Yuno,

Apenas acrescento que a crise imobiliária não se restringe - embora lá
esteja mais vísivel - à Ponta Negra. Ela - a crise - está em todo o mercado
natalense e talvez em todo o Nordeste.
Ninguem do mercado gosta de falar, mas a quebradeira é grande, apartamentos
que eram vendidos a 500 mil a um ano atrás, hoje o dono pede 350 e ainda não
aparece comprador. Sei de dezenas de casos.
Prédios que venderam uns poucos na planta e nem começaram a levantar, esses
não saem mais do chão, pelo menos nos proximos doze meses. Basta ver a
quantidade de placas e de terrenos anunciandos predios espalhados em toda a
cidade. Os jornais continuam estampando dezenas de lançamentos, para quem é
que não se sabe. Aqui em Morro Branco tem apartamento que começou anunciado
a 400 mil, baixou para 290 mil e ainda não apareceu comprador.

Oswaldo

2009/9/22 Yuno Silva <[email protected]>

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> <http://3.bp.blogspot.com/_IrbyFrxwx98/SrkBaPKjtII/AAAAAAAAFeo/yAkJb6s6Ry4/s1600-h/waldemirbezerra.jpg>TRIBUNA
> DO NORTE - 29/jan/2009 <http://tribunadonorte.com.br/noticia.php?id=99353>
> Foto: Júnior Santos
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> PREJUÍZOS - Waldemir diz que desaceleração causou fechamento de
> imobiliárias
>
> Com a fuga dos investimentos estrangeiros no Rio Grande do Norte, após o
> início da crise econômica mundial, o cenário do mercado de imóveis no bairro
> de Ponta Negra começa a mudar. Um dos locais preferidos para a instalação de
> escritórios de empresas do setor, a Avenida Erivan França hoje é exemplo de
> como as imobiliárias - que tinham como foco os investidores internacionais –
> sofrem com a recessão em outros países.
>
> O presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci RN),
> Waldemir Bezerra, explica que não há números que demonstrem a dimensão dos
> baques que as imobiliárias estão sentindo. Porém, ele confirma que as
> empresas estão realmente baixando suas portas, saindo do mercado ou
> procurando outros pontos de comercialização.
>
> “Uma vez que a crise tirou os investidores internacionais do estado, os
> escritórios perderam seus clientes. Os negócios em Ponta Negra diminuíram
> sensivelmente e, no ano passado, as imobiliárias com foco no mercado
> internacional amargaram um prejuízo muito grande”, declara.
>
> A falta de dados sobre a quantidade de empresas fechadas nos últimos meses
> se deve ao fato de que muitas delas encerram suas atividades mas não dão
> baixa na documentação junto ao Creci. Bezerra acredita que somente em abril
> o órgão poderá estimar um número já que, até março, está sendo cobrada a
> anuidade do conselho. “Geralmente, descobrimos que as empresas realmente
> fecharam quando elas não pagam ou a correspondência para pagamento retorna”,
> explica.
>
> Waldemir Bezerra avalia o cenário com preocupação já que o Rio Grande do
> Norte, em especial Natal, tem se tornado cada vez mais um destino de segunda
> residência. “Há quem faça uma leitura que este mercado vai voltar a crescer
> na Europa ainda este ano. Isso é muito importante para nós já que sabemos
> que a queda dos investimentos ocorreu porque outros países entraram em
> recessão e os estrangeiros ficaram mais cautelosos”.
>
> Mudança
>
> O empresário Fred Salsa era um dos sócios da imobiliária Euro que ficava
> localizada na orla da praia mais famosa de Natal. Porém, depois de
> aproximadamente cinco anos na área a sociedade terminou e ele, atualmente,
> se prepara para abrir um novo escritório em Petrópolis.
>
> A imobiliária Imocapital, como será chamado o novo empreendimento de Salsa,
> foge do foco de Ponta Negra, mercado que já está fraco segundo o empresário.
> “O movimento estrangeiro caiu bastante nos últimos anos. Continuo com
> clientes naquela região, mas preferi abrir o escritório em Petrópolis”.
>
> Segundo Fred Salsa, cerca de 60% das vendas realizadas pela Euro eram fruto
> de investimentos de estrangeiros. O público era variado incluindo espanhóis,
> noruegueses, italianos e portugueses. A imobiliária foi uma das primeiras a
> abrir na Erivan França e, de acordo com Fred, após o seu fechamento muitos
> negócios do mesmo segmento também começaram a deixar a região.
>
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> <http://lh5.ggpht.com/_IrbyFrxwx98/R81o4zrQp-I/AAAAAAAABFc/r1WmF-kKg3g/%21sosterra.jpg>>>>
> Comentário pertinente: A atual situação [crítica] do mercado imobiliário e
> os [contínuos] baixos índices no fluxo turístico, refletem a estratégia
> depreciativa adotada pela especulação imobiliária e a maneira equivocada
> como foi direcionado o turismo na capital potiguar. A relação é de
> exploradores e explorados, em vez de parceiros! Formou-se uma bolha ilusória
> e frágil de prosperidade, comprovando a necessidade de um crescimento urbano
> responsável e antenado com as características culturais e históricas da
> cidade.
>
>
>
> --
> Postado por Yuno Silva no .: SOS Ponta Negra . Natal . RN . Brasil 
> :.<http://sospontanegra.blogspot.com/2009/09/com-falta-de-investimento-estrangeiro.html>em
>  9/22/2009 04:50:00 PM
> 
>

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