Bom Dia Sigrid,

Quem escreveu este texto?

Muito bom, parabéns para o autor, ele arrasou!

Abraços,

Jonathan Pereira


Em 03/02/06, Sigrid Karin Weiss Dutra <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> Recebi e compartilho:
>
> ONTOWEB: O NOVO FURACÃO DA INTERNET
>
> Você imagina que uma equipe de pesquisadores de um país do terceiro
> mundo possa enfrentar, de igual para igual, as melhores tecnologias do
> planeta, e vencer? Acredite, isso está acontecendo na internet, nesse
> exato momento. Trata-se de um furacão chamado Ontoweb.
>
> Os números do Ontoweb mostram que se trata, de fato, de um furacão
> revolucionário digital. Há poucos dias no ar, ele já recebe acessos de
> uma dezena de países (incluindo China, Alemanha e EUA), sendo que 20%
> das visitas são dos Estados Unidos, e o número de usuários está
> crescendo a uma taxa de praticamente 100% ao dia (não viu errado não,
> é CEM POR CENTO mesmo).
>
> GUERRA ESTRELAR
>
> Se você assistiu ao embate dos sistemas operacionais, à guerra dos
> browsers, e está acompanhando os episódios diários da novela "O duelo
> estrelar das ferramentas de busca", ajeite-se na poltrona e prepare a
> pipoca, pois vem aí um dos mais emocionantes capítulos da história da
> Guerra da Informação. A batalha do momento, campeã de audiência, é o
> tecnogládio entre os motores de busca. Imagine, então, um coliseu
> lotado, todos gritando, e lá no solo, na arena de batalha, guerreiros
> gigantes, com armas sofisticadas, armaduras do terceiro milênio e
> sabres de laser, eliminando uns aos outros em questão de segundos
> (inclusive com convencimento financeiro, se necessário) e, no meio de
> toda essa confusão, surge um guerreiro comum, usando uma roupa
> simples, mas muito veloz e cheio de criatividade, e começa a derrubar
> seus oponentes, um a um. O cenário é mais crítico do que o clássico
> bíblico "David X Golias", pois os gigantes são vários, estão todos ali
> ao mesmo tempo, e o nosso David (no caso o Ontoweb) é jovem, está
> desarmado, tem uma torcida pequena e ainda joga na casa do adversário.
> Mas ele é muito rápido, eficiente, atua com qualidade, e age de
> maneira absolutamente inovadora. E não vai desistir. Os gigantes estão
> começando a se preocupar. Quer saber mais sobre a história do Ontoweb?
>
> ORIGENS DO PROJETO
>
> Um grupo de cientistas brasileiros desenvolveu, ao longo dos últimos
> 10 anos, um pacote tecnológico chamado de KMAI, Gestão do Conhecimento
> com Inteligência Artificial, que utiliza inovadoras tecnologias
> inteligentes para gerir grandes massas de informação, transformando-as
> em conhecimento. Criaram um instituto de pesquisas em Governo
> Eletrônico (o Ijuris) e uma software house (a Wbsa). Publicaram vários
> trabalhos científicos em diversos países, lançaram duas dezenas de
> livros, patentearam vários produtos tecnológicos, e, agora, em um
> descontrolado ataque de ousadia, decidiram lançar uma revolucionaria
> ferramenta de busca, com o objetivo de desbancar os líderes do mercado
> mundial. Você vai achar que isso é uma brincadeira, até testar o Ontoweb.
>
> O Ontoweb é algo absolutamente diferente daquilo que está estabelecido
> no cenário atual das ferramentas de busca, exatamente por mesclar
> tecnologias inovadoras com a essência milenar das consistências
> ontológicas, mesmo com seus algoritimos ainda em fase de calibragem. O
> resultado é que você pode fazer consultas utilizando textos (até 7.000
> caracteres) ao invés de poucas palavras, e, como resultado, você vai
> ver, além dos documentos, gráficos com analises das séries históricas
> dos textos, os quais, por sua vez, são hierarquizados por conceituação
> e peso ontológico. E tem mais, o Ontoweb ainda vai trazer conceitos
> próximos à temática que você solicitou (por exemplo, se você procurar
> por "governo eletrônico", ela vai resgatar também documentos que
> tratem de "cidadania digital" e "serviços on-line", embora com um peso
