01 de Outubro de 2009 às 10:12 http://tribunadonorte.com.br/abelhinha.com/
Depois de Danuza Leão, Laurita Arruda nas letras poéticas de Nei
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*Por Nei Leandro de Castro                          O Poeta
*


Durante a *Festa Literária de Pipa*, numa madrugada de bares
e magia, um poeta - que quer permanecer no anonimato - me
confidenciou:
- Meu caro, se eu pudesse voltar no tempo, eu casaria com
*Laurita Arruda*. Nossa lua-de-mel seria na *Polinésia Francesa*.
Caminharíamos de mãos dadas pelas praias, em noite de lua,
e eu pediria ao luar que a banhasse de leite e mel. Não, não
pediria, porque iria morrer de ciúmes do luar... Depois, ela me
pediria, com aquela voz sussurrante, para irmos a *Veneza*.
Em *Veneza*, eu alugaria por cinco dias e cinco noites a casa onde
morou o poeta *Byron*. Todos os dias, no café da manhã servido
por uma jovem florentina, eu oferecia tulipas e gerânios à minha
amada e arrancava dela suspiros e os sorrisos mais lindos. Em
seguida, íamos navegar pelas estradas liquefeitas de Veneza
e eu pediria ao gondoleiro que recitasse poemas de amor em
dialeto vêneto.
O poeta sorriu, meio triste, emborcou mais uma taça de vinho,
e me perguntou:
- Será que *Laurita *iria se apaixonar por mim?
Uma moçoila da mesa ao lado, que ouvia tudo com muita atenção,
disse em voz alta:
- Se ela não se apaixonar, quem se apaixona sou eu...

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