Fernando e demais Amigos da Lista Clap,
Meu provedor aqui em Curitiba foi v�tima de um ataque cibern�tico, ficando
ele pr�prio e todos n�s fora do ar durante todo este tempo. Este � o motivo
da minha aus�ncia. Ele ainda n�o est� todo regularizado. De sorte que um
novo desaparecimento meu seguramente ser� por este motivo.
Ao mesmo tempo informo que o meu site, inaugurado h� poucos dias implodiu
junto com ele e ainda n�o voltou ao ar (http://www.noergologia.com.br).
Informarei assim que isto ocorrer.
A presente mensagem est� vindo com caracteres estranhos. Se puder remeta-a
novamente para ver se o erro persiste.
Um grande abra�o,
Bettoni
> Essa é a Explicação Tradicional — Santo Agostinho, oito
>séculos antes que S. Tomás, recolhe dos Santos Padres e primeiros
>escritores cristãos o verdadeiro conceito de milagre: seria absurdo
>afirmar que Deus agiria contra a natureza. Como afirma o santo, só o
>preconceito dos ímpios, a falta de inteligência dos débeis, e —
>acrescento — a ingenuidade dos teólogos modernistas saem dos trilhos:
>"Para a lei soberana da natureza, elevada por cima da inteligência dos
>ímpios e dos débeis, Deus não pode agir contra ela pois seria agir
>contra Si mesmo". E em outro lugar: Os milagres "dizemos que S. contra a
>natureza, mas não S.. Com efeito, como poderia ser contra a natureza o que
>é feito por vontade de Deus? (…) Portanto, o prodígio é feito não
>contra a natureza, senão contra aquilo que é conhecido na natureza"51.
>Reta Explicação — As últimas palavras da frase original de Santo
>Agostinho ("contra quam est nota natura") S. de construção difícil e
>mesmo ambígua em latim, e ainda de muito mais difícil tradução
>literal. E muito freqüentemente foi mal interpretada e, portanto,
>indevidamente citada pelos racionalistas e modernistas. Por todo o
>contexto refere-se na realidade a Outra Força, sobrenatural, agindo por
>cima e fora das leis da natureza: supranormal. E assim o explica Santo
>Agostinho em numerosas outras passagens. Por exemplo: "Quando Deus faz
>qualquer coisa fora do curso conhecido e habitual da natureza, chamam-se
>coisas grandiosas ou admiráveis", isto é, milagres52. E, como prevendo
>as tergiversações dos racionalistas e modernistas, no mesmo sentido
>traduz e glosa até insistentemente aquela frase, completa, nada menos que
>o insuperável Bento XIV: De acordo com "Santo Agostinho (…), pelo
>costume humano se diz que é contra a natureza aquilo que é contra o
>usual da natureza conhecido pelos mortais (…) Disse que é contra a
>natureza aquilo que é contra o costume da natureza, como o compreende o
>conhecimento humano, etc. Deus, porém, criador e conservador de todas as
>coisas naturais, nada faz contra a natureza (…) D‘Ele procede todo
>equilíbrio, medida e ordem da natureza, etc. Mas não sem sentido dizemos
>que Deus faz contra a natureza alguma coisa que faz contra o que
>conhecemos na natureza. Porque esta chamamos natureza: o curso conhecido
>por nós e habitual da natureza, quando Deus faz alguma coisa contra o
>qual, S. chamadas coisas grandiosas e admiráveis"53. Da mesma forma —
>como explica Bento XIV no mesmo lugar —, só para acomodar-se ao modo
>humano de falar é que S. Paulo diz que "contra a natureza estás
>enxertado em boa oliveira" (Rm 11,24). Após a pergunta "como poderia ser
>contra a natureza o que é feito pela vontade de Deus…?", pulei outras
>palavras de Santo Agostinho: "… sendo que a vontade do Criador soberano
>constitui a natureza de cada coisa criada". A frase, fora de contexto,
>oferece-se a ambigüidade. E claro está que os negadores do milagre,
>racionalistas e modernistas, a interpretaram mal: +++ Seguindo Hume,
>preconceituosamente uns, ingenuamente outros, consideraram que a frase do
>santo e sábio bispo de Hipona significava simplesmente uma afirmação do
>direito do divino Legislador de modificar (?), inclusive corrigir (!?) as
>leis que Ele mesmo estabeleceu. — Segundo estas interpretações erradas,
>a frase agostiniana ou ficaria inútil na polêmica por teoricamente
>evidente, ou então raiaria os limites da blasfêmia. Na realidade o
>sentido na mente e contexto de Santo Agostinho é completamente diferente.
