Walter,

Na realidade no Ruby on Rails predomina justamente o contrário: você
aproveita recursos do SGBD na tua aplicação. Por exemplo, se a coluna
de uma tabela possui um valor default, o campo no aplicativo vem
preenchido com esse valor. Algumas restrições também são validadas
ainda na camada de visão, reduzindo a reescrita de código (no
aplicativo e no banco). Outra coisa: já usei diversas vezes consultas
em funções ou views e recebi como resultado objetos (instâncias de
classes), e pude aproveitá-las sem maiores dificuldades na programação
orientada a objetos. No Cedrus isso é usado bastante.

Abraço,

-- 
Rodrigo Hjort
http://icewall.org/~hjort


2006/11/30, Walter Cruz <[EMAIL PROTECTED]>:
> Agora, voltando a vaca quente...
>
> No artigo, é citado o Ruby On Rails.
>
> "Em sistemas pequenos, a centralização da inteligência da aplicação dentro
> de SGDBs é aceitável, porém com o aumento de aplicações Web e frameworks
> como o Ruby On Rails, esta não parece ser uma tendência de longo prazo."
>
> Esse é um ponto interessante. O Rails permite que você faça algumas coisas
> que não são possíveis em certos bancos  de forma mais fácil. O seu banco
> escolhido não tem integridade referencial (chave estrangeira), e não tem
> como fazer um delete cascade (não é o caso do PostgreSQL)? O Rails faz pra
> você. O seu banco é o Firebird, e você acha chato ter de criar uma trigger
> para fazer o auto-incremento?  Crie apenas o Generator, e o rails faz pra
> você. O seu banco é o PostgreSQL e você gostaria de usar consultas
> hierárquicas (ainda não disponíveis, previstas para o 8.3) ?  Siga as
> convenções, instale o plugin act_as_tree e seja feliz!
>
> Não estou exaltando o rails - mal uso ele. Mas ele propõe uma inversão de
> valores - ao invés de ter as coisas centralizadas no banco, você tem as
> coisas centralizadas no modelo da aplicação.  Observem que o banco passa do
> mínimo denominador comum,  já que o esforço foi feito uma camada acima.
>
> Mas digamos que daqui a dois anos descubramos que o rails foi uma grande
> ilusão, demos todos com os burros n'água. Precisamos migrar a aplicação para
> outra linguagem. Acho que teremos uma grande dor de cabeça.
>
> O meu ponto é: o que é mais fácil de ser trocado? O banco ou a linguagem? Se
> for o primeiro, concentremos nossos esforços na linguagem. Se for o segundo,
> no banco.
>
> É só uma pequena opnião. Comentários e críticas são bem vindos.
>
> []'s
> - Walter
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