Cuidado, viu Serrão!? Não se meta nessa seara não, bróder. Você pode amanhecer com a boca cheia de formiga, visse? O negócio é o seguinte: Este mundo concreto não é o mundo real. Para que conservar essas merdas se tudo vai se acabar um dia?! Melhor construir onde a traça não corrói, meu bróder! Num brinque não! Outra coisa: vão ser construídos, no futuro, planetas artificiais, meu caro. Tão bons ou melhores que os naturais. A Terra pode e vai se acabar. Nada é para sempre. Se todos os homens se conscientizassem hoje e não mais nem sequer uma pontinha de cigarro jogassem no chão, mesmo assim o processo (inexorável) de destruição do planeta não cessaria. É finito. Vamos logo acabar com essa agonia...
--- Em sáb, 31/1/09, Franklin Serrão <[email protected]> escreveu: De: Franklin Serrão <[email protected]> Assunto: [becodalama] ESTÁDIO DELIRANTE Para: "beco lama" <[email protected]> Data: Sábado, 31 de Janeiro de 2009, 12:01 O nobre colunista Vicente Cerejo tem quase toda a razão. Embora esteja trabalhando num jornal vendido a prefeitura, ele ainda pode falar. A idéia contemporânea de destruição é um acelerador de partículas autofágico. Puramente ideológico. Delirante? Não, é tudo muito bem calculado. Se destrói tudo em nome do novo, do "moderno". Se destrói a história da arte, da música, o patrimônio arquitetônico. Sem essa destruição, construir o novo não faz sentido. Assim pensa a sociedade moderna/contemporâ nea. Construir, não destruir. Assim teremos quatro campos de futebol na cidade: o Juvenal Lamartine(que não foi derrubado para a construção do Castelão), a frasqueira, a arena das dunas e o nobre machadão. Os jogos da 1ª divisão, poderiam ser jogados na Arena das Dunas( me subiu um frio na espinha, acabo de me lambrar de um partido político), modernoso, tecnológico, o machadão ficaria para os jogos do ABC. serrão Colunista: Vicente Serejo 30.01.2009 ESTÁDIO DELIRANTE O delírio, Senhor Redator, pode ser um estado ou um estádio. No nosso caso, aqui nesta vila que foi Aldeia Velha de Felipe Camarão e Capitania Hereditária do mui lido senhor João de Barro, o intelectual amigo do rei, é um estádio. Surto ou estratégia, não importa. Basta saber-se que o plano de construí-lo parte da demolição de um conjunto arquitetônico - Machadão e Machadinho - para não citar os prédios do Centro Administrativo, tudo para uns incertos três jogos da Copa do Mundo. Os que defendem a idéia, mesmo tocados pela boa fé, como é o caso do secretário Fernando Fernandes, parecem esquecidos - ou, tanto pior, desprezam - que a arquitetura, no mundo antigo ou moderno, faz parte dos traços culturais de um povo, daí o risco da demolição. Mais ainda se refletem um tempo, um estilo, um sentimento, uma marca da criação humana. É bem o caso do Machadão. E olhe, Senhor Redator, este cronista não tem espírito esportivo nem compleição física para exercê-lo. Ora, se vivemos uma calamidade pública na saúde no Estado visto e decretado; um sistema estadual de ensino público degradado, com os piores índices de ineficiência; e uma segurança carente de investimento, como o governo se apresenta à opinião pública para anunciar a construção do que chamou de Arena das Dunas? Colosso encomendado aos gringos e a ser vendido em plena crise econômica mundial? Tenho pra mim, Senhor Redator, que isso é coisa do reinado da danação. Das duas, uma: se perdeu a fronteira do bom senso; ou, tanto pior, é por consciência que se ensaia esse jogo como um cenário maroto para alimentar no povo a ilusão de que assistirá a dois ou três jogos da Copa. É aquele artifício: se não acontecer, paciência. Foi feito o possível, a pantomima dos acordes na orquestração do povo. Com a Ponte Newton Navarro também foi assim. O governo acabou pagando a conta porque ninguém veio assumi-la para explorar seus lucros. E não havia crise. Na Arena das Dunas, mesmo no imaginário do que faz o governo nesse campo de atuação, vão rosnar, isto sim, as feras do remorso nascido da irresponsabilidade de pretender construir não só um colosso de concreto armado, mas uma pequena cidade administrativa. Perdoem os governantes, se é que há capacidade de perdoar nas suas almas poderosas, mas é uma forma de luxúria perversa esse simulacro, esse gesto de anunciar uma obra que nasce da destruição de um patrimônio público. É de espantar que alguns agentes executivos da Prefeitura apóiem a iniciativa na mesma hora em que discute um dito Plano de Fluição do Trânsito para Natal. Como, se querem plantar na nesga estreita entre duas grandes avenidas de penetração e escoamento - Cordeiro de Farias / BR 101 e a Prudente de Morais/Jorge O'Grady, que cobrem toda extensão urbana da cidade? Querem produzir o estrangulamento com uma convulsão total? É o estádio de delírio. Que Deus tenha piedade de nós. Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! +Buscados http://br.maisbuscados.yahoo.com
