*Excelente Vlamir! Parabéns ao Alexandre!!*
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*Tem data para sair impresso? Ou espera para 2051, com as **Bibliotecas
cibernéticas, livros sem peso (altamente ecológico), apenas universidades
particulares e seus milhares de graduados???*
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2009/6/22 vCruz <[email protected]>

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> Das especulações futuristicas potiguares recentes ainda não vi nada que
> esteja em pé de igualdade com  "Natal em 2051" parte integrante do livro
> Terceiro Silêncio,de Alexandre Alves que obteve menção honrosa no Prêmio
> Câmara Cascudo 2008.
>
> segue
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> Vlamir
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> *NATAL EM 2051*
> http://www.mudernage.com.br/?p=79
>
> por Alexandre Alves
>
> Carros do ano pós-digitais. Ainda não voadores, mas já anfíbios. Muitos
> compradores, vários endividados por isso. Pedágio urbano, por metro
> utilizado, da Cidade Alta até Ponta Negra somente com máscaras de oxigênio
> multifuncionais. Pagamento em euro-dólar-iene virtual, nova moeda unificada.
>
> Casas litorâneas flutuantes, especulação imobiliária aérea, terrenos
> tradicionais já vendidos. Favelas do tamanho de uma zona inteira, sul e
> norte. Água dessalinizada para os desafortunados, mineral apenas para os
> abastados. Rios tornados margem, peixes tornados fonte de pesquisa
> mumificada. Praias com protetor solar 999, aos brancos demais câncer de pele
> grátis (aviso dado em 2013). Imposto para caminhadas na praia. Necessário:
> pouco espaço, muitos pés. Árvores apenas para projetos de arquitetura com
> paisagismo de encomenda, aliás, profissional importado. Computadores
> holográficos de centésima geração. Celulares ainda não intergalácticos, mas
> já lunáticos. Viagens ao redor da Terra para fotos oculares de câmeras
> implantadas no olho humano. Natalenses na lista de espera. O alvo: o efeito
> estufa, turistas empolgados para o concurso da derradeira imagem observada
> do planeta. Amazônia transplantada para a Mata Atlântica potiguar, sob
> ordens da ONU e OMC. O maior cajueiro do mundo com DNA multiplicado, uma
> moda no Japão (para cada habitante, uma cópia). Big Brother Brasil 5551,
> exclusivo somente com potiguares (todos naturalizados, nenhum original,
> todos autóctones piratas), canais com transmissão conectada ao cérebro via
> satélite, câmeras adicionais aos doentes terminais (nova droga liberada pelo
> Ministério da Doença, ex-Sáude) e ângulos divididos por profissão.
> Ginecologistas mais requisitados. Febre amarela extinta e febre azul por
> conta da cor do horizonte. Risco maior na região dos trópicos. Música
> interativa sem canções ou melodias, apenas pedaços esparsos do passado,
> extintos artistas da terra. Cosmopolitismo, não ao localismo. Slogan da
> hora. Hospitais destruídos por excesso de leitos. De morte. Em seu lugar,
> clínicas de implante sensorial. O direito a uma nova farsa sobre sua vida.
> Endividamento eterno. Parque das Dunas tornado ilha, ingresso caríssimo.
> Vegetação raríssima, eis o chamariz. Bibliotecas cibernéticas, livros sem
> peso (altamente ecológico), apenas universidades particulares e seus
> milhares de graduados. O Ceará vendido pelo governo horizontal e comprado
> pelos verticais (Direita e Esquerda congeladas no tempo). Mossoró e Assu, na
> região metropolitana, com as Olimpíadas Artificiais de Inverno, novas
> prioridades das prefeituras locais, comandadas por Robôs C3-PO, por sua vez
> comandados via fibra ótica por baixo dos oceanos. Os mandantes: os prefeitos
> e seus onze meses e meio de férias (no Caribe, claro, clima tropical).
> Camarões transgênicos já torrados pela luz solar. Mulheres como chefes das
> empresas. Maridos de licença poligâmica. Filhos com psicose múltipla e
> tripla personalidade confirmada. Internet via telepatia. Cartões de crédito
> com código de barras tatuado na região genital. Gravidez aos nove anos,
> crescimento hormonal e multiplicação em testosterona antropofágica.
> Cemitérios em greve, sem espaço. A estratosfera norte-rio-grandense já
> repleta de caixões. Políticos em coma induzido, oligarquias de priscas eras
> incluídas, à espera do elixir da vida eterna. Ou do Santo Graal, para os
> mais religiosos. Aeroplanos em largas prestações, mais endividamento. Chuva
> ácida, remédio para as multidões. Carnaval doze vezes por ano. Camisa de
> Vênus, de Mercúrio, de Saturno, de Júpiter, de Plutão, de Urano. Shopping
> centers à beira-mar ao alcance da mão. Ou da secretária robótica de baixa
> octanagem. Fronteira com a Paraíba, esta inundada pelas ex-geleiras da
> Antártida, uma big cidade: Natal em 2051.
>
> * Natal 2051 é parte integrante do livro Terceiro Silêncio, ainda inédito,
> que obteve menção honrosa no Prêmio Câmara Cascudo 2008.
>
> --- In [email protected], marcelo bolshaw
> <encantador_de_serpen...@...> wrote:
> >
> >
> > Hoje, dia 22 de junho, às 19:00 horas, ocorre o lançamento da revista
> Perigo Iminente, na Livraria Siciliano do Midway Mall. A revista reúne
> vários artigos de diversos profissionais, entre eles jornalistas,
> publicitários, intelectuais e artistas, que escreveram como será Natal daqui
> a 50 anos.
> >
> .
>
> 
>

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