*Ha!
Waldo Vieira conheci muito; ele proprio uma confusão só.
O Daime é terrível, pela intensidade da experiencia, tomei algumas vezes, e penso que todo mundo devia ter uma experiencia daquela. O problema é que não gosto de doutrina nem de religião, e penso que se tomar aquele troço fora da doutrina neguinho pira de vez.
Cogumelo só me deu dor-de-barriga.
Mas a Lucy, tenho saudade.
Clotilde

*
Oswaldo Ribeiro escreveu:
 Sabes da Conscienciologia?
tengo um tratado do Waldo Vieira, todo anotado pelo dono anterior, mas nunca entendi muito, achei muito confuso, até fui a uma palestra, levado por amigos, mas confesso que... viajei muito com cogu e até uns sinteticos(Lucy...) mas o Daime nunca bateu legal, qualquer dia desses tomo novamente, isso quando voltar lá no nortão desse brazilzão.

Oswaldo

2008/9/19 Marcelo Bolshaw Gomes <[EMAIL PROTECTED] <mailto:[EMAIL PROTECTED]>>

    A savia divinorum é usada pelos xamas mexicanos para sair do corpo em
    estado de vigilia. Procurar objetos perdidos, pessoas sequestradas e
    outras operações semelhantes. Fumei um pouco certa vez, em uma pipeta
    com água, e achei o efeito é muito rápido. vi meu próprio corpo de
    fora dele e fiquei bastante assustado. não consigo entender o uso
    recreativo desta substância (assim como o de outras utilizadas para
    fins espirituais) porque o barato não é lá muito agradável e exige
    uma disciplina de atenção a que poucos são afeitos.

    não acredito em dependência psicológica (pois não é prazeroso), mas
    acho que o uso pode desencadear surtos e outros transtornos
    comportamentais de usuários recreativos desavisados.

    --- In [email protected]
    <mailto:becodalama%40yahoogroups.com>, "Oswaldo Ribeiro"

    <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
    >
    > São Paulo, quinta-feira, 18 de setembro de 2008
    >
    > Texto
    Anterior<http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq1809200805.htm
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    > Texto
    <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq1809200807.htm
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    > Índice
    <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/inde18092008.htm
    <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/inde18092008.htm>>
    >
    > *SAÚDE*

