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03.06.2009 Caicó nas nuvens<http://www.mineiropt.com.br/blog/?p=80?feed=rss2>

Queijo de coalho, carne-de-sol, sequilos, arroz-de-leite, umbuzada, filhós
com mel, suco de cajarana são delícias regionais colocadas lado a lado do
vinho de Bordeaux, do sal de Guérande, da poulet de Bresse, do foie gras do
Périgord, do presunto de Bayonne, da pimenta de Espelette, do queijo de
Parma, da mostarda de Cremona, do tomate de San Marzano, da mozzarella
napolitana.

Não, não fui eu quem arrumou esta mesa. Até porque nunca saboreei alguns
desses quitutes franceses e italianos citados acima.

Quem reconheceu a comida de Caicó como excelência gastronômica regional,
citando-a ao lado da francesa e da italiana, foi a chef Ana Luiza Trajano,
do restaurante e grife Brasil a Gosto, de São Paulo. Segundo a chef, “aqui
no Brasil também temos as nossas excelências regionais, nem sempre, porém,
reconhecidas…”. E ela fala de seu encantamento diante do descobrimento da
gastronomia caicoense. Produtos feitos com carinho artesanal, cozinheiros e
cozinheiras de primeira linha, uma festa para o apetite são expressões
usadas por Ana Luiza, dizendo, ainda, que “Caicó se esmera para agradar os
que têm àgua na boca”.

Imagino o que diria a Ana diante do privilégio de comer uma guiné torrada,
feita por Dona Rosalba Medeiros!

Mas imagino mesmo é o que dirão os delicados e galegos hooligans, quando
aqui aportarem, em 2014. Falando nisso, soube que Moacir Cirne e Nei
Leandro, de olhos nos turistas-copeiros, já estão organizando excursões ao
Itans, que sangrará em julho, no ano sagrado da Copa. A passagem dará
direito a uma dose de Samanaú, com parede de umbú-cajá e farofa de capote
levemente apimentada.

Ah! Soube também que nossos bardos do semi-árido estão organizando um amplo
movimento para que os produtos de Caicó, e por extensão, de todo o Seridó,
sejam reconhecidos como “produtos identificados com o selo de qualidade de
sua appellation d’origine contrôlée”. O Ojuara, dando trégua à sua
implicância com o Lula, anda, inclusive, gastando seu francês com os moços e
as moças do jeca, perdão, jet natalense, ensinando-os a fazerem o necessário
biquinho da pronúncia de buxadê de jiquirití.

Mas a quem ainda duvida das alta e baixa gastronomias caicoenses e precisa
de uma opinião abalizada de uma chefa de cozinha, recomendo o artigo “Muita
pedra, pouca água e muita festa” de Ana Luiza Trajano, publicado na revista
de bordo TAM NAS NUVENS, edição de junho/2009. Bom apetite.
2 Comentários para “Caicó nas nuvens”  Moacy
Cirne<http://balaiovermelho.blogspot.com/>comentou em 3/6/2009
às 7:38 am <http://www.mineiropt.com.br/blog/?p=80#comment-159>

Meu caro,

na verdade, sou muito mais a culinária caicoense (e seridoense) do que a
francesa e a italiana. A conzinheira-chefe Ana Luiza Trajano deve ser uma
pessoa inteligente. Quanto à Copa de 2014, será que o ABC, o Potiguar-CN e o
Caicó vão participar do evento esportivo? Caso contrário, não tenho o menor
interesse. Pode ser que o Nei tenha, só não sei se ele vai exigir a presença
do América na chave natalense.

Um grande abraço.
 Moacy Cirne <http://balaiovermelho.blogspot.com/> comentou em 4/6/2009 às
2:53 am <http://www.mineiropt.com.br/blog/?p=80#comment-160>

Mineiro,

Caicó nas nuvens e no Balaio, hoje.

Um abraço.

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