94% dos brasileiros não têm banda larga
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 15/11/209.
Autora: Tatiana de Mello Dias.
Adianta falar em inclusão digital sem conexão veloz? Governos de todo o 
mundo já discutem como universalizar o acesso rápido, mas o Brasil ainda 
engatinha nesta questão
Existe um Brasil que não consegue assistir a vídeos no YouTube. Que não tem 
perfil no Facebook, não acompanha a dinâmica do Twitter nem sonha em entrar 
no Google Wave. Entra no MSN, mas precisa de nove horas para fazer o 
download do programa - isso quando a conexão não cai. É o Brasil 
desconectado - ou 94,2% do nosso País.

O Banco Mundial já avisou: cada vez que as conexões rápidas aumentam em 10%, 
o PIB de um país cresce 1,3%. Estamos longe disso: hoje a internet banda 
larga no País chega a 5,8% da população.

O governo federal se prepara para lançar ainda neste mês o Plano Nacional de 
Banda Larga, que pretende levar internet rápida a quase 80% dos municípios 
brasileiros. O plano prevê a expansão do acesso com planos, segundo o 
ministro das Comunicações, Hélio Costa, de até R$ 9,90. A meta é expandir o 
acesso domiciliar - mas, segundo o coordenador dos projetos de inclusão 
digital do governo federal, Cezar Alvarez, "seria ingenuidade pensar em 
atingir o universo da população com conexões individuais". Para ele, é 
preciso investir também em acessos coletivos.

O plano está sendo discutido por um grupo de trabalho interministerial. O 
governo ainda não revelou se a rede de banda larga será administrada por uma 
empresa estatal, por exemplo, mas parte dessas dúvidas devem ser sanadas 
hoje. A Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência realiza hoje, em 
Brasília, um seminário internacional sobre o assunto com a participação dos 
ministros Hélio Costa e Paulo Bernardo (Planejamento), Ronaldo Sardenberg, 
presidente da Anatel, e outros especialistas internacionais. O Plano 
Nacional está na pauta. Segundo o coordenador do evento, Gabriel Laender, a 
definição do texto "já foi praticamente concluída". "Estamos num momento de 
revisão e articulação final", disse.

Não se sabe ainda qual é o conteúdo, mas as metas são ambiciosas. Augusto 
Gadelha, secretário de Política da Informática do Ministério da Ciência e 
Tecnologia, diz que em cinco anos a banda larga atingirá um "porcentual 
significativo de domicílios e todas as escolas urbanas e órgãos públicos do 
País". "Poderemos estar entre os dez países com maior penetração de banda 
larga do mundo".

Internet cada vez mais veloz

Uma pesquisa conjunta das universidades de Oxford, na Inglaterra, e Oviedo, 
na Espanha, mostrou que, neste ano, a velocidade média da banda larga 
aumentou 45% em comparação com o ano anterior. A Coreia do Sul, líder do 
ranking, tem 97% de suas residências conectadas - o que leva a uma mudança 
no perfil de consumo, com a mídia física sendo substituída por músicas, 
filmes e livros digitais. É o Japão, no entanto, o dono da web mais veloz, 
com conexão média de 60 Mbps.

A importância de 2009, no entanto, não está nos dados de web ultravelozes, 
mas na iniciativa de diversos países para que uma conexão 1 Mbps seja 
garantida, colocando a web no mesmo patamar de serviços básicos como água e 
eletricidade. Começou com o primeiro ministro inglês Gordon Brown, que 
anunciou um projeto para a expansão da banda larga para todos os ingleses. 
Depois, Finlândia e Itália foram mais longe e colocaram a banda larga como 
um "direito fundamental". E tudo indica que é apenas o começo. (Rafael 
Cabral)

O mundo e a internet rápida

. Melhor custo-benefício, o Japão tem 64% de suas casas com banda larga, com 
velocidade média de 60 Mbps, custando US$ 0,27 por 1 Mbps.

. 97% do povo coreana tem acesso à banda larga (média de 46 Mbps). O país é 
o líder de um ranking de conexões das universidades de Oxford e Oviedo.

. Melhor país da Europa em conexão, a Suécia tem penetração de 69%, custo 
médio de US$ 0,63 por cada 1 Mbps e velocidade média de 18 Mbps na conexão.

. Devido ao tamanho do território e ao controle sobre a população, a Suíça 
conseguiu conectar 90% de seus cidadãos com banda larga e é o segundo melhor 
país da Europa no ranking.

. A Finlândia, que aprovou uma lei que diz que uma conexão de 1 Mbps é 
"direito fundamental" de qualquer cidadão, tem 80% de penetração e média de 
22 Mbps.

. Apesar de também ter um projeto para a universalização da banda larga, a 
situação da Itália não é tão boa: 50% de casas conectadas, com média de 4 
Mbps.

. Nos EUA, a média de velocidade é de 4,8 Mbps e a média de preço por 1 Mbps 
é de US$ 3,33. Cerca de 80% das residências têm acesso à banda larga.

. A velocidade média de conexão por banda larga na França é de 17,6 Mbps. 
Paga-se US$ 1,64 por cada 1 Mbps e cerca de 70% das casas são atendidas pelo 
serviço de internet rápida.

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Prof. Murilo Bastos da Cunha, Ph. D.
Universidade de Brasília/Dept. Ciência da Informação e Documentação
Campus Universitário
Brasília, DF  70900-910 Brasil
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