Otavio, muito interessante a mat�ria sobre a utiliza��o do b�falo para a preserva��o ambiental. Fidencio Maciel
Em (10:59:31), [email protected] escreveu: >� comum que medidas "her�icas" adotadas diante de certos extremismos acabem >sendo elas pr�prias medidas extremas em sentido inverso e apenas ap�s muito >tempo um certo equilibrio menos apaixonado e mais racional acaba se impondo, >buscando uma convivencia mais harmonica entre tais extremos. Assim ocorreu >por exemplo nas rela��es de trabalho, passando-se de uma rela��o quase de >escravagismo para um controle total sobre qualquer aspectos desta rela��o >pela "Lei", ou mesmo nas rela��es de consumo em que um dos lados � >legalmente um vil�o at� prova em contr�rio. Mais recentemente, em que a >preocupa��o sobre a conserva��o ambiental se amplia nota-se uma tendencia >muito grande na radicaliza��o de id�ias criando-se por vezes conflitos por >vezes artificiais entre produ��o e conserva��o (antes, preserva��o), nos >confusos e incompletos regulamentos sobre a interven��o no meio ambiente, >com a cria��o de conceitos ainda pouco claros e universais tais como a >"sustentabilidade" que parece ter um sem n�mero de defini��es. Parece >crescer a id�ia em grupos muito bem organizados e influentes de que qualquer >interven��o humana sobre o ambiente � delet�ria e que sistemas de produ��o >em escala s�o totalmente incompat�veis com a vida e sustenta��o da >humanidade e assim, toda a��o deveria ser feita na dire��o de restaurar o >ambiente a seu estado primitivo, populando-o com as chamadas esp�cies >nativas e, preferencialmente, dali retirando o homem. Nesta �poca de >"acomoda��es de id�ias", creio ser de importancia que se busquem os pontos >da mesma forma que os contrapontos, sem o que, sairemos do campo da >discuss�o para o campo unicamente da f�, o que certamente pouco contribui >para a evolu��o. > >Acompanhamos a ocorrencia da autoriza��o do IBAMA para a "ca�a" de b�falos >abandonados pelo governo no Vale do Guapor� muitos anos atr�s e que, por sua >melhor adapta��o ao ambiente e falta de explora��o econ�mica, passaram a se >multiplicar e a competir com esp�cies nativas na busca de alimentos, em >detrimento destas �ltimas. Tivemos a ofeta de criadores do Par� de tentar a >domestica��o e transfer�ncia de parte destes animais para outras regi�es >onde poderiam ser base de sustenta��o de atividades economicamente >relevantes. Confesso que n�o sei qual foi o desfecho. Uma coisa por�m � >certa, o "estrago" na imagem da esp�cie que apareceu como uma "predadora" e >inimiga do meio ambiente foi feito, e com grande publicidade. As >contesta��es em pouco apelo de m�dia, e seu eco foi pouco difundido. > >Outro, � o caso da atua��o da ONG denominada SPVS que, financiada por >empresas petrol�fera, automobilistica e de energia americanas, entre outras, >tem literalmente "comprado" fazendas no litoral do Paran�, algumas com >cria��o de b�falos, uma atividade que vinha sendo incentivada pelo governo >daquele Estado que entendia ser aquela uma op��o para o desenvolvimento >economico e social daquela regi�o, e que tem sido desativadas e os animais >sacrificados sumariamente (a despeito que poderiam ser transferidos para >outras regi�es, haja visto haver demanda para tanto), e buscam regenerar a >mata a seu estado natural. H� alguns programas paralelos visando "readaptar" >a popula��o local para que viva de maneira "sustent�vel" (para a natureza >original, n�o sei se para a popula��o que sempre ali viveu e condi��es >prec�rias) atrav�s de uma atividade extrativista florestal, mas sem >depred�-la como antes fazia com o palmito e a lenha. A contrapartida dos >financiadores ser� logicamente os tais "cr�ditos de carbono" gerados que >lhes permitir� continuar poluindo o planeta e sendo indiretamente >propriet�rios de florestas brasileiras com direito a premios internacionais >de benem�ritos do meio ambiente. > >Situa��es an�logas tem sido vistas no Amap�, no Maranh�o e na Amaz�nia, que, >direta ou indiretamente vem arranhando a imagem da bubalinocultura enquanto >atividade sustent�vel ambientalmente. Ora que a esp�cie � ex�tica no pa�s, >n�o se discute. Ali�s, o maior mam�fero "nativo" � a anta, que significa >que bovinos, muares, equinos etc. s�o todos ex�ticos. Da mesma forma o caf�, >a soja, centenas de variedades de frutas e culturas tamb�m o s�o, o que >absolutamente n�o significa que s�o incompat�veis com a natureza. Sua forma >de explora��o, esta sim, � que ir� defini-la. > >Diante de um quadro como este, me parece bastante oportuno apresentar uma >experiencia realizada em Israel (no site: >http://www.migal.org.il/lifeabs.html) sobre o projeto denominado PROJECT No: >LIFE TCY/97/1L/O38 - Restoration and Conservation of Fauna and Flora in the >Re-Flooded Hula Wetland in Northern Israel. Naquele pa�s havia uma v�rzea >(Hula Valley) que foi drenada para uso em agricultura e erradica��o da >mal�ria. Apesar de bastante f�rtil, seu uso intensivo acabou por promover >uma deteriora��o do solo e comprometimento das �gua do lago Kinneret, >principal fonte de abastecimento de �gua de Israel), o que resultou em 1994 >na implementa��o de um projeto de recupera��o da v�rzea ao seu estado >natural. Dentre outras a��es, forma reintroduzidos na �rea cervos, aves, >esp�cies vegetais (algumas n�o nativas). Chama a aten��o a observa��o de >que, para controle de plantas invasoras, forma introduzidos b�falos na �rea >(0,22 a 0,33 por hectare) que induziram um vigoroso "stand" de pastagens, >mostrando-se bastante �teis na conserva��o ambiental daquelas v�rzeas. > >Otavio > >[As partes desta mensagem que n�o continham texto foram removidas] > >___________________________________________________________________ >Lista de discussao sobre bubalinocultura: >Inscri��o: envie mensagem para [EMAIL PROTECTED] >(sem assunto nem nada no texto) >Para sair da lista: enviar mensagem para >[EMAIL PROTECTED] (sem assunto nem texto) >P�gina do grupo: http://br.groups.yahoo.com/group/bufalos > >Links do Yahoo! 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