M�dium � uma pessoa que se julga mediadora entre o "al�m" e o "aqu�m".
Segundo o espiritismo, � o contacto entre o mundo dos vivos e o mundo dos
mortos.
Os chamados m�diuns de incorpora��o, s�o pessoas que tem um condicionamento
ps�quico produzido pela hipnose. O homem sente como que uma necessidade de
vitalizar e robustecer a sua f�. Ora, n�o se tenta robustecer sen�o o que
est� fraco. No inconsciente dos buscadores do maravilhoso, existe na
realidade uma astenia de f�. E como reac��o angustiosa de defesa, atiram-se
aos bra�os de movimentos pseudo-religiosos, que consideram, � falta de
outros, como uma nova confirma��o da sua cren�a an�micapnose pode ser
induzida por outr�m: nos centros esp�ritas e terreiros dos cultos
afro-brasileiros, h� toda uma prepara��o psicol�gica para a pessoa se tornar
m�dium e esta prepara��o funciona depois como o signo-sinal da hipnose
induzida. Quer dizer, basta voltar �quele local, ou fazer aquele ritual -
que pode consistir numa ora��o, numa m�sica especial - e a pessoa de
imediato incorpora o esp�rito. Claro que n�o incorpora nada, � dominada pela
sua cren�a, pelo seu inconsciente.
Ent�o, a chamada mediunidade n�o � outra coisa sen�o a sugestionabilidade em
alto grau para a hipnose ou a letargia. Os que se cr�em m�diuns, chegam a
uma sugestionabilidade cada vez maior, isto �, em linguagem esp�rita, "os
esp�ritos baixam com cada vez mais facilidade".

O ser humano foi feito para funcionar conscientemente e n�o para se deixar
dominar pelo seu inconsciente. Ent�o, este tipo de pr�ticas leva a
dist�rbios ps�quicos e por vezes � loucura. Segundo opini�o de v�rios
m�dicos, o chamado m�dium, deve ser considerado como uma personalidade
anormal, predisposto a enfermidades mentais, ou j� portador de psicopatias
cr�nicas ou em evolu��o. Da mesma forma como os m�dicos desaconselham
formalmente o desenvolvimento da chamada mediunidade, os parapsic�logos
acad�micos previnem contra o desenvolvimento da faculdades parapsicol�gicas.
Porque comprometem o equil�brio do sistema nervoso e � um atentado contra a
sa�de ps�quica. No atendimento cl�nico ainda n�o tive a ventura de ver um
chamado m�dium que n�o fosse um nevropata.

E porque h� tanta gente que cr� nos alegados poderes dos m�diuns e os
consulta? Em pleno s�c. XX, �poca da Ci�ncia e do laborat�rio, h� como que
um recrudescimento da tend�ncia humana ao maravilhosismo. O ser humano
parece cansado de ser m�quina, n�mero, mais um na multid�o e sente em si um
chamamento divino. S� que, com uma f� debilitada ou por esclarecer,
acontece-lhe agarrar como sobrenatural, qualquer facto que, de momento, lhe
parece fora do curso normal da natureza. Ou qualquer filosofia que consiga
suprir o medo que o desconhecimento da morte provoca.
O homem sente como que uma necessidade de vitalizar e robustecer a sua f�.
Ora, n�o se tenta robustecer sen�o o que est� fraco. No inconsciente dos
buscadores do maravilhoso, existe na realidade uma astenia de f�. E como
reac��o angustiosa de defesa, atiram-se aos bra�os de movimentos
pseudo-religiosos, que consideram, � falta de outros, como uma nova
confirma��o da sua cren�a an�mica.
A Igreja n�o tem nada a dizer sobre a chamada mediunidade, pois este � um
tema que pertence � ci�ncia. A Igreja (concretamente aqui estou a referir-me
� Igreja Cat�lica), fala de cren�a, do sobrenatural e consequente doutrina.
Religi�o � uma "op��o de f�", mas com argumentos v�lidos e n�o caminho
aberto � fantasia e gosto de cada um.

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Maria Luisa Albuquerque
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