AS MURALHAS DE JERICÓ — Havia uma profecia ou promessa de Iahweh a Josué: “`Vê! Entrego nas tuas mãos Jericó (…) Vós, todos os combatentes, dai volta ao redor da cidade, cercando-a, uma vez. E assim fareis durante seis dias; sete sacerdotes levarão diante da Arca sete trombetas de chifre de carneiro. No sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as trombetas. E quando tocarem com fragor o chifre de carneiro, assim que ouvirdes o som da trombeta, todo o povo prorromperá em forte grito de guerra. E as muralhas da cidade cairão’”(…)

“Foi feito como Josué havia dito ao povo. Sete sacerdotes, levando as sete trombetas de chifre de carneiro diante de Iahweh, passaram e tocaram as trombetas; e a Arca da Aliança de Iahweh vinha atrás deles. Os guerreiros iam na frente dos sacerdotes que tocavam as trombetas, e a retaguarda seguia atrás da Arca; e marchando tocavam as trombetas” (…)

“No segundo dia rodearam uma vez a cidade, e voltaram ao acampamento. E assim fizeram durante seis dias. No sétimo dia, levantaram-se ao romper da aurora, e de igual maneira rodearam a cidade sete vezes; somente naquele dia rodearam a cidade sete vezes. Na sétima vez, os sacerdotes soaram as trombetas e Josué disse ao povo: ‘Gritai, pois Iahweh vos entregou a cidade!’ (…) Quando o povo ouviu o som da trombeta, gritou com força, e a muralha ruiu por terra. E o povo subiu à cidade, cada qual no lugar à sua frente, e se apossaram da cidade” (Js 6,2-20).

*** Alguns modernistas estão dispostos a conceder, no máximo, que tivesse havido um terremoto.

*** Haveria que acrescentar, para salvar essa hipótese —e de fato o ouvi a um colega de professorado numa faculdade de teologia — que a preparação para atacar seria resultado de uma precognição parapsicológica (será que os outros teólogos modernistas sabem tanto?) que Josué haveria tido, em sonhos, do terremoto que aconteceria sete dias depois.

*** Este modernista, não tão ignorante de fatos, até estaria disposto a conceder que pudesse haver sido um fato providencial: Deus haveria Se servido da precognição e de um terremoto naturais.

— Mas essa “solução” (?) modernista converte o fato num milagre muito maior que o milagre que pretendem evitar com suas “irreflexões teológicas” indevidamente aplicadas aos fatos, dos que pouco ou nada entendem. Como poderia haver um terremoto circular, derrubando só e todas as muralhas, mas deixando ilesos toda a cidade de Jericó e todo o campo dos israelitas? Coitados modernistas, a que nível de “irreflexão” e de ignorância faz cair o preconceito… aos que mais sabem! Falem só de teologia…, ou estudem também parapsicologia (como está mandado).

*** Para a maioria dos modernistas, a solução é mais fácil ainda: “Lendas bíblicas”!

— Por quê? É claro que deve ser a partir dos fatos e não de critérios pessoais e precisamente dos modernistas (!) de onde devemos tirar se alguns casos S. lendas ou realidades históricas.

— Sem extremar o argumento… Não é modernista a opinião de S. Paulo: “Foi pela fé que as muralhas de Jericó caíram, depois de um cerco de sete dias” (Hb 11,30). Repito: sem extremar o argumento…

Só uma vez a Bíblia menciona o milagre da queda de muralhas. Embora algum outro fato possa ser análogo: talvez uma queda de barreiras para deter o fluxo do rio.

Mas não faltam ao longo da história milagres de quedas de muralhas. Há também, ao longo da história, outros tipos análogos de milagres.

Para refutar a cômoda negação pelos modernistas (não merece mais atenção uma negação apriorística), basta um pequeno (?) “efeito bumerangue”:

AS MURALHAS DE BAYEAUX — Século V. S. Germano viajou a Bayeaux, para solicitar do governador que libertasse um grupo de prisioneiros. O pedido foi rejeitado. Então o santo, seguindo ao pé da letra o conselho do seu Senhor, bateu com indignação seus sapatos contra as muralhas da cidade, para sacudir o pó (Mt 10,14 par). E imediatamente uma longa parte das muralhas protetoras da cidade ruíram encobrindo o fosso. Por tais fatos, os magistrados da cidade deram a liberdade aos 24 presos cuja libertação o santo havia ido pedir6.

AS MURALHAS DE AVALLON — O rei Robert II da França, cognominado “o piedoso”, havia já três meses que sitiava Avallon, sem êxito. Para os meios da época, aquelas muralhas eram inexpugnáveis.

Chegou o dia da festa religiosa do Corpus Christi, então chamada do Agnus Dei. Ano 1022. Para celebrar piedosamente esta festa, o rei deixou Avallon e foi para Orleans. Participando em traje de gala da Missa Solene, orava fervorosamente ao “Cordeiro de Deus”, pedindo que julgasse e interviesse no pleito. E precisamente quando o coro cantava o Agnus Dei… É muito conhecido e evidente que o poder divino não age diretamente contra as pessoas, senão contra os elementos. Naquele exato momento, inconcebivelmente as muralhas de Avallon ruíram! O exército de Robert II assim facilmente tomou a cidade.

Como reconhecimento e para memória do milagre, o rei, além de doar à Igreja da Santa Cruz em Orleans um rico conjunto de cálice e patena de ouro, reconstruiu a Igreja do “Cordeiro de Deus” e a dotou de generosa subvenção7.

O FAZEDOR DE MARAVILHAS — O cognome de “taumaturgo”, destacando-se na Igreja, deve-se precisamente aos grandes milagres que S. Gregório († 266), bispo de Neocesarea, alcançou de Deus.

1) Numa oportunidade, convencido de que o melhor lugar com vistas ao culto, para a construção de uma igreja, era precisamente lá… Mas o lugar era estreito entre o barranco junto ao mar e à montanha!

S. Gregório Taumaturgo passou a noite em oração argumentando a Deus com aquelas palavras do próprio Jesus Cristo: “Em verdade vos digo, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: ‘Transporta-te daqui para lá’, e ele se transportará. E nada vos será impossível” (Mt 17,20).

Na manhã seguinte todos viram que a montanha retrocedera o necessário para a cômoda construção da Igreja.

A liturgia católica sublinha a historicidade deste milagre ao colocar esse Evangelho na Missa da festa de S. Gregório Taumaturgo, assim como colocando na leitura do terceiro noturno do antigo “breviário” para o dia do santo, 17 de novembro, o comentário que S. Beda, o Venerável, faz deste milagre.

2) Em outra oportunidade, perante um sacerdote de Apolo, S. Gregório afirmara, como é dogma católico, que eram os milagres a prova da verdade da Revelação, e que pelos milagres é que se tornava razoável aceitar inclusive os mistérios incompreensíveis.

Então o sacerdote pagão desafiou que só aceitaria que Deus se fez homem “se aquele penhasco se mexer”. Com absoluta confiança em Deus, S. Gregório mandou em nome de Jesus Cristo, e aquele enorme penhasco correu para o lugar que o santo designou, ficando lá à comprovação de todos. O sacerdote se converteu com toda sua família e trouxe depois outros muitos à doutrina de Jesus Cristo8.

 [Continua]

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