----- Original Message -----
From: geraldo santos <[EMAIL PROTECTED]>
To: <[EMAIL PROTECTED]>
Sent: Saturday, March 25, 2000 6:39 PM
Subject: [CLAP-PT.] Re:


> Caro Paulo,
>      Vamos aqui tratar das obje��es:
> >Um Deus que se revela aos seus potenciais adoradores
> >, que s�o de sua pr�pia cria��o indicam  dois
> >caminhos:
> >
> >A - se for onipotente revela caprichos humanos. Isto
> >porque ao criar o universo pode estabelecer leis que
> >levem suas criaturas ao fim que ele deseja, sem
> >necessidade de revela��o
>     Se voc� levar em conta a liberdade e o amor de
> Deus sua obje��o n�o tem mais valor.
     Novamente voltamos a falar de um Deus antropomorfico
>Como o homem �
> livre, as coisas n�o podem ser feitas por leis, usadas
> em coisas inanimadas e em seres n�o dotados de raz�o.
> Da mesma forma, como Deus nos ama e nos respeita, n�o
> impor� nada. Da� a necessidade de uma revela��o do
> jeito que foi feita.
> >B- necessitando se revelar e confirmar atrav�s de
> >milagres, isto para que suas criaturas sigam o
> >caminho p�r ele desejado deixa de ser onipotente,
> >pois nao pode definir as leis do universo. Neste caso
> >parece estar promovendo um processo de sele��o,
> >propiciando meios para as criaturas atinjam os fins
> >p�r ela desejado. Premiando assim as que seguem e
> >descartando as que n�o atingem a sua expectativa.
> >Nesta caso o inferno � valido( descarte).
>    Primeiro, � importante notar que se os milagres s�o
> claramente sobrenaturais, n�o s�o nada muito gritante,
> do tipo uma voz ouvida por todo o mundo ou a lua
> explodindo: isso imporia a revela��o e inspiraria mais
> temor e obedi�ncia do que amor. Os milagres s�o claras
> confirma��es mas n�o � nada imposto pois � um pouco
> mais sutil. Quem n�o quiser acreditar, simplesmente
> n�o acredita. � o que Pascal falou: Deus nos deu
> ind�cios suficientes de sua exist�ncia para aqueles
> abertos para isso mas n�o tantos para impor para os
> que n�o querem acreditar. Confirmo as palavras de
> Pascal com a minha experi�ncia. Outra coisa: essa sua
> vis�o de inferno est� totalmente errada (apesar de ser
> usada por algumas pessoas infelizmente): o inferno n�o
> � capricho de Deus: � consequ�ncia de nossa liberdade.
> Deus n�o nos pune com o inferno, escolhemos ele...
> acho que j� falei isso.

 Como vc colocou � um capricho

 Novamente fica claro que quem n�o escolhe o caminho de DEus � levado ao
inferno.

  Nesse caso n�o nos d� op��o : ou seguimos o que manda ou castiga . Que
tipo de amor � esse?


> >e ainda como ficam os que nunca ouviram falar em
> >cristianismo?
>    Podem ser salvos tamb�m.
>
> > Vc n�o conseguiu demonstrar que o Deus crist�o n�o �
> >antropom�rfico. Poderia ser mais claro? No momento
> >n�o disponho de tempo para ler os livros
> recomendados.
>      Acho que sim, talvez voc� n�o tenha prestado
> aten��o. Vou repetir: o Deus crist�o n�o � esse Deus
> caprichoso e vingativo, sedento de adoradores e
> puchadores de saco que voc� e muitas pessos (inclusive
> crist�os) acham: Deus, e isso todos os m�sticos, a
> B�blia em seus momentos mais inspirados e
> principalmente Jesus enfatizam � totalmente
> transcendente, fonte de tudo e sobretudo Amor, um amor
> perfeito e transcendente.

 A todo momento colocam que seu Deus � capaz  de caprichos humanos. Continua
sem consequir demonstrar.
>
> >Temos um ponto interessante : O Deus crist�o �
> >externo a sua cria��o.
>     � nisso que a vis�o te�sta (dos judeus,
> mu�ulmanos, crist�o e outros, como os siks e algumas
> religi�es hindus) difere da vis�o pante�sta.
>
> > De qualquer maneira a religi�o aqui parece uma fuga
> >de uma outra realidade transcendente.
>      Para uma outra realidade transcendente? N�o, � um
> caminho para ela. Outra coisa, a religi�o, bem vivida
> n�o � uma fuga da realidade. � uma viv�ncia bem maior
> dessa o que nem sempre � f�cil.
> >"se concordo e sigo todos os preceitos de Deus , ele
> >de mim cuidar� , me acolher�, e me tornar� perfeito
> >na eternidade,sem necessidade de maior esfor�o de
> >minha parte"Neste caso realmente temos um milagre.
> >Volto aqui aos ratos de laborat�rio.
>     Pelo contr�rio. Deus respeita nossa liberdade e
> n�o basta concordar com os preceitos de Deus, �
> preciso viv�-los, o que nem sempre � f�cil. �
> importante se abrir para a gra�a de Deus, o que n�o
> tem nada a ver com ratos de laborat�rios: � algo que
> nos transcende e nos realiza, nos expande. � o nosso
> novo nascimento, o que n�o tem nada a ver com
> condicionamento.


  Talvez vc n�o veja, mas � condicinamento

 Outra coisa que vou lembrar de novo:
> esses preceitos de Deus n�o s�o nenhum capricho e nem
> uma falta de liberdade: s�o conselhos para que
> possamos viver bem e ser realmente livres.


  Se n�o seguimos os conselhos nos resta o inferno. aonde est� a liberdade?
Ou segue ou � castigado.


> > Todas as defini��es sempre saem do c�rebro de
> >algu�m, estando presentes toda a sua educa��o ,
> >preconceitos e cren�as.
> >P�r tudo que li at� agora nessa discuss�o, a
> >defini��o de milagre como algo divino � um ato de f�
> >de quem o defende.
>       Muito bem colocado e � importante enxergar
> amplamente. Supor a priori que s� existem milagres em
> um determinado ambiente � t�o ato de f� quanto supor a
> priori que tudo � natural. Simplesmente n�o podemos
> adivinhar, temos que estudar os fatos. E o estudo dos
> fatos nos levou a conclus�o de que certos fen�menos s�
> acontecem em ambiente cat�lico: existe uma for�a que
> s� age em ambiente cat�lico. Usando o bom senso e
> analisando bem os fatos, do jeito que aconteceram,
> deduzimos que essa for�a vem de Deus.



  Ainda n�o me responderam como foi feito esse estudo e qual metodologia
usada.


> >O milagre com certeza faz parte das leis da natureza.
> >Temos apenas que aprender como desencadeia-lo. Com
> >certeza n�o sera superior, contrario ou a margem da
> >natureza.
>      N�o ser� isso um ato de f�?

� um ato de f� , mas n�o limitado por dogmas


>
>     At� mais,
>          Bernardo
>
>
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