Fim de semana passado, fui a Tabatinga e, na volta, tive problemas para passar por Pirangi: na frente de uns botecos da moda, transplantados para a praia que é point do verão, a playboyzada parava os carrões no meio da pista para conversar com a galera. Ao lado, tinha umas motos da polícia. Mas não sei para que eles serviam. Não tive problemas para passar diante do cajueiro.
Lex 2010/1/19 Yuno.Silva:.* <[email protected]> > > > olá todos, > > essa não é a primeira vez, nem será a última, que o colunista Paulo Araújo > irá destilar sua ignorância aos quatro ventos na última página do guia > cultural Solto na Cidade (inclusive, vale lembrar que o espaço parece estar > garantido enqto a prefeitura patrocinar a publicação - só vejo essa > explicação para justificar a publicação/permanência da coluna, ou seja, > espaço em troca de patrocínio). > > Enfim, conheço uma pessoa que viu o sol nascer de dentro do carro naquele > mesmo trecho durante o reveillon - quando e onde percorreu um km em quade 90 > minutos! > > O problema foi bem descrito e em nada tem a ver com o cajueiro: > simplesmente motoristas bêbados paravam os carros na via para 'arriar a > lombra' ou mesmo colocar os famigerados paredões de som para funcionar. No > caso específico do meu amigo que ficou no trânsito, ele descreveu a cena que > tirou todos do sério: um jovem abastado e visivelmente alterado > (etilicamente falando), com seu tremendo carrão, atravessou a via para > estacionar em um estacionamento lotado(!). Como o carro não pôde entrar, > ficou ali mesmo, atravessado na Rota do Sol, como se fosse seu quintal (que > por sinal deve achar que é mesmo!!). > > Como moramos em uma cidade onde os motoristas são muito "educados", outros > carros que estavam atrás do referido não deram brecha para manobras e tudo > ficou travado... > > Abraços, > Yuno.Silva:.* > > > 2010/1/19 gbelgrado <[email protected]> > >> Gente, recebo, endosso e encaminho e-mail sobre esse absurdo... >> >> Como se não bastasse todos os problemas ambientais que nós já temos, >> inclusive o de preservação, vem um colunista do Solto na Cidade (na última >> edição do guia - 16 a 31 de janeiro 2010), Paulo Araújo, diretor de >> jornalismo da TV Ponta Negra, que só sabe passar a mão na cabeça da Prefeita >> (claro... é pago pela TV no qual ela é a dona), para achar que "espocar dos >> fogos e ouvir o tilintar das taças de champanhe" é mais importante do que a >> preservação do Cajueiro de Pirangi. Ele realmente deve ser o único >> decepcionado com o Cajueiro, que segundo ele encontra-se "intocável em seu >> berço explêndido de egoísmo". >> >> Relata que um turista paulista bradou que o cajueiro vai chegar em São >> Paulo...ah, ele não vai ter essa sorte porque a poluição de lá não deixa >> isso acontecer! Sinto muito por termos um jornalista totalmente despreparado >> para escrever tanta besteira porque se for pelo caminho dele, vamos sim ser >> conhecidos por ser um estado que matou ou limitou um de seus ícones >> ambientais, o maior cajueiro do mundo, sim! >> >> O direito de ir e vir deve ser respeitado, tal qual a preservação de um >> dos nossos ícones. Ao meu ver, o espaço é do cajueiro. A pista é que está >> errada e deveria ser feito um trabalho de desvio. Não é por causa do >> cajueiro que o trânsito em pirangi está insuportável...são os pedestres que >> não respeitam o espaço (embora estes também não têm espaço para transitar), >> são as vias pequenas para o grande fluxo de carros e muitos outros fatores. >> >> Seria possível sim um trabalho urbanístico que desse ao cajueiro a >> liberdade de sua natureza. Ele não pode desviar de ninguém, mas nós podemos >> criar um outro fluxo para a malha viária ao entorno do cajueiro... >> >> >> >> Leiam a crônica: >> >> >> >> Via Libre já para o Cajueiro de Pirangi >> >> por Paulo Araújo. >> >> >> >> "E o cajueiro de Pirangi, hein? Quietinho no canto dele, sem mexer com >> ninguém - na opinião dos ecochatos, claro! - foi o grande vilão do revéillon >> 2010 e tudo indica que assim permanecerá até a Quarta-feira de Cinzas. >> Milhares e potiguares que foram ver o espocar dos fogos e ouvir o tilintar >> das taças de champanhe para além de Pirangi do Norte comeram o caju que o >> diabo amassou, com o perdão do trocadilho, por causa dos galhos do maior >> Anacardium occidentale do mundo. Como se a anomalia genética centenária >> fosse mais importante que o direito de ir e vir, só há hoje uma pista de >> rolamento para os carros transiterem naquela rodovia. Aí é um Deus nos >> acuda. Não foi brincadeira não, como relataram twitteiros de plantão: muita >> gente viu o sol do primeiro dia do ano nascer dentro do carro, porque o >> trânsito simplesmente não fluia, e muitos chegaram a chama pela Via Livre >> naquele entorno. Um turista paulista, revoltadíssimo, bradou em alto e bom >> som para uma equipe de TV: "e quando os galhos dessa árvore chegarem em São >> Paulo?" Aqui pra nós, a bem da verdade, a primeira vez que vamos conhecer o >> maior cajueiro do mundo ficamos um pouco decepcionados, não ficamos? Afinal, >> todo mundo imagina que ele é o mairo do mundo para o alto, formando uma >> torre gigantesca, como a de Babel. Quando se constata que ele é grandão por >> causa da área de terreno pela qual se esparrama, intocável no seu berço >> esplêndido de egoísmo, vamos confessar: o máximo que dá é para esboçar um >> sorriso amarelo, bater um retrato rapidinho e seguir em frente. É a mesma >> coisa que acontece no famoso cruzamento das avenidas Ipiranga X São João, em >> São Paulo, na Linha do Equador, em Macapá, ou na fonte de Marília de Dirceu, >> em Tiradentes. Cara de paisagem. Foto de Orkut. E nada mais. A solução, como >> todos esperam, é um meio termo: que os galhos do cajueiro não invadam a >> pista além dos limites que já ultrapassou há alguns anos e que a pista, por >> sua vez, também não invada o cajueiro. Cada um no seu quadrado, como diz o >> ditado. E se isso não for resolvido até o próximo verão, corremos o risco de >> ficarmos conhecidos no Brasil inteiro como o estado onde uma árvore privou >> turistas e natalenses de conhecerem, sem aporrinhação, um dos pedaços mais >> lindos do litoral brasileiro." >> > > >
