
levado
> alguém a recorrer a um pronto-socorro, em larga medida porque os
efeitos da
> erva em geral desaparecem depois de alguns minutos.
> Com poucos dados, a DEA (agência de combate às drogas dos EUA)
dedicou mais
> de uma década a estudar se acrescentará ou não a sálvia à sua lista
de
> substâncias controladas, como já fizeram diversos países asiáticos e
> europeus.
> Conhecida nas ruas como "Sally D" e "magic mint", a sálvia pode ter
efeitos
> muito diferentes dependendo da dosagem, da potência e da tolerância
dos
> usuários, de acordo com pesquisadores e pessoas acostumadas a fumá-
la (ainda
> que amarga, ela também pode ser mastigada ou bebida). Dezenas de
> fornecedores online vendem extratos amenos por preços a partir de
US$ 5 por
> grama; as versões mais fortes, com potência até cem vezes maior do
que a da
> folha não processada, são vendidas por mais de US$ 50 o grama.
> Os usuários apresentam súbita dissociação de personalidade, como se
> viajassem no tempo. A experiência tende a ser solitária,
introspectiva e
> ocasionalmente assustadora.
> "Já usei diversas substâncias psicodélicas, e a sálvia
definitivamente é a
> mais intensa experiência que tive", conta Brian Arthur, fundador da
Mazatec
> Garden, que vende sálvia e outras ervas pela internet. "A sálvia
nos tira do
> mundo e nos coloca em um lugar diferente."
>
> *Uso contemplativo*
> Os usuários regulares da Salvia divinorum afirmam que ela pode ter
efeito
> restaurador e até mesmo tônico espiritualmente, e se recordam com
exatidão
> de suas visões.
> As pessoas que defendem o uso contemplativo da sálvia desdenham de
quem
> posta vídeos engraçadinhos sobre o efeito da erva no YouTube, por
seu
> desrespeito ao poder e ao propósito da sálvia.
> "Eles realmente não a estão usando como ferramenta para explorar sua
> psique", diz o californiano Daniel Siebert, que foi um dos
pioneiros na
> produção de extratos de sálvia. "Essas pessoas só gostam de usar a
sálvia
> porque dá barato."
> As leis de restrição à venda e ao uso da sálvia podem representar
obstáculo
> considerável para pesquisadores em instituições como as
universidades
> Harvard e do Kansas, que estão convictos de que a salvinorina A, o
> componente ativo da erva, é bastante promissor e pode ajudar no
> desenvolvimento de novas linhas de medicamentos psiquiátricos e
analgésicos.
> Em 2002, o médico Bryan Roth, hoje na Universidade da Carolina do
Norte,
> descobriu que a salvinorina A estimula apenas um receptor no
cérebro -o
> receptor de opiáceas kappa-, o que a torna uma substância única. O
LSD, por
> exemplo, estimula cerca de 50 receptores. Segundo Roth, a
salvinorina A
> representa o mais poderoso alucinógeno, em termos de concentração,
que pode
> ser encontrado na natureza.
>
> *Depressão e Alzheimer*
> Ainda que os efeitos debilitantes da salvinorina A tornem
improvável que ela
> seja considerada um agente farmacêutico, sua química poderia
permitir a
> descoberta de derivados valiosos. "Se conseguirmos encontrar um
medicamento
> que bloqueie os efeitos da sálvia, há boas provas de que isso
poderia ser
> usado no tratamento de distúrbios cerebrais, como depressão,
esquizofrenia e
> Alzheimer, e até do HIV", diz.
> Muitos cientistas acreditam que o consumo da sálvia deva ser
regulamentado,
> como acontece com o álcool ou o tabaco, e se preocupam que
criminalizar o
> uso possa bloquear suas pesquisas antes que dêem frutos.
> "Temos esse novo e incrível composto, o primeiro em sua classe. É
evidente
> que ele tem potencial medicinal, e estamos falando de sufocar seu
uso porque
> algumas pessoas se embriagam com ele", afirma o farmacologista John
> Mendelson, do California Pacific Medical Center Research Institute,
que vem
> estudando o efeito da sálvia em seres humanos.
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> Tradução de *PAULO MIGLIACCI*
>
>
> Texto Anterior: "Tartelette" de tomate-cereja com
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> Próximo Texto: Consumida também no Brasil, a erva pode causa
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tm>
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