    >
    > *O barato da sálvia*
    >
    > *Consumo da erva como alucinógeno por jovens pode prejudicar as
    pesquisas
    > para uso medicinal*
    >
    > * KEVIN SACK*
    > *BRENT MCDONALD*
    > DO "NEW YORK TIMES"
    >
    > Enquanto um amigo gravava em vídeo, Christopher Lenzini, 27, de
    Dallas,
    > tomou uma dose de Salvia divinorum, considerada a mais poderosa erva
    > alucinógena do mundo, e começou a imaginar que estava em um barco
    com
    > pequenos homens verdes. E não demorou a cair, às gargalhadas.
    Quando ele
    > postou o vídeo no YouTube, algumas semanas atrás, foi visto várias
    vezes.
    > Há uma década, o uso de sálvia estava limitado a pessoas que
    buscavam
    > revelações com xamãs em Oaxaca, no México.
    > Hoje, esse membro alucinógeno da família da hortelã está legalmente
    > disponível, nos EUA, pela internet e em lojas de produtos naturais,
    e se
    > tornou uma espécie de fenômeno entre os jovens. Mais de 5.000
    vídeos no
    > YouTube documentam as jornadas dos usuários à incoerência e à perda
    da
    > coordenação motora. Alguns já foram vistos 500 mil vezes.
    > No entanto, as imagens que ajudaram a popularizar a sálvia podem
    acelerar a
    > proibição de sua venda legal e solapar pesquisas promissoras sobre
    seus
    > potenciais usos medicinais.
    > Os farmacologistas que acreditam que a sálvia poderia abrir novas
    fronteiras
    > no tratamento de vícios, depressão e dor temem que, caso seu uso
    seja
    > criminalizado, obter e armazenar a planta se tornaria difícil,
    assim como
    > conseguir permissão para testá-la em humanos.
    > Em vários Estados, os vídeos se tornaram a principal prova para a
    > regulamentação da sálvia. A Flórida, por exemplo, tornou crime
    passível de
    > até 15 anos de prisão a posse ou venda da erva. Na Califórnia, a
    venda a
    > menores virou um delito.
    > Segundo dados do governo federal norte-americano, cerca de 1,8
    milhão de
    > pessoas já experimentaram a sálvia -sendo que 750 mil delas
    provaram a erva
    > nos últimos 12 meses. Entre os homens de 18 a 25 anos, o consumo foi
    > relatado por 3%, o que a torna duas vezes mais utilizada que o LSD
    e quase
    > tão popular quanto o ectsasy.
    >
    > *Pesquisas iniciais*
    > Ainda que as pesquisas estejam apenas começando e pouco se conheça
    sobre os
    > efeitos de longo prazo do uso, não há estudos sugerindo que o uso
    da sálvia
    > cause vício ou que seus usuários sejam propensos a overdoses. Na
    verdade, a
    > experiência com a sálvia pode ser tão intensa -e tão perturbadora-
    que
    > muitas pessoas só usam a erva uma vez, e até os usuários mais
    dedicados
    > controlam a freqüência de uso.
    > Não existem relatos sobre situações em que o uso da sálvia tenha
    levado
    > alguém a recorrer a um pronto-socorro, em larga medida porque os
    efeitos da
    > erva em geral desaparecem depois de alguns minutos.
    > Com poucos dados, a DEA (agência de combate às drogas dos EUA)
    dedicou mais
    > de uma década a estudar se acrescentará ou não a sálvia à sua lista
    de
    > substâncias controladas, como já fizeram diversos países asiáticos e
    > europeus.
    > Conhecida nas ruas como "Sally D" e "magic mint", a sálvia pode ter
    efeitos
    > muito diferentes dependendo da dosagem, da potência e da tolerância
    dos
    > usuários, de acordo com pesquisadores e pessoas acostumadas a fumá-
    la (ainda
    > que amarga, ela também pode ser mastigada ou bebida). Dezenas de
    > fornecedores online vendem extratos amenos por preços a partir de
    US$ 5 por
    > grama; as versões mais fortes, com potência até cem vezes maior do
    que a da
    > folha não processada, são vendidas por mais de US$ 50 o grama.
    > Os usuários apresentam súbita dissociação de personalidade, como se
    > viajassem no tempo. A experiência tende a ser solitária,
    introspectiva e
    > ocasionalmente assustadora.
    > "Já usei diversas substâncias psicodélicas, e a sálvia
    definitivamente é a
    > mais intensa experiência que tive", conta Brian Arthur, fundador da
    Mazatec
    > Garden, que vende sálvia e outras ervas pela internet. "A sálvia
    nos tira do
    > mundo e nos coloca em um lugar diferente."
    >
    > *Uso contemplativo*
    > Os usuários regulares da Salvia divinorum afirmam que ela pode ter
    efeito
    > restaurador e até mesmo tônico espiritualmente, e se recordam com
    exatidão
    > de suas visões.
    > As pessoas que defendem o uso contemplativo da sálvia desdenham de
    quem
    > posta vídeos engraçadinhos sobre o efeito da erva no YouTube, por
    seu
    > desrespeito ao poder e ao propósito da sálvia.
    > "Eles realmente não a estão usando como ferramenta para explorar sua
    > psique", diz o californiano Daniel Siebert, que foi um dos
    pioneiros na
    > produção de extratos de sálvia. "Essas pessoas só gostam de usar a
    sálvia
    > porque dá barato."
    > As leis de restrição à venda e ao uso da sálvia podem representar
    obstáculo
    > considerável para pesquisadores em instituições como as
    universidades
    > Harvard e do Kansas, que estão convictos de que a salvinorina A, o
    > componente ativo da erva, é bastante promissor e pode ajudar no
    > desenvolvimento de novas linhas de medicamentos psiquiátricos e
    analgésicos.
    > Em 2002, o médico Bryan Roth, hoje na Universidade da Carolina do
    Norte,
    > descobriu que a salvinorina A estimula apenas um receptor no
    cérebro -o
    > receptor de opiáceas kappa-, o que a torna uma substância única. O
    LSD, por
    > exemplo, estimula cerca de 50 receptores. Segundo Roth, a
    salvinorina A
    > representa o mais poderoso alucinógeno, em termos de concentração,
    que pode
    > ser encontrado na natureza.
    >
    > *Depressão e Alzheimer*
    > Ainda que os efeitos debilitantes da salvinorina A tornem
    improvável que ela
    > seja considerada um agente farmacêutico, sua química poderia
    permitir a
    > descoberta de derivados valiosos. "Se conseguirmos encontrar um
    medicamento
    > que bloqueie os efeitos da sálvia, há boas provas de que isso
    poderia ser
    > usado no tratamento de distúrbios cerebrais, como depressão,
    esquizofrenia e
    > Alzheimer, e até do HIV", diz.
    > Muitos cientistas acreditam que o consumo da sálvia deva ser
    regulamentado,
    > como acontece com o álcool ou o tabaco, e se preocupam que
    criminalizar o
    > uso possa bloquear suas pesquisas antes que dêem frutos.
    > "Temos esse novo e incrível composto, o primeiro em sua classe. É
    evidente
    > que ele tem potencial medicinal, e estamos falando de sufocar seu
    uso porque
    > algumas pessoas se embriagam com ele", afirma o farmacologista John
    > Mendelson, do California Pacific Medical Center Research Institute,
    que vem
    > estudando o efeito da sálvia em seres humanos.
    > ------------------------------
    > Tradução de *PAULO MIGLIACCI*
    >
    >
    > Texto Anterior: "Tartelette" de tomate-cereja com
    >
    roquefort<http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq1809200805.htm
    <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq1809200805.htm>

    >
    > Próximo Texto: Consumida também no Brasil, a erva pode causa
    >
    dependência<http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq1809200807.h
    <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq1809200807.h>
    tm>
    > Índice
    <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/inde18092008.htm
    <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/inde18092008.htm>>
    > ------------------------------

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Clotilde Tavares
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