> menor), e faz isso através da engenharia de ontologias on-line. Daí
> vem o seu nome (Onto + web).
>
>
>
> Eles vão derrubar o Google.
>
>
> FOCO ATUAL DO ONTOWEB: EGOV
>
> Ainda em fase beta (testes) o Ontoweb está, por enquanto, focado no
> cenário de Governo Eletrônico, tanto no que diz respeito às fontes de
> informação quanto à sua estrutura de ontologias. Isso quer dizer que
> ele não é, hoje, um buscador genérico, embora esta tendência seja
> sentida desde o seu início. Por isso ele não pode, ainda, ser
> comparado ao Google. "Está na moda querer derrubar o Google", diz Hugo
> César Hoeschl, Post Doc, líder do Projeto Ontoweb e coordenador da
> equipe de criação. De fato, toda semana surge uma notícia de alguém
> que criou algo que é melhor do que o Google, mas quando se vai tirar a
> limpo, são coisas que ainda não funcionam em escala comercial. O
> Ontoweb é diferente, ele está no ar e funcionando, com algorítimos
> potentes e validados por consistentes processos científicos
> internacionais. "O correto não é dizer que queremos derrubar o Google,
> mas que temos o potencial para fazê-lo de modo absoluto, pois em
> termos relativos isso já foi feito", assevera Hoeschl. De fato, os
> constantes e crescentes ataques conceituais ao líder mundial do
> segmento de motores de busca são perceptíveis na medida em que ele
> representa uma nova faceta do imperialismo cultural proveniente dos
> países do chamado "primeiro mundo", agora sob a nova modalidade das
> estruturas informacionais e da representação do conhecimento, um tipo
> de condicionamento cultural que está mais próximo do cérebro do que
> qualquer outro, e, por isso mesmo, é o mais perigoso.
>
> DESTRUIR O GOOGLE?
>
> Mas, ao dizer que o Ontoweb tem o potencial para detonar o Google e
> similares, Hoeschl vai direto ao ponto central da guerra da
> informação. O grande fator de afirmação das principais ferramentas de
> busca no mercado mundial (principalmente o Google) geralmente é a
> qualidade da informação, seguida por pacotes de fidelização e serviços
> de valor agregado. Não é exatamente a publicidade, ou os arranjos de
> mercado, ou o fôlego financeiro que determinam o sucesso de um motor
> de busca. O que vale mesmo é o contato direto com o usuário e a
> proposta de lhe oferecer a melhor informação. O sistema do PageRank,
> por exemplo, é uma família de algorítimos, segundo a Wikipedia, cujo
> objetivo é resgatar a melhor informação. Ele foi o grande responsável
> pelo surgimento e crescimento do Google. Obvio que, após o sucesso
> inicial, vieram pesados investimentos na ferramenta, e foi montada uma
> monstruosa estrutura de servidores (algo em torno de 150.000 máquinas
> de alta performance). Mas tudo isso é secundário, pois o que faz as
> pessoas utilizarem um motor de busca é exatamente o acesso a
> informações mais qualificadas, ou, em outras palavras, o propósito de
> encontrar, com um rankeamento adequado, a informação realmente
> relevante. É exatamente aqui que reside o enorme potencial do Ontoweb,
> pois a sua capacidade de resgate de informações supera, em termos
> qualitativos, qualquer outro aplicativo que já tenha ido ao ar na
> história da internet.
>
> As equipes de criação, desenvolvimento e de engenharia de ontologias
> do Ontoweb parecem possuir aquela confiança de quem sabe que vai
> vencer, e não perde a tranqüilidade, e as quase 50 pessoas que
> trabalham no projeto parecem saber que não devem nada para qualquer
> equipe cientifica de alta performance em qualquer lugar do mundo.
> "Eles não são melhores do que nós, mas estão em um país com uma
> estrutura econômica mais desenvolvida", afirma Tânia Bueno, Doutora em
> Inteligência Aplicada e criadora do processo de ambientação
> organizacional chamado de Engenharia da Mente, utilizado pela equipe
> do Ontoweb para sincronizar as intersubjetividades na construção das
> ontologias que o sistema utiliza para gerar resultados mais potentes.