>Equiparam-se o milagre e qualquer outro ato criador. Ambos S. da mesma
>ordem, ações imediatas do poder divino. Ora, a criação não poderia ir
>contra lei nenhuma, porque nada se opõe ao que não existe. Antes da
>criação da natureza e do estabelecimento da lei, não existe nem
>natureza nem lei. Da mesma maneira o milagre, para nós, parece vir depois
>da natureza e da lei; mas para Deus o milagre é um fenômeno imediato. O
>milagre está fora da natureza e da lei. Onde as coisas da natureza (ou
>causas segundas) não constituem ponto de partida, aí a lei e a natureza
>igualmente não têm nada a realizar. Portanto, a definição de Hume e
>seus seguidores como sendo o milagre uma transgresS. da lei por vontade de
>Aquele cuja vontade faz a lei, é uma idéia extravagante, sem sentido54.
>Confirmações — Partindo do ensinamento da Sagrada Escritura e da
>tradição judaica, um grande pensador judeu medieval, Saadia Gaon
>(882-942), coincide exatamente com a explicação transmitida por Santo
>Agostinho. Saadia muito inteligentemente prova que o milagre é uma
>irrupção excepcional de Deus na natureza. E insiste, também muito
>acertadamente, em que os milagres S. para justificar a veracidade da
>doutrina ensinada pelos profetas55. *** Lamentavelmente Saadia escorrega
>num aspecto periférico ou menos importante. Avicena (980-1037) e outros
>filósofos árabes cairão e confirmarão mais adiante um erro já
>insistentemente difundido entre os pensadores judeus e árabes no tempo de
>Saadia e muito antes, influídos por premissas neoplatônicas e estóicas:
>pensavam que os profetas bíblicos simplesmente tinham poderes próprios,
>humanos, com os quais adivinhavam e inclusive podiam transformar a
>natureza das coisas, e tais poderes seriam erradamente considerados
>milagres de Iahweh. Saadia, no anseio de refutar tão pernicioso erro, que
>acabaria com toda base racional da Revelação Bíblica, acerta ao afirmar
>que os milagres S. esporádicos. Mas escorrega ao pensar que por serem
>esporádicos já fica provado que não S. qualidades do profeta56. — Tudo
>em parapsicologia é para = à margem da psicologia, do comum. E não por
>isso deixam de ser naturais poderes (incontroláveis e inconscientes) do
>próprio homem. *** O perfeito conceito de milagre, de Saadia, como sendo
>uma intervenção direta de Deus foi exagerado e generalizado entre muitos
>judeus. E tal exagero ou generalização era e é comum e tradicional
>principalmente entre os muçulmanos asharitas. O universo, todo inteiro,
>seria governado, instante por instante, pela ação onipotente de Deus.
>Não haveria lei nenhuma da natureza. Tudo na natureza seria ação
>contínua e direta de Deus57. — Creio que esses pretendidos seguidores de
>Saadia, por não entender bem seu mestre, não souberam compreender a
>realidade. E certamente da mesma dificuldade surgiu o erro dos asharitas.
>É evidente o determinismo (relativo) da natureza, a natureza
>evidentemente tem suas leis. E eles não souberam conciliá-lo com a
>freqüente intervenção de outras forças da natureza, dos animais, dos
>homens e, com absoluto direito, de Deus!: determinismo relativo. E assim
>caíram num de dois extremos. 1) Afirmaram cegamente que nenhuma lei pode
>não chegar ao seu efeito: determinismo absoluto ou naturalismo absoluto.
>2) Ou então caíram no ocasionalismo absoluto ou indeterminismo absoluto:
>negam cegamente a natureza pelo mesmo que negam todas suas leis. Toda a
>segunda parte deste livro, ao analisarmos os grandes (?) argumentos (?) dos
> racionalistas, deixará claros estes temas. Mas naquela generalização,
>errada, podemos encontrar analogicamente um fundo de verdade. Todo e cada
>um dos acontecimentos do mundo físico seria idêntico ao que, fora do
>islamismo asharita e desse grupo de judeus, é chamado milagre. E tudo o
>que, fora dos asharitas e grupo judaico, é chamado milagre é idêntico a
>qualquer fenômeno da natureza. E nos dois aspectos não haveria
>violação de nenhuma lei, pois não haveria lei nenhuma, senão a vontade
>criadora e ordenadora em tudo e direta de Deus. Já na segunda parte do
>século XII, Maimônides, de seu nome hebraico Moshé ben Maimon
>(1138-1204), ao comentar a Mishnah (coleção e síntese das opiniões dos
>antigos rabinos, publicada no século III pelo patriarca R. Judah, "o
>santo"), levará de volta os pensadores e o povo judeus ao conceito de
>milagre que Saadia acertadamente defendeu58. E, também como Saadia,
>Maimônides defende que é o milagre que faz razoável aceitarmos a
>Revelação: "A Religião nos fez conhecer algo que somos incapazes de
>conceber, e o milagre testemunha o que acreditamos"59. S. o conceito e
>finalidade mais profundamente bíblicos, patrísticos, tradicionais, o
>mesmo conceito que umas páginas acima vimos exposto por Santo Agostinho e
>comentado por Bento XIV. Sem o exagero judaico e muçulmano, isso é o
>milagre. O milagre não nega a natureza. "O milagre está fora da natureza
>e da lei" (Santo Agostinho).
>[continua] -
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