*** �"que Deus interrompa o curso das leis naturais por interven��es imprevis�veis. Porque se Ele age por poder arbitr�rio,�"

� Isto seria blasf�mia!

*** � "que resta de nossa liberdade e de nossa responsabilidade?"

�Disparando contra essa "arbitrariedade", contra esse tirar "nossa liberdade", "nossa responsabilidade", acertam outro alvo!: esp�rita, pentecostalista, demon�aco etc.

*** "E se � por bondade por que n�o o faz sempre?"

� Os modernistas n�o sabem nem sequer que esse vulgar utilitarismo n�o � a finalidade do milagre?

*** "N�s escusamos a Deus�"

� Isso n�o � petul�ncia; seria absoluta imbecilidade!, se n�o fosse pura "irreflex�o".

*** �"por tolerar o mal no mundo,�"

� Ao refutar a reencarna��o no livro "O que H� depois da Morte", o prof. Blanck e eu expomos os numerosos e, alguns, sublimes motivos pelos quais Deus, que n�o quer a dor, a permite. Pelo visto os te�logos modernistas de hoje tamb�m parecem desconhecer doentiamente o t�o estudado "problema da dor", como tudo o que seja filosofia verdadeira e verdadeira ci�ncia quando contr�rias a seus preconceitos.

*** �"explicando que Ele limitou Seu poder para respeitar nossa liberdade".

� Tamb�m, mas s� por isso Deus permite a dor? E Deus "limitou Seu poder"? Os modernistas n�o podem ser t�o ignorantes�

*** "Mas, se Ele falha uma vez, por que n�o falha sempre?" (�)

� "Ele falha"? Responder a esta pergunta meramente ret�rica e fora da realidade de por que Deus n�o faz milagres sempre seria o mesmo que concordar com aquele que se admirava de "quanta gente est� morrendo que nunca morrera antes!".

*** "O maravilhoso tiraniza o homem, porque � essencialmente caprichoso".

� Duas novas blasf�mias.

*** "Tira-lhe o dom�nio e a responsabilidade do mundo,�"

� Cegos que desconhecem o alvo contra o qual pretendem disparar.

*** � dom�nio do mundo e responsabilidade), "que o homem adquire pelo conhecimento e uso das leis da natureza",

� E precisamente porque conhece algumas leis pode saber em determinadas circunst�ncias com certeza se interveio Outra Causa transcendente.

*** "dom�nio que Deus nos deu",

� Certo. Tamb�m nos deu a intelig�ncia, capaz de descobrir com toda facilidade o milagre!

*** "e os dons de Deus S. sem retorno" (�)

� Mas os modernistas podem enterrar a cabe�a na areia.

*** "O maravilhoso nega o homem, por ser uma interven��o violenta e arbitr�ria�"

� Essas "blasf�mias" referem-se � deturpa��o da defini��o de milagre.

*** � "no dom�nio que � seu" (do homem)

� E n�o � tamb�m do Criador? Ser� o racionalista �cegamente repetido pelo modernista � quem pode proibir a Deus que seja Ele mesmo quem julgue sobre a conveni�ncia da Sua interven��o no mundo por motivos divinos? Em todo caso haveria que deduzi-lo dos fatos!

*** "E nega a Deus, por ser manifesta��o de poder, que n�o pode sen�o suscitar p�nico ou interesse,�"

� "Poder que n�o pode" evitar o p�nico seria um poder muito pequeno, ou trata-se de contradi��o. "Causar p�nico�": contra que alvo disparam?

*** � "enquanto que Deus � amor"25.

� E os modernistas podem negar fatos t�o ineg�veis teologicamente, ou podem n�o perceber que precisamente pelo poder do amor infinito � que Deus interveio na hist�ria, inclusive at� o ponto de se fazer homem e at� o extremo de morrer numa cruz.

OUTRO "GRANDE" L�DER HOJE � O pe. Leon-Dufour reclama absurdamente contra dois verdadeiros cientistas que aceitam, porque os estudaram!, os fatos supranormais. Foi assim:

A respeito de um livro do diretor do Escrit�rio de Constata��es M�dicas, de Lourdes, dr. Alphonse Olivieri, sobre os milagres l� comprovados26, o dr. Charles Nodet havia escrito numa revista27: "A autonomia do meu of�cio de psiquiatra e de psicoterapeuta est� condicionada (� � a se) Deus agiu miraculosamente como Causa Primeira e suspendeu (bem, n�o exatamente) temporariamente as causas segundas (�) O milagre � uma perturba��o (bem, n�o exatamente) como Causa Primeira do determinismo natural da cria��o".

