Caros colegas,

Primeiramente gostaria de dizer que concordo plenamente com a Rejane quando
diz que precisamos pensar mais alto, precisamos de um sistema de estatística
que possa produzir conhecimento e não simplesmente quantos livros tem em cada
biblioteca.

Tenho duas outras colocações a serem feitas abaixo em cima de falas da Rejane
e da Sigrid, sobre "Criação do sistema de estatísticas das bibliotecas".


1.

Acrescentando o dito abaixo, quero dizer que precisamos saber,também, o que
nossos usuários utilizam em seus trabalhos acadêmicos pois, sem dúvida, eles
conseguem resolver suas necessidades de informação antes mesmo que a estrutura
da biblioteca possa detectar tal demanda. Portanto, se tivermos uma forma de
anteciparmos isso poderemos melhor atendê-los. Com respeito a esta questão eu
tenho algumas sugestões dadas no artigo
http://www.scielo.br/pdf/ci/v33n1/v33n1a15.pdf

:On Monday 22 May 2006 10:52, Rejane wrote:
: Bom dia a todos!
: 
: Na verdade não venho acompanhando a discussão sobre o assunto da Estatística 
em Bibliotecas mas achei oportuno colocar alguns pontos que considero da maior 
relevância quando li o e-mail do colega Rizio.
: 
: Ele desta que:
: De acordo com o site do Ministério da Cultura, uma das linhas de ação atual
: inclui a "Criação do sistema de estatísticas das bibliotecas"
: 
: E é sobre este aspecto que gostaria de destacar:
: 1. As estatísticas, para serem um instrumento gerencial, não podem continuar 
sendo apenas quantitativas;
: 2. É preciso que se incluam informações qualitativas para que o instrumento 
sirva de apoio à tomadas de decisões. Por ex.: De que nos adianta o nº de 
livros emprestados se não tivermos o controle daquilo que foi solicitado, mas 
não tinhamos no acervo. Se não temos não temos como emprestar mas...se tivermos 
essa informação teremos como negociar a necessidade de ampliação/adequação do 
nosso acervo às necessidades dos nossos usuários.
: 
: Quem tem o controle daquilo que é solicitado mas não foi encontrado no acervo?
: 
: Eu poderia relacionar outras tantas informações relevantes que devem ser 
adicionadas a um instrumento de estatística para que ele não seja mais um 
serviço sem grande utilidade executado pelas bibliotecárias na maioria das 
bibliotecas do nosso país.
: 
: Queria apenas provocar reflexões sobre este assunto que considero da maior 
importância, caso haja realmente oportunidade de "Criação do sistema de 
estatísticas das bibliotecas".
: 
: Um abraço
: Rejane


:On Monday 22 May 2006 13:48, Sigrid Karin Weiss Dutra wrote:
: Realmente sem coordenação estes dados individuais, em cada instituição, de 
nada
: servirão, a não ser para ela própria e seu planejamento. Para definição de
: políticas públicas e de planejamneto em nível governamental, se faz necessário
: que estes dados sejam coordenados centralmente. E isso não é fácil. Na 
Comissão
: Brasileira de Bibliotecas Universitárias, um universo mais delimitado, já 
temos
: muita dificuldade em saber quem somos, aonde estamos, se partirmos para
: informações em outros níveis encontraremos ainda maior dificuldade.
: Sigrid
: 

2. 

Acho que para termos os dados, eles deverão vir das partes
descentralizadas. Portanto, por que não pensarmos no mesmo sistema de
centralização de dados feito pelo IBICT com respeito as bibliotecas digitais?
Cada parte, ou seja, cada biblioteca faria sua estatística e, através de um
modelo calcado em metadados abertos, estes resultados seriam centralizados em
algum ponto?

-- 
Elias de Oliveira
Departamento de Ciências da Informação
Universidade Federal do Espírito Santo
Campus de Goiabeiras, Vitória -- ES
29060 900 - Brasil
www.inf.ufes.br/~elias




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