Pessoal, conheço o sistema SIG da UFRN pois estamos implantando ele aqui na UFG. Na verdade, são vários sistemas de grande porte e que não são de licença livre, mas sim de código aberto para quem faz a parceria com eles. O sistemas foram desenvolvidos pela própria UFRN, através de um projeto de inovação tecnológica que demandou dezenas de milhares de horas de análise de requisitos, design, programação, teste e documentação. Hoje, os sistemas passam por contínuas atualizações diárias visando melhoria, ampliação e correção de falhas (quando detectadas).
É praticamente impossível implantar os sistemas SIG (feitos com foco inicial na UFRN) em outra instituição, sem gastar mais algumas milhares de horas de treinamento, parametrização e "customização" do mesmo. No entanto, esse processo é várias ordens de grandeza mais simples e econômico do que tentar redesenvolver o SIG do zero inhouse ou contratar uma empresa para oferecer algo similar (o que custaria dezenas milhões de reais e ainda deixaria uma bomba relógio na mão da instituição para manter tudo ou com dependência tecnológica do fornecedor). Então é economicamente viável fazer uma parceria com a UFRN para ter treinamento da equipe de TI sobre as regras de negócio e sobre a tecnologia dos sistemas e implantar o SIG (integral ou parcialmente, de acordo com a necessidade). Na parceria, a instituição interessada repassa recursos para a UFRN que os usa para prestar os serviços para a primeira e para reinvestir na melhoria do SIG. Os códigos fontes são cedidos para a instituição interessada, que pode modificá-los e implantá-los como desejar. Também é montando na UFRN um repositório de software especifico para a instituição, como um branch da estrutura dos sistemas principais, o que permite obter da UFRN novas atualizações feitas no ramo raiz e vice-versa durante o período do convênio. No entanto, o mais interessante é que a parceria gera um canal de comunicação de mão dupla que reforça o desenvolvimento contínuo do SIG. Para alguns órgãos públicos envolvidos no processo, isso inclusive evoluiu para uma rede de cooperação, na qual as instituições interessadas priorizam em conjunto o que gostariam que fosse desenvolvido ou ampliado no SIG pela UFRN. Em outras situações, o fato de estarem utilizando uma plataforma única de sistemas de informação tem permitido agora que as instituições parceiras desenvolvam novos módulos para o SIG e troquem diretamente informações e códigos entre si. Esse modelo, contudo, até alguns anos, previa que a instituição interessada tivesse uma equipe de TI forte (com uma quantidade mínima de funcionários e bons conhecimentos em programação para Web com Java) e com tempo disponível para absorver os conhecimentos e os sistemas e implantar os mesmos. Percebendo que esse não era o caso de várias instituições interessadas, foi que alguns ex-membros do projeto inicial de desenvolvimento do SIG visualizaram um nicho de negócio e incubaram uma empresa para prestar os serviços de customização, manutenção e apoio à implantação dos sistemas. Então, quem não tem nem mesmo pessoal de TI suficiente ou capacitado para implantar o SIG pode optar por contratar esse tipo de serviço. Hoje mais de uma empresa está habilita a prestar tais serviços. Bom, é isso. Espero que eu tenha esclarecido um pouco. Abraços Hugo ---- Professor Associado Instituto de Informática - UFG Web: http://www.inf.ufg.br/~hadn Email: [email protected] Fone: +55 62 3521-1181 Voip RNP: 1131-2384 (Central: +55 62 3501-9203) Em 27 de março de 2015 13:28, Vinícius Alves Hax <[email protected]> escreveu: > Oi Nelson, recebo a sua mensagem com preocupação visto que atualmente > estamos em implantação do SUAP, também do IFRN. > > Vou usar a sua mensagem para gerar uma discussão interna na > instituição. Mas acho importante essa discussão também a nível > nacional. > > Inclusive eu sempre me perguntei e sempre que possível levantei o > questionamento: os softwares desenvolvidos por servidores públicos > (pagos portanto com dinheiro dos contribuintes) não deveriam ser > também, via de regra, públicos e livres? > > Quantos sistemas equivalentes não estão sendo desenvolvidos Brasil > afora gerando claro desperdício de recursos? Hoje em dia com banda > larga e ferramentas como git não existem mais impedimentos > tecnológicos para que isso aconteça. > > Abraços. > > Vinícius Alves Hax > Analista de TI > DTI/Reitoria/IFSul > > > > 2015-03-27 12:00 GMT-03:00 < > [email protected]>: > > Send Cisl-comunidade mailing list submissions to > > [email protected] > > > > To subscribe or unsubscribe via the World Wide Web, visit > > > http://listas.softwarelivre.org/cgi-bin/mailman/listinfo/cisl-comunidade > > > > or, via email, send a message with subject or body 'help' to > > [email protected] > > > > You can reach the person managing the list at > > [email protected] > > > > When