Há muito o que aprender com Twitter, Facebook, blogs e Wikipedia. Mas o segredo
ainda está em como os funcionários usam estas ferramentas
Redes sociais são tecnologia. Isto é inegável. Porém, a transformação que estes
sistemas podem trazer não está exatamente nas suas funções ou em seu código
binário. O segredo está nas pessoas. O modo como funcionários usam um wiki
corporativo ou trocam ideias por um blog ou qualquer outra plataforma que
consiga unir grupos de interesse é que determina o sucesso de uma rede social
dentro de uma empresa. "Não é mais uma questão de perguntar o que a companhia
ganha com isso, a pergunta certa é o que nós ganhamos?", enfatiza o consultor
sênior da TGT Consult, Waldir Arevolo. Para ele, antes de uma empresa adotar
uma rede social interna, precisa determinar quem são os funcionários que
conseguem gerar algum valor para o negócio e tem capacidade de colaborar com
outros.
Todos são importantes, mas há os que criam conteúdo relevante, enquanto outros
apenas cuidam de replicar isso para grupos distintos. Um funcionário da TI que
goste de marketing, por exemplo, pode contribuir com ideias ou apenas servir de
filtro para que o assunto de um departamento seja conhecido e discutido por
outro. É uma interação visível na enciclopédia online Wikipédia. Poucos
usuários criam verbetes, um punhado faz muita alteração pontual de gramática ou
agrega outros assuntos correlatos e uma multidão replica o link do apontamento
pelo mundo afora.
No fundo, é mais uma aplicação da Lei de Pareto (também conhecido como
princípio 80-20) ou da Power-Law (lei conhecida de engenheiros). Cerca de 80%
do conteúdo relevante e capaz de agregar valor é feito por 20% das pessoas.
Descobrir quem faz o que para que este networking de conhecimento tenha vida é
essencial para o sucesso da estratégia.
As redes sociais organizacionais são a oficialização da troca de ideias no hall
do cafezinho e da "rádio-peão". Tudo com um objetivo de engrandecer o capital
social da companhia e monitorar o ganho de valor (ou perda, já que os
funcionários são os primeiros a detectar algo errado em empresas, produtos ou
processos).
Especialistas são enfáticos ao apontar o uso das redes sociais em processos
internos como algo mais primordial do que o atual uso em estratégias do
marketing com o consumidor. Qualquer comunicação para fora se torna
extremamente contraditória se não tem respaldo do público interno. "Uma marca
deve ser valorizada dentro da empresa antes de virar propaganda para fora",
ensina o antropólogo organizacional e sócio fundador da consultoria Tree
Branding, Ignacio García.
O insumo e a cultura que uma companhia precisa para iniciar uma interatividade
para troca de conhecimento já existe de alguma forma em meio a banco de dados e
interações comuns à rotina corporativa. Geralmente, os funcionários mais
dispostos a ajudar também são conhecidos, até recebem o rótulo de proativos.
Falta apenas oficializar tudo isso em torno de uma estratégia e dar ferramentas
para que a colaboração cresça e traga resultados.
Essa é a parte da TI nisso tudo. É o departamento de tecnologia e o CIO que vão
cuidar dessa plataforma tecnológica para troca de idéias. A área de tecnologia
também é considerada o melhor lugar para começar um piloto de redes sociais
internas, devido à capacidade dos funcionários de fazer esse tipo de troca de
idéias por meio digital. Eles estão acostumados a frequentar fóruns desde o
tempo dos CPDs. São também um grupo coeso e reunido em torno de interesses
comuns. Por isso, embora as demandas de se criar uma rede social interna possa
vir de outras áreas, é a TI que colocará a empresa no caminho dessa revolução.
Fonte:
http://www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=60504&utm_source=newsletter_20090901&utm_medium=email&utm_content=O%20papel%20da%20TI%20nas%20redes%20sociais%20corporativas&utm_campaign=ITWebDirect&__akacao=174485&__akcnt=ac0541fd&__akvkey=a29a
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