Caro Paulo,
Vamos aqui tratar das obje��es:
>Um Deus que se revela aos seus potenciais adoradores
>, que s�o de sua pr�pia cria��o indicam dois
>caminhos:
>
>A - se for onipotente revela caprichos humanos. Isto
>porque ao criar o universo pode estabelecer leis que
>levem suas criaturas ao fim que ele deseja, sem
>necessidade de revela��o
Se voc� levar em conta a liberdade e o amor de
Deus sua obje��o n�o tem mais valor. Como o homem �
livre, as coisas n�o podem ser feitas por leis, usadas
em coisas inanimadas e em seres n�o dotados de raz�o.
Da mesma forma, como Deus nos ama e nos respeita, n�o
impor� nada. Da� a necessidade de uma revela��o do
jeito que foi feita.
>B- necessitando se revelar e confirmar atrav�s de
>milagres, isto para que suas criaturas sigam o
>caminho p�r ele desejado deixa de ser onipotente,
>pois nao pode definir as leis do universo. Neste caso
>parece estar promovendo um processo de sele��o,
>propiciando meios para as criaturas atinjam os fins
>p�r ela desejado. Premiando assim as que seguem e
>descartando as que n�o atingem a sua expectativa.
>Nesta caso o inferno � valido( descarte).
Primeiro, � importante notar que se os milagres s�o
claramente sobrenaturais, n�o s�o nada muito gritante,
do tipo uma voz ouvida por todo o mundo ou a lua
explodindo: isso imporia a revela��o e inspiraria mais
temor e obedi�ncia do que amor. Os milagres s�o claras
confirma��es mas n�o � nada imposto pois � um pouco
mais sutil. Quem n�o quiser acreditar, simplesmente
n�o acredita. � o que Pascal falou: Deus nos deu
ind�cios suficientes de sua exist�ncia para aqueles
abertos para isso mas n�o tantos para impor para os
que n�o querem acreditar. Confirmo as palavras de
Pascal com a minha experi�ncia. Outra coisa: essa sua
vis�o de inferno est� totalmente errada (apesar de ser
usada por algumas pessoas infelizmente): o inferno n�o
� capricho de Deus: � consequ�ncia de nossa liberdade.
Deus n�o nos pune com o inferno, escolhemos ele...
acho que j� falei isso.
>e ainda como ficam os que nunca ouviram falar em
>cristianismo?
Podem ser salvos tamb�m.
> Vc n�o conseguiu demonstrar que o Deus crist�o n�o �
>antropom�rfico. Poderia ser mais claro? No momento
>n�o disponho de tempo para ler os livros
recomendados.
Acho que sim, talvez voc� n�o tenha prestado
aten��o. Vou repetir: o Deus crist�o n�o � esse Deus
caprichoso e vingativo, sedento de adoradores e
puchadores de saco que voc� e muitas pessos (inclusive
crist�os) acham: Deus, e isso todos os m�sticos, a
B�blia em seus momentos mais inspirados e
principalmente Jesus enfatizam � totalmente
transcendente, fonte de tudo e sobretudo Amor, um amor
perfeito e transcendente.
>Temos um ponto interessante : O Deus crist�o �
>externo a sua cria��o.
� nisso que a vis�o te�sta (dos judeus,
mu�ulmanos, crist�o e outros, como os siks e algumas
religi�es hindus) difere da vis�o pante�sta.
> De qualquer maneira a religi�o aqui parece uma fuga
>de uma outra realidade transcendente.
Para uma outra realidade transcendente? N�o, � um
caminho para ela. Outra coisa, a religi�o, bem vivida
n�o � uma fuga da realidade. � uma viv�ncia bem maior
dessa o que nem sempre � f�cil.
>"se concordo e sigo todos os preceitos de Deus , ele
>de mim cuidar� , me acolher�, e me tornar� perfeito
>na eternidade,sem necessidade de maior esfor�o de
>minha parte"Neste caso realmente temos um milagre.
>Volto aqui aos ratos de laborat�rio.
Pelo contr�rio. Deus respeita nossa liberdade e
n�o basta concordar com os preceitos de Deus, �
preciso viv�-los, o que nem sempre � f�cil. �
importante se abrir para a gra�a de Deus, o que n�o
tem nada a ver com ratos de laborat�rios: � algo que
nos transcende e nos realiza, nos expande. � o nosso
novo nascimento, o que n�o tem nada a ver com
condicionamento. Outra coisa que vou lembrar de novo:
esses preceitos de Deus n�o s�o nenhum capricho e nem
uma falta de liberdade: s�o conselhos para que
possamos viver bem e ser realmente livres.
> Todas as defini��es sempre saem do c�rebro de
>algu�m, estando presentes toda a sua educa��o ,
>preconceitos e cren�as.
>P�r tudo que li at� agora nessa discuss�o, a
>defini��o de milagre como algo divino � um ato de f�
>de quem o defende.
Muito bem colocado e � importante enxergar
amplamente. Supor a priori que s� existem milagres em
um determinado ambiente � t�o ato de f� quanto supor a
priori que tudo � natural. Simplesmente n�o podemos
adivinhar, temos que estudar os fatos. E o estudo dos
fatos nos levou a conclus�o de que certos fen�menos s�
acontecem em ambiente cat�lico: existe uma for�a que
s� age em ambiente cat�lico. Usando o bom senso e
analisando bem os fatos, do jeito que aconteceram,
deduzimos que essa for�a vem de Deus.
>O milagre com certeza faz parte das leis da natureza.
>Temos apenas que aprender como desencadeia-lo. Com
>certeza n�o sera superior, contrario ou a margem da
>natureza.
N�o ser� isso um ato de f�?
At� mais,
Bernardo
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