> Realmente, nos EUA os ambientes empresariais e governamentais são
> revestidos de visão estratégica mais depurada, o que se traduz na
> liderança mundial dos mercados tecnológicos, o que também significa
> uma enorme facilidade para captação e realização de investimentos. Sem
> investimentos, não se vai a lugar algum, e a morte é certa na arena
> tecnológica. Mas a diferença é que o projeto brasileiro vai gerar
> muito mais impacto com investimentos mais focados, pois tem uma
> proposta mais direta e eficiente. "Não podemos repetir a historia de
> Santos Dumont", diz Hoeschl, referindo-se ao fato de que a invenção do
> avião passou ao largo das prioridades estratégicas do Brasil naquele
> momento histórico.
>
> DISTRIBUIÇÃO DE OPORTUNIDADES
>
> "Não esquecemos que o Brasil é um País pobre, e existem diversas
> prioridades básicas da população a serem atendidas", afirma Eduardo
> Mattos, doutorando em Engenharia e Gestão do Conhecimento pela UFSC, e
> diretor de tecnologia do Ontoweb. Segundo ele, um dos objetivos do
> projeto é exatamente construir uma estrutura tecnológica de grande
> porte mediante parcerias com instituições do exterior, ai incluídos os
> investimentos necessários. Isso porque o mercado brasileiro não dispõe
> da liquidez e fácil acesso aos dois ou três bilhões (de dólares) que
> se fazem necessários para que a guerra seja vencida. "Mas, para
> simplesmente entrar no páreo, os números são bem menores", afirma
> Irineu Theis, gestor financeiro do projeto. Ele diz que um dos
> objetivos do projeto é exatamente captar recursos no exterior, para
> poder acelerar o ciclo produtivo do Ontoweb e do Kmai, e fixar
> cérebros qualificados aqui no Brasil.
>
> Com uma visão anárquica do universo informacional e da sociedade do
> conhecimento, e que contesta o modelo tecnológico de centralização
> econômica, o time do Ontoweb parece querer ir um pouco mais adiante, e
> o assunto parece não se encerrar no âmbito das discussões
> tecnológicas, pois a equipe do Ontoweb, além do processo intenso de
> criação e desenvolvimento, também vive um clima de "guerra santa" pela
> democratização da informação e distribuição do conhecimento. "Não está
> em discussão somente um produto ou um mercado, estamos falando de um
> modelo de estrutura social que pode mudar, com um papel diferente a
> ser desempenhado pelo Brasil", diz Hoeschl.
>
> APENAS NO INICIO
>
> Vale lembrar ainda que o Ontoweb está apenas no início, e que
> atualmente trabalha com um número delimitado de fontes de informação,
> mas que a tecnologia Kmai, da mesma equipe, já permite "aumentar
> infinitamente o número dessas fontes, algo que pode acontecer em um
> futuro próximo", segundo André Bortolon, coordenador de
> desenvolvimento do Ontoweb. Da mesma forma, as buscas no Ontoweb estão
> limitadas atualmente a 7.000 caracteres, mas a equipe também já possui
> tecnologia suficiente para elevar esse número para 210.000 caracteres,
> que é o atual patamar de funcionamento do Kmai.
>
> "Ficamos emocionados", confessou o médico e experiente internauta
> Mauro Montaury, depois de utilizar o Ontoweb. "Poder utilizá-lo  para
> consultas e pesquisas é a realidade dos sonhos". Outro freqüentador
> assíduo da grande rede, o cientista da informação formado pela
> Unicamp, Jonathan  Pereira, e editor do blog "O teatro da vida",
> entende que o Google "caducou" e que "virou buscador de museu". Ele
> espera que a ferramenta de busca mais famosa do mundo siga o caminho
> do Ontoweb.  "Caso contrário, deixará de ser sinônimo de buscador,
> passando a  faixa para novo prodígio da internet".
>
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>
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> This message was sent using IMP, the Internet Messaging Program.
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--
Jonathan Pereira
Bibliotecário / CRB-8° 091/2005
oteatrodavida.blogspot.com
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