Duas advert�ncias:

Bem, a primeira � menos importante: a inexatid�o no conceito de milagre deve-se precisamente � esp�ria defini��o lan�ada pelos racionalistas e modernistas.

Mais importante: evidentemente essa condi��o, a possibilidade do milagre, n�o atrapalha nenhum psiquiatra, psicoterapeuta ou cientista em geral. Todo cientista que, a partir dos fatos!, sabe o que � milagre sabe tamb�m que o milagre s� se pode esperar muito excepcionalmente e em circunst�ncias de ora��o etc. bem determinadas. T�o excepcionalmente, que fora dessas circunst�ncias bem determinadas nenhum cientista do mundo no seu trabalho profissional teve oportunidade de presenciar. Bem diferente do absurdo desequilibrado e desequilibrante imaginado por esp�ritas, umbandistas, esot�ricos, ocultistas, satanistas, pentecostalistas, carism�ticos� e pelos racionalistas e modernistas nos seus ataques. Voltemos ao caso.

Contra t�o sensata posic�o daqueles dois cientistas leigos, o padre L�on-Dufour disparata:

"Mas hoje S. numerosos os que n�o podem mais admitir que o crit�rio da interven��o divina seja a suspenS. das causas naturais".

"Deus seria um charlat�o, Deus s� se imporia a mim, quando eu n�o consigo encontrar a explica��o natural? Sem falar de que raciocinar assim seria fazer do milagre um simples ato de poder, mesmo quando se lhe conceda, � verdade, um valor de sinal. O milagre � um acr�scimo de poder?".

"Eis que estamos obrigados a nos perguntar sobre a produ��o de um acontecimento. Porque como falar disso sem o conhecimento da natureza?"28.

Tentemos dialogar:

*** "Mas hoje S. numerosos"�

� A maioria dos te�logos! Mas n�mero n�o � qualidade.

*** � "os que n�o podem mais admitir que o crit�rio da interven��o divina seja a suspenS. das causas naturais".

� Claro que n�o, "suspenS. das causas naturais" � uma defini��o deturpada. Mas deixe as teorias a�reas e v� ao fato da interven��o de Outra For�a, "a interven��o divina".

*** "Deus seria um charlat�o"

� O que tem a ver o milagre com charlatanice?

*** "Deus s� se imporia a mim"�

� "S�"? Claro que Deus tem outros modos de se impor "suavemente", nem sempre precisa ser "fortemente" pelo milagre: "suaviter et fortiter"29.

*** � "quando eu n�o consigo encontrar explica��o natural?"

� Se realmente ficar evidente que n�o a tem, essa � precisamente a prova de que � um fen�meno supranormal ou sobrenatural.

*** "Sem falar de que raciocinar assim"�

� Pelo visto "raciocinar" com l�gica, sem preconceitos e tergiversa��es, � o que racionalistas e modernistas n�o sabem fazer neste tema.

*** � "seria fazer do milagre um simples ato de poder".

� "Simples" e "ato de poder" � contradit�rio.

*** � "mesmo quando se lhe conceda, � verdade, um valor de sinal"

� Tamb�m por isso j� n�o � "simples"; � uma das finalidades do milagre, precisamente na que tanto insistem, deturpando-a, os modernistas.

*** "O milagre � um acr�scimo de poder?"

� Isso � tamb�m o milagre, t�o "acr�scimo", que � supranormal ou sobrenatural!

*** "Eis que estamos obrigados a nos perguntar sobre a produ��o de um acontecimento".

� Claro, qualquer pessoa racional e n�o racionalista nem modernista vai ter de se perguntar a respeito!

*** "Porque como falar disso sem o conhecimento da natureza?"

� Ah!, os racionalistas e modernistas "n�o conhecem o que a natureza pode"? Nem sequer "o que n�o pode"? Ent�o por que invocam tanto a natureza e suas leis contra o milagre? Era preciso dar mostras de tanta falta de racioc�nio l�gico?

Seria improcedente acrescentar mais testemunhos de disparates.

QUE RESPONDER? � Que responder a tanto preconceito sem provas? De momento repito o j� dito, simplesmente: concordo com um eminente jesu�ta, especialista no estudo dos milagres:

"Os racionalistas falham ao seu dever de fil�sofos mormente na id�ia que fazem do milagre". Como vimos no cap�tulo 1, "ignoram" at� a defini��o de milagre.

"Como vimos, aos olhos do sr. Jules Simon (e de todos os outros racionalistas e modernistas), o milagre teria como caracter�sticas �uma vontade caprichosa, movimentos desordenados, perp�tuas derroga��es da lei�". Erram o alvo!

"Se o sr. Jules Simon (e companhia) nos afirma que h� deduzido essas caracter�sticas de olhar verdadeiramente ao milagre, tomamos a liberdade de responder que, pela alta estima que temos da sua intelig�ncia, n�o acreditamos" que verdadeiramente olharam para a realidade30. � a obje��o fundamental, a bomba demolidora lan�ada pelos tradicionalistas. Porque, se racionalistas e modernistas dissessem toda essa sarta de disparates ap�s haver olhado a realidade, a� ter�amos de duvidar da sua intelig�ncia�

EPIDEMIA GLOBAL � Proliferou tanto o v�rus do racionalismo "cient�fico", que tamb�m foi contagiada a imensa maioria das pessoas de alguma cultura, inclusive as mais distanciadas do problema espec�fico dos milagres ou de fen�menos supranormais� Poder�amos dizer que basta saber ler para ficar continuamente expostos ao cont�gio. Uma verdadeira lavagem cerebral.

S. inumer�veis os testemunhos dessa antipatia al�rgica ao milagre. S� uns levantamentos:

* Mons. Mignot, arcebispo de Albi, ao fechar as cortinas do s�culo XIX, podia constatar muito exatamente: "� hora presente e para muitos esp�ritos, os milagres S. mais um obst�culo � f� que um motivo para crer. A intelig�ncia moderna, talhada no mundo que se diz cient�fico, feita muito exigente em mat�ria de demonstra��o (ao ponto de exigir que seja repet�vel � vontade e tang�vel qualquer realidade espont�nea e espiritual!), encontra-se certamente pouco � vontade perante o milagre"31.

* Igualmente o cult�ssimo apologeta pe. Lecl�re, professor de teologia na Universidade de Berne, falando na primeira pessoa do plural, adverte: "Hoje cremos mais bem apesar dos milagres (�) Poder� dizer-se que isso est� errado. Mas seja o que for isso � um fato: a pr�tica da ci�ncia nos lan�ou l� e estamos l�, mesmo que n�o sejamos deterministas absolutos"32.

* O cont�gio da alergia ao milagre alastrando-se entre o p�blico ao menos levemente culturizado fazia exclamar a um exegeta do come�o do s�culo XX: "Esta mentalidade popular �cient�fica� existe muito realmente, � pueril ignor�-la ou negligenci�-la (�) H� uma repugn�ncia instintiva, uma repulsa aberta e forte ao milagre. � suficiente que uma religi�o (o catolicismo) se apresente ligada a certos fatos milagrosos, � suficiente que um livro (o Evangelho) relate acontecimentos milagrosos, � suficiente que um homem religioso, sob uma forma qualquer (como o pr�prio apologeta ou um parapsic�logo que haja estudado os fen�menos supranormais) mostre acreditar no milagre, para que se eleve no meio da multid�o como um obst�culo invenc�vel uma suspeita indestrut�vel e para que a evangeliza��o (ou a divulga��o verdadeiramente cient�fica) seja completamente paralisada"33.

A LEI DA GRAVIDADE � Escolhamos a mais conhecida lei da natureza. Um avi�o voar n�o � contra a lei da gravidade. Pelo contr�rio: a confirma. Porque os motores, a velocidade, o formato das asas etc., "outra for�a" tem de trabalhar firme�

A telecinesia parapsicol�gica n�o suspende, n�o derroga, n�o contraria� � outra for�a.

TELECINESIA SUPRANORMAL? � H� numerosos fatos nas hagiografias. A imagem de Jesus crucificado desprega da cruz um ou os dois bra�os para abra�ar ou aben�oar um devoto.

*** Para racionalistas e modernistas todos os milagres mencionados nas vidas dos santos S. lendas, mitos, no m�ximo alucina��es�

� N�o merecem e seria para eles uma honra excessiva responder-lhes. Na realidade "ignoram" centenas de fatos.

*** Mas o fen�meno � supranormal?

� Se o fen�meno n�o passasse disso, assim, conciso, certamente n�o seria supranormal. A telecinesia extranormal explicaria perfeitamente o fen�meno� "conciso". Se n�o passasse disso. Movimento de um objeto a menos de cinq�enta metros de dist�ncia do ps�quico em estado alterado de consci�ncia.

Mas esses fatos das hagiografias foram t�o singelos como tantas outras telecinesias em todas as �pocas e ambientes?

[continua]

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   Fernando De Matos:
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 Centro Latino-Americano de Parapsicologia - Portugal�
            
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