replying, please edit your Subject line so it is more specific > > than "Re: Contents of Cisl-comunidade digest..." > > > > > > Tópicos de Hoje: > > > > 1. ufrn + sigaa + sucupira (Nelson Pretto) > > > > > > ---------------------------------------------------------------------- > > > > Message: 1 > > Date: Thu, 26 Mar 2015 21:22:20 -0300 > > From: Nelson Pretto <[email protected]> > > To: CISL - Comunidade Sof Livre > > <[email protected]> > > Subject: [Cisl-comunidade] ufrn + sigaa + sucupira > > Message-ID: > > <CAH-Z9Vm4Jh= > [email protected]> > > Content-Type: text/plain; charset="utf-8" > > > > Meus caros e minhas caras, > > > > tenho já um tempo que quero trazer para esta lista uma questão que > > considero da maior importância e nunca consegui tempo para o relato > inicial. > > Agora vai, desculpem ser meio longo: > > > > Tenho conversado com algumas pessoas que não compreendem o que foi feito > > com o SIGAA (sistema de gestão acadêmica que é usado em muitas > > universidades e que, pelo que tenho noticias, é muito criticado tb). Ele > > foi desenvolvido pela UFRN e depois foi "privatizado"... > > vejam: > > "UFRN privatiza difusão do SIGAA" (?) > > http://listas.ufrn.br/pipermail/ciranda/2013-April/026435.html > > > > Terminei sabendo que na verdade isso foi um processo de incubação de uma > > empresa na UFRN em um Núcleo que parece se chamar INOVA (já visitei o > > prédio deles durante um evento em Natal no ano passado) > > > > Estava invocado com a situação e *futuquei* a internet e terminei achando > > este video que mais me preocupou > > https://www.youtube.com/watch?v=thWPkRcR3VU > > > > Voltando de um evento em Natal (ano passado), encontrei uma assessora de > > nossa universidade (UFBA) no voo que me conta estar em um reunião com > > vários órgãos do Governo (Min Justiça, Policia Federal, Planejamento, não > > lembro mais) que estavam em Natal reunidos para fazer uma ação de uso em > > toda a administração federal dos sistemas desenvolvidos pela UFRN, como o > > SIGAA. > > > > Depois, veio a Plataforma Sucupira (CAPES), desenvolvida pela mesma UFRN. > > Fiquei curioso e queria saber por quem. O site da Sucupira e da CAPES não > > informam nada, não tem informação nenhuma sobre isso (quem faz, quanto > > custa, que tipo de convenio foi feito, se é software livre, se o código > > está liberado, se está no portal Soft Público, nada!) > > > > Fiquei encucado com o caso e fiz a consulta no Portal da Transparência, > > pedindo explicações à CAPES. > > Redigi mal a minha consulta para eles, que me responderem assim, de forma > > nada clara (mas eu perguntei muito mal!): > > "Prezado Prof. Nelson, > > > > O desenvolvimento e a implantação da Plataforma Sucupira ocorreu por meio > > de cooperação entre a Capes e a Universidade Federal do Rio Grande do > Norte > > - UFRN. > > > > O prazo para interposição de recurso a esta resposta é de 10 dias. > > > > Atenciosamente, > > SIC/Capes" > > . > > Ou seja, não me disseram o que eu queria saber. > > > > Enfim, coloco aqui na lista para saber se vcs acompanham isso, como é > esse > > negócio de uma universidade "privatizar" um produto seu, sair vendo ele > > (dizem que por um fortuna) para outras universidades públicas (e > Institutos > > Federais tb). > > > > Se a plataforma sucupira é desenvolvida em software livre, se o código > está > > disponível etc e tal. > > > > Enfim... alguém sabe de algo? > > > > > > > > > > > > > > abs > > Nelson Pretto > > Secretário Regional da SBPC.Bahia > > Editor da *Revista entreideias: educação, cultura e sociedade* > > www.revistaentreideias.ufba.br > > ==================================================== > > Fone UFBA: +55 71 32837205 skype: nlpretto | Fone Celular: +55 71 8779 > 1906 > > (Tim) > > www.pretto.info > identi.ca e > > twitter: @nelsonpretto > > ==================================================== > > -------------- Próxima Parte ---------- > > Um anexo em HTML foi limpo... > > URL: < > http://listas.softwarelivre.org/pipermail/cisl-comunidade/attachments/20150326/4e7fdc12/attachment-0001.html > > > > > > ------------------------------ > > > > _______________________________________________ > > > > > > Portal do CISL: www.softwarelivre.gov.br > > > > _______________________________________________ > > Cisl-comunidade mailing list > > [email protected] > > http://listas.softwarelivre.org/cgi-bin/mailman/listinfo/cisl-comunidade > > > > > > Fim da Digest Cisl-comunidade, volume 33, assunto 14 > > **************************************************** > _______________________________________________ > > > Portal do CISL: www.softwarelivre.gov.br > _______________________________________________ > Cisl-comunidade mailing list > [email protected] > http://listas.softwarelivre.org/cgi-bin/mailman/listinfo/cisl-comunidade >
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