Para entender a Ciência da Informação : um novo livro sobre a área


A ciência da informação enfrenta na atualidade uma serie de desafios de permanência da área como campo de conhecimento estabelecido . As tecnologias que vieram com a Internet estão modificando e transformando profundamente as atividades na pratica do cotidiano e em quase todas as áreas do saber.

Ao mexer com o espaço e o tempo da condições de geração, transferência , acesso e uso da informação, todos setores do núcleo formativo da área precisam ser repensados ou reformulados ou esquecidos.

Áreas como a organização, a gestão a comunicação cientifica e as metrias da informação precisam ser repensadas em um novo contexto das tecnologias intensas. A escrita , a leitura e o código de interface gerador vs receptor foram abalados estruturalmente pela base digital.

O frágil arcabouço teórico da área, de pouco consenso, na sua formulação sempre correu atrás das práticas de informação em transformação contínua, para construir uma explanação epistemológica coerente com a mudança constante.

Todos os discursos precisam ser revistos e a história de como foi a ciência da informação até agora precisa ser contada

Há um silêncio dos sensatos na área ciência da informação. O silencio do conhecimento é o silêncio da incomunicação, uma terrível desarmonia do discurso velho com uma realidade nova. Existe uma grave solenidade no momento atual, que é de despedidada do velho e acolhimento do novo. Uma solidão de convivência conjunta entre Tânatos e Eros.

Todo o falar sobre a coisa em si deve ser comedido e cauteloso por esta situação de um campo que se encontra em se refazendo. Apregoar o discurso antigo nos coloca na situação do papagaio dos índios Atures *. Uma aturdida ave de cores brilhantes vivendo entre as ruínas e repetindo uma e outra vez longos discursos numa língua incompreensível. Até não restar mais ninguém que a entendesse.

Mas o novo não apaga o caminho percorrido. A história de como tudo começou, e da conquistas alcançadas é bonita e precisa ser contada. Ao domiciliar estas memórias podemos deslembrar um passado para conviver no futuro de uma área transformada. Deslembrar nunca esquecer.

Por essa razão escrevemos " Uma História da Ciência da Informação" em Livro lançado semana passada pelo ICI da UFBA, Chamado Para entender a Ciência da Informação , organizado por Lidia Maria Brandão Toutain onde estou na companhia de ótimos autores confirmado pelo no Sumario que revelo abaixo. Aldo Barreto

Sumário

Apresentação

Uma história da ciência da Informação
Aldo de Albuquerque Barreto

Filosofia da ciência da informação
Jaime Robredo

Abordagem Inter e transdisciplinar
Maria da Paixão Neres de Souza

Representação da informação visual
Lídia Brandão Toutain

Organização do conhecimento
Rosali Fernandez de Souza

Literatura científica, comunicação científica
Suzana Pinheiro Machado Mueller

Acesso livre
Hélio Kuramoto

La era de Ia partlcipación
Maria Ángeles Cabrera González

A bibliometria
Rubén Urbizagástegui Alvarado

A matemática da Informação
Yves-François Le Coadic


O livro é o nº 6 da coleção Sala de Aula e pode ser adquirido na Editora da UFBA , EDUFBA no tel/fax (71) 3283 6164, email [EMAIL PROTECTED] ou contatando a organizadora do livro Lídia Brandão <[EMAIL PROTECTED]>.


Aldo Barreto

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* "No século 18, o naturalista alemão Humboldt foi a Venezuela encabeçando uma expedição científica; em determinado momento da viagem, chegaram à aldeia dos índios Atures e descobriram que ela havia sido incendiada até os seus alicerces pelos agressivos Caribes; os restos dos Atures já começavam a ser cobertos pela selva. Buscaram e buscaram, mas não havia sobrevivente algum.

Só encontraram um aturdido papagaio de cores brilhantes que vivia entre as ruínas e repetia uma e outra vez longos discursos numa língua incompreensível. Era a língua dos Atures, mas não restava mais ninguém que a entendesse. _______________________________________________
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