Caros, a respeito da publicação da Veja, penso que a revista tem um só foco:
vender anúncios e empacotar nisso alguma trivialidade que venda. E para isso
nada melhor do que artigos e temas bomba, que são os mesmos desde os tempos
que se iniciou a mídia: a cada 5 anos temos pedofilia, depois corrupção no
Senado, depois patricídio, matricídio e fratricídio e por aí vai...
Mas sendo específico e respondendo alguns dos argumentos que eles publicaram
nesse artigo sobre o Keen, vamos lá:

Sobre o anonimato: diz a Veja que é um PROBLEMA assumir identidades falsas.
Ok, mas por outro lado, veja o que sugere esse professor de Harvard:
Docente de Harvard ensina a manter o anonimato online
Um professor da Escola de Direito de Harvard, Estados Unidos, publicou na
Internet um guia técnico que ensina os autores de blogues a manter o
anonimato nos seus posts e nas comunicações por email. Fonte: Lusa / SOL
No 
*site<http://www.techsoup.org/learningcenter/internet/page6042.cfm?cg=searchterms&sg=ethan%20zuckerman>
*, Ethan Zuckerman explica que decidiu compilar dicas sobre medidas de
segurança para manter o anonimato na Internet para ajudar alguém que queira
denunciar casos de corrupção num país cujo governo é pouco transparente.
link:
http://www.cultura.gov.br/foruns_de_cultura/cultura_digital/tutoriais/index.php?p=25306&more=1&c=1&pb=1
Ignorância: diz o autor que "todos" podem se manifestar, o que gera
ignorância.
A questão complicada dessa afirmação é: quem é o autor para acusar os outros
de ignorância? Quem lhe deu poderes para julgar os outros? Ou seja, essa
técnica é muito rasa. Dizer que os "outros" são burros me coloca na posição
de isenção e "fora" do processo de dúvida...mas não funciona mais hoje em
dia, aliás, desde o surgimento da "modernidade tardia"...só em países
ditatoriais é possível esse tipo de raciocínio no qual "eu sei" e "você não
sabe"...portanto,  o argumento do autor é igual ao de qualquer ditadorzinho
da esquina....

Pirataria: não precisamo nem nos estender, mas é gritante o apoio
internacional ao Brasil na questão do Software Livre e do Open
Source....você já conhece o Open Office, o Open Office BR, a Internet, os
servidores web, e eles rodam só em software livre. A pirataria tem muito de
jogo comercial, daquela época nefasta do Bush, ou seja, podemos notar a quem
a Veja se alia ao citar a "pirataria" como um problema. Não isento os casos
de desrespeito aos direitos autorais, mas deverão existir soluções que sejam
mais decentes do que as que hoje existem....

Impunidade: ver item do anonimato. Em países que não dão proteção às vítimas
que tem corajem de denunciar esquemas de corrupção, máfias de pedofilia,
falar em impunidade até parece piada....mas a "punição" serve, em muitos
casos, para calar....no Brasil já temos inúmeros casos de atentado à mídia
(processo da Universal contra a Folha), e hoje a folha publicou a lista dos
países mais perigosos para os jornalistas (e o Brasil figura em 13o, depois
de Iraque, Afeganistão), citando o exemplo do jornalista assassinado no
interior de SP por ter denunciado, anonimamente, o esquema de pedofilia que
acontecia na cidade (Artigo de Sérgio Dávila, Folha de São Paulo, página A6,
24/03/09).

