> -----Mensagem original-----
> De: Marcel Bonnet
> Enviada em: sexta-feira, 30 de setembro de 2016 09:52
> Para: '[email protected]'
> Assunto: Software Público, situação da IN MPOG nº 8/2016
> 
> Bom dia.
> 
> Acabei de ingressar na lista. Alguém teria informações sobre o futuro da IN
> 8/16 [1] ? Essa proposta mais flexível de oferta de software é muito
> interessante, mas não tive mais informações a respeito. Achava que seria
> aprovada ainda no primeiro semestre... será que desandou? Ou essa latência
> já era esperada em razão do rito do processo administrativo?
> 
> [1] http://www.participa.br/softwarepublico/minuta-da-instrucao-
> normativa-do-software-publico-software-de-governo-e-projeto-de-
> software/minuta-da-instrucao-normativa-do-software-publico-brasileiro-e-
> de-governo/minuta-da-instrucao-normativa
> 
> Obrigado,
> 
> Marcel Bonnet
> Agência Nacional de Telecomunicações no Paraná 

Estou respondendo minha thread para ter certeza de que alguém tem ou não alguma 
informação a respeito da pergunta.

Também aproveito para compartilhar o link abaixo [1] , pois acho que tem total 
relevância com a esperada melhoria do processo de oferta de software público e 
com meu Temor de que a IN para a qual contribuímos em março/2016 não saia nunca 
do papel.

[1] 
http://sis-publique.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from_info_index=21&infoid=43547&sid=15

[off-topic on] o porquê do meu interesse na evolução da oferta de software 
público

Aqui na Anatel temos um sistema usado pela superintendência de fiscalização, o 
RADAR. Ele foi implantado em 2004, licitada a empresa que o programou antes da 
IN 04/2010, o que evidencia a causa para a evolução e manutenção trágica desses 
sistema ao longo dos anos. O que circula internamente é: não existia 
documentação, se existia algo era fraca. Troca constante de mão de obra seja 
pelas ofertas do mercado ou seja pelas licitações que a Lei nos obriga a fazer 
ao vencer os contratos. Ontem, por acaso, consegui convencer um Analista que 
havia um script apagando imagens de documentos oficiais. Tento convencer alguém 
desde 2010 desse fato. Isso na posição de usuário do sistema, sem acesso aos 
fontes. Ainda quero crer que arquivos dos últimos anos ainda existem 
preservados em algum storage, mas houve uma indicação contrária... alguém , por 
um motivo indeterminado e perdido no tempo deixou um script apagando dados de 
produção.

Ao que sei, aqui temos poucos Analistas "da casa". Os contratos legados e novos 
são muito volumosos, eu mesmo acho impossível uma equipe tão reduzida assumir 
tamanha zona e não deixar escapar problemas. 

Desde o ano passado tenho participado remotamente  em projetos de TI - uma 
baita evolução para um órgão público  . Encontrei fontes de WebService que não 
compilavam por exemplo, a empresa deu no pé e creio que levou o fonte com ela.

Tentei ajudar a entender, programar e por fim a levantar argumentos para 
enterrar a "solução web" do tipo "qualquer usuário pode arrastar a caixinha e 
fazer só umas modificações"  : o servidor não parava de pé com mais de 6 
usuários, a versão do fornecedor já era ultrapassada na Agência o que fazia 
nossa documentação ser ultrapassada (além de incompleta desde a entrega).... um 
desastre. Ouvi dizer que custou 11 milhões. Contratos não são garantia de 
cumprimento de coisa alguma. O fornecedor enrola, enseba, fatura e nós perdemos 
esforço, tempo e dinheiro.

Minha iniciativa aqui, junto com outro colega, é desenvolver nós mesmos a 
solução, já que compreendemos tanto o negócio, como de TI. E entregar o produto 
pelo portal apenas para dar mais publicidade e formalidade no processo. Mas eu 
vejo que isso não basta: não é incomum órgãos públicos adquirirem soluções de 
TI com justificativas manifestamente contrárias às práticas de Governança 
Eletrônica, à IN 04 ... por aqui já ouvi falar que tem outro software que 
promete ser configurado "com arrasatar de caixinhas e poucas modificações", um 
tal de Archer ... se alguém tiver um desses funcionando, por favor me mostre e 
me indique um usuário do nível operacional que me prove que está feliz com a 
"solução", e um usuário que consiga arrastar e configurar o monstrinho sem 
pagar um centavo para ninguém, sem perde mais tempo arrastando caixinhas do que 
trabalhando. Até hoje só vi os cheques, não vi sair um desses do papel em lugar 
nenhum.


Marcel Bonnet
Agência Nacional de Telecomunicações no Paraná
Analista de Sistemas / Técnico em Telecomunicações


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