Um abraço
Cicero




2009/3/24 <[email protected]>

> Rosilei,
>
> Como escrevi antes, não tenho especial admiração pela Veja. É uma
> revista que editorializa até resenha de blockbuster.
> O problema é que também não dá para alinhar com os inimigos da revista.
> Estes que por suas divergências ideológicas com a Veja tentam
> desqualificar como mentira tudo que ela publica, especialmente denúncias
> de maracutaias envolvendo o PT e seus aliados ou críticas a regimes
> autoritários de esquerda (Cuba, Venezuela). Aliás, curioso como a
> paranóia petista com a grande imprensa é semelhante a dos
> republicanos nos EUA em relação à mídia "liberal" (NY Times, CNN,
> Washington Post), só que com os sinais ideológicos trocados. Em Israel,
> o Likud, o principal partido de direita, se comporta da mesma forma...
> Não sou ingênuo a ponto de imaginar que exista isenção total na
> imprensa. Muitas vezes acho os textos da Veja rasteiros e tendenciosos.
> Por outro lado, também não dá para cair nas teorias da conspiração
> propagadas pelos petistas. Se hoje a Veja pega no pé do Lula, no passado
> ela fez o mesmo com Sarney (licitação fraudulenta da Ferrovia
> Norte-Sul), Collor (foi a  entrevista de Pedro Collor para a Veja que
> impulsionou o processo que resultaria no impedimento do "caçador de
> marajás") e FHC (compra de votos para aprovar a emenda da reeleição). E,
> se a Veja adota um viés, digamos, antipetista, a Carta Capital e a Caros
> Amigos, que posam de "independentes", não passam de porta-vozes
> informais do governo.
> O problema é que essas discussões que descambam para o "Fla-Flu
> ideológico", embora sejam as que rendam mais comentários, quase
> sempre acabam com a intervenção do moderador, justamente porque o
> assunto da lista deveria ser outro. Pelo menos na época do referendo do
> desarmamento e da última eleição presidencial foi assim.
>
> Flávio Nunes
> Bibliotecário CRB10/1298
> Biblioteca Unisinos - Obras Raras
> (51) 3590-8855 Ramal: 4550
>
>
>
> >>> "Rosilei - Educacional" <[email protected]> 03/24/09 9:35 am
> >>>
> Oi Flávio,
> Não sei se denominaria a discussão em versão tão simplista como você
> finalizou o seu argumento: ...Enfim, o post fugiu do seu tema inicial e
>
> resvalou para o Fla-Flu ideológico. Não é a primeira vez.
> Tudo é ideológico, ou não? Conhece alguma posição que não seja política
> e
> ideológica? O ser humano e a história da sociedade são fatos políticos
> e
> ideológicos. Já estudou história com visão neutra? Claro que não. Temos
>
> assistido a "brigas" em torno dos livros didáticos (não são inonfesivos
> e
> nunca foram).
> Penso que nós, especialistas em fontes e em informações temos contato
> diário
> com diferentes posições ideológicas. Até Darwin suscita posturas
> partidárias, no sentido de "tomar partido", tomar posição.
> Mas, não acho isso um problema, acho saudável, salutar, só com
> discussão,
> com diferentes visões é possível fazer uma análise e chegar a uma
> conclusão
> sob seu ponto de vista, experiências de vida, etc. Não podemos negar a
>
> ciência.
> Será que toda a sociedade brasileira conhece a história dessa revista?
> De
> que lado ela ficou ao longo do desenvolvimento político, econômico e
> social
> do Brasil? Creio que não, então penso que suscitar esse despertar é
> necessário para o crescimento pessoal.
> Abraço,
> Rosi
>
> ----- Original Message -----
> From: <[email protected]>
> To: <[email protected]>
> Sent: Tuesday, March 24, 2009 8:30 AM
> Subject: Re: [Bib_virtual] RES2: Livro: Rede de bobagens: Num ensaio
> provocador, Andrew Keen, ex-empresário da área de
>
>
> O assunto em questão é o livro "O Culto do Amador" e não a linha
> editorial da Veja. Como foi notado antes, a resenha de Jerônimo
> Teixeira
> é equilibrada e não tendenciosa. Destaca o caráter provocador do
> autor,
> mas também aponta os exageros e as simplificações da sua teoria.
> Na boa, não tenho especial admiração pelo semanário da Abril, mas não
> faz muito sentido uma revista que abriga em seu site um dos blogs mais
> lidos do País (divergências políticas a parte) fazer uma campanha
> "contra" a Internet.
> Será que se a fonte do texto fosse uma publicação filopetista como a
> Caros Amigos ou a Carta Capital haveria a mesma discussão?
> Enfim, o post fugiu do seu tema inicial e resvalou para o Fla-Flu
> ideológico. Não é a primeira vez.
>
>
> Flávio Nunes
> Bibliotecário CRB10/1298
> Biblioteca Unisinos - Obras Raras
> (51) 3590-8855 Ramal: 4550
>
>
>
> >>> "Rosilei - Educacional" <[email protected]> 03/23/09 11:50
> am
> >>>
> Eugênio e Elvina
> Concordo com o Eugênio, a Veja não é confiável, e por isso, conforme
> explanou Elvina, Eugênio, com experiência em análise de fontes de
> informação, deu a opinião dele. Passo a ler esse infame periódico com
> olhos desconfiados.
> Att,
> Rosi
>
>  ----- Original Message -----
>  From: Elvina Barbosa
>  To: [email protected] ; [email protected]
>  Sent: Monday, March 23, 2009 11:35 AM
>  Subject: Re: [Bib_virtual] RES2: Livro: Rede de bobagens: Num ensaio
> provocador, Andrew Keen, ex-empresário da área de
>
>
>  Concordo com a opinião sobre a a Veja, mas entendi que o envio da
> matéria não foi para dar credibilidade ou não à revista. O assunto
> tratado na matéria merece ser visto, analisado, discutido e difundido.
> Todos nós precisamos ser criteriosos e críticos na absorção da
> informação de qualquer natureza. E temos o papel de difundir essa
> informação com o mesmo critério e preocupação.
>
>  Nesaa geração de imediatistas que vivemos é muito fácil e cômodo ler
> e aceitar como verdade qualquer informação que recebemos, seja da
> Veja,
> da Wiki ou de qualquer outra fonte. Não temos tempo para analisar,
> pensar e o melhor, discutir entre nossos pares, as informações que
> recebemos aos montes, diariamente. Mas temos a liberdade de escolher o
> que fazer com essas informações: deletamos, repassamos simplesmente,
> ou
> enviamos com nossa opinião e assim criamos nossa discussão, ainda que
> virtual. Esse lado `benéfico`da tecnologia deve ser explorado e
> aperfeiçoado.
>
>
>
>
> ------------------------------------------------------------------------------
>
>
>  Elvina Barbosa
>
>  "Sim, sei bem
>  Que nunca serei alguém.
>  Sei de sobra
>  Que nunca terei uma obra.
>  Sei, enfim,
>  Que nunca saberei de mim.
>  Sim, mas agora,
>  Enquanto dura esta hora,
>  Este luar, estes ramos,
>  Esta paz em que estamos,
>  Deixem-me crer
>  O que nunca poderei ser." Fernando Pessoa.
>
>
>
>
>
>
>
> ------------------------------------------------------------------------------
>  Date: Mon, 23 Mar 2009 10:51:32 -0300
>  From: [email protected]
>  To: [email protected]
>  Subject: [Bib_virtual] RES2: Livro: Rede de bobagens: Num ensaio
> provocador, Andrew Keen, ex-empresário da área de
>
>  Eugenio C. G. Hansen, OFS
>  Bibliotecário
>  Universidade Federal do Rio Grande do Sul
>  Biblioteca Central
>  ------------------------------------------
>  O poder só é limpo
>  quando se traduz em serviço.
>                 Francisco de Juanes
>  Um bebê expressa a opinião de Deus
>  de que a vida deve continuar.
>                 Carl Sandburg, 1878-1967
>  ------------------------------------------
>
>  Paz e bem!
>
>  Registro que considero a VEJA
>  uma das revistas *** menos confiáveis ***
>  que circulam atualmente no Brasil.
>
>
>          Eugenio
>  -----Mensagem original-----
>  De: [email protected]
> [mailto:[email protected]]em
>  nome de Eugenio Carlos G. Hansen
>  Enviada em: segunda-feira, 23 de março de 2009 10:40
>  Para: [email protected]
>  Assunto: [Bib_virtual] RES: Livro: Rede de bobagens: Num ensaio
>  provocador, Andrew Keen, ex-empresário da área de
>
>
>  Paz e bem!
>
>  Como o final do artigo assinala
>  muitos dos problemas apontados por Keen
>  existem desde antes da Inet.
>
>  Acho queue em vez do triunfo do amadorismo
>  estamos gestando uma nova forma de profissionalismo;
>  ou alguém duvida que hoje temos muitos "profissionais"
>  que são pagos pelo seu conhecimento,
>  mas na verdade são palpiteiros
>  que de fato ignoram o tema,
>  quando não são mal intensionados
>  e comentam de forma a obterem lucros extras --
>  um "analista" econômico pode
>  lucrar muito com ações
>  ao elevar ou baixar expectativas sobre uma empresa.
>
>          Eugenio
>
>  -----Mensagem original-----
>  De: [email protected]
> [mailto:[email protected]]em nome de Claudio Matsu
>  Enviada em: domingo, 22 de março de 2009 22:32
>  Para: [email protected]
>  Assunto: [Bib_virtual] Livro: Rede de bobagens: Num ensaio
> provocador, Andrew Keen, ex-empresário da área de
>
>
>  Pessoal... Achei interessante
>  Artigo da revista Veja  desta semana
>  http://veja.abril.com.br/250309/p_130.shtml
>  abraços
>
>  